quarta-feira, 19 de julho de 2017

Dança com o Diabo - Sherrilyn Kenyon

   "Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente... Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?"

   Boas Leitores!
   Predadores da Noite, a imensa saga com dezenas de obras, das quais este é apenas o quarto volume. Vá que em vez de um intervalo de dois anos entre o volume anterior e este, foi só de um ano desta vez. Não é que tivesse maior interesse nesta saga, mas como o meu livrólico interior dita "começas uma colecção, tens de acabá-la!".
   E como não valeu a pena. Tudo o que disse do volume anterior aplica-se aqui. Enredo previsível, personagens com muito pouco desenvolvimento, muitas cenas de sexo (estas últimas ao menos relativamente bem descritas).
   Comecemos pelo início, enredo. O certo é que desta vez foi ligeiramente diferente, envolvendo mais mitologia greco-romana, entre outras mais, do que o costume, e isso até que apelou um pouco , mas as bases são as mesmas: predador conhece rapariga, resistência a início que depois se transforma em amor, lutam contra probabilidades ínfimas para conseguirem estar juntos e tentem adivinhar o final? Ficam juntos.
   Quanto a personagens, esse é mesmo o ponto fraco da autora. São ocas e com estereótipos básicos, sem terem qualquer profundidade psicológica. E, como tal, o livro perde metade da piada dessa forma, quando estamos a ler uma história com bonecos em vez de pessoas com que nos ligamos.
   Por outro lado, é engraçado ler os livros por esta ordem tendo já lido a obra Acheron, porque em vez de ter Acheron como a personagem misteriosa e estranha em que cada livro dá uma pequena pista, assim sabe-se já quem ele é e vemos como todos os outros não sabem nada dele e a imagem que ele passa.
   Como seria de esperar, nada de novo em vários aspectos, mas hey, meio ponto por ter mais mitologia! Caso queiram saber mais sobre a saga, podem seguir o link para a obra anterior: Crítica - O Abraço da Noite
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Soul Eater vol.18 - Atsushi Ohkubo

   "As Kid struggles against the madness deep in the Book of Eibon, a group of Spartoi members race to rescue their friend. Through page after page of Lust, Gluttony, and Envy, the students must conquer the seduction of their own fears and desires to reach the final chapter! Will their efforts be enough to give this tale a happy ending?!"

   Boas Leitores!
   Estamos a sete volumes do final! Pois é, este é já o décimo oitavo volume dos vinte e cinco desta saga. E continuamos num arco gigantesco que quase daria para ser o arco final!
   Tal como previ na opinião ao volume dezassete, este arco é um dos arcos grandes desta história. Todo o volume passa-se nesse arco, e foram mais quatro capítulos, e não acabou no quarto capítulo, ou seja, o próximo volume ainda vai ter muito para contar.
   E será que vale a pena este arco tão grande? Essa é, verdadeiramente, uma boa questão. É um arco interessante e que não está a ser prolongado como modo de "encher chouriços". Pelo contrário, está a ser rápido até. No final do volume anterior julguei que os próximos capítulos referenciariam cada um, um dos sete pecados mortais, mas não foi assim, por vezes os capítulos deste volume cobriram dois num estalar de dedos. E ainda bem para isso!
   Por outro lado, as personagens estavam um pouco aborrecidas. Entre os protagonistas Soul e Maka foi apenas mais do mesmo, que maça o leitor por estar a bater sempre na mesma tecla. Com os outros protagonistas, pouco se sabe, ou só se sabe algo mesmo no final do volume. Talvez parte da culpa disso seja do volume só ter quatro capítulos, não dando tempo suficiente para o leitor ligar-se às personagens.
   Quanto ao enredo, parece estar interessante, do pouco que avançou para além dos pecados mortais. Talvez no próximo acabe essa parte e avance decididamente, pelo menos aproxima-se uma batalha épica que deverá agarrar o leitor num piscar de olhos.
   Caso queiram saber mais sobre o volume anterior, e os que precederam esses, basta seguir o link: Crítica - Soul Eater vol.17
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sangue do Assassino - Robin Hobb

   "Apesar de profundamente enredado nos seus conflitos pessoais, o Assassino tem de preparar uma expedição infalível às Ilhas Externas. Para isso há que ensinar ao príncipe dos Seis Ducados tudo o que conseguir sobre as duas magias - duas misteriosas e temidas magias inerentes ao sangue que ambos partilham. Mas na vida de Fitz nada é fácil, e o seu próprio desconhecimento de muito do que diz respeito a essas magias pode ter consequências catastróficas, tanto para si como para o herdeiro… e, em última instância, para o próprio reino.
   Mas as ameaças não se ficam por aí: quem são realmente aqueles estranhos vilamonteses que apareceram inesperadamente em Torre do Cervo? E os manhosos, que resultará dos seus conflitos internos e que atitude tomará a respeito deles a coroa dos Seis Ducados?"

   Boas Leitores!
   E temos mais uma vez no blogue Robin Hobb, excelente autora de vários livros, nomeadamente este. Sangue do Assassino é o terceiro volume dos cinco que existem em português. Para quem lê esta saga em inglês, este volume é a segunda metade do segundo livro da trilogia. Já estão todos publicados (quer em português quer em inglês) por isso se estavam com receio de começar uma saga ainda não acabada, nada temam.
   É uma obra muito boa tendo em conta o tamanho que tem, não chega às 400 páginas. A autora consegue contar uma história com pés e cabeça, e não uma balbúrdia de palavras com batalhas ou romances forçados sem qualquer contexto. Não só as personagens são caracterizadas ao pormenor, onde sentimos ligações diferentes a cada uma, desde o familiar amigo, angústia por quem conhecemos (ou parece que conhecemos), ou mesmo traição quando assim decorre. A autora sabe conduzir o leitor na sua mão para onde quer e isso é fantástico.
   Como se não bastasse, as magias associadas a este mundo estão bem produzidas, com vantagens e custos consistentes e que fazem sentido. Os assuntos que a autora aborda são polémicos e merecem ser discutidos e o enredo é brutal, levando o leitor a devorar páginas e páginas (ou horas e horas a ouvir audiobooks, se for esse o vosso caso).
   E os pequenos pormenores que são as frases ou relatos ou ainda fragmentos de textos do passado que aparecem no início de cada capítulo são pequenos presentes que a autora dá e que vai saciando a fome de conhecimento daquele mundo.
   Só tive pena do livro não ser maior, ou não termos ainda mais desenvolvimento, mas acho que faria sentido nos livros em inglês, onde teríamos começado muito atrás e o final deste seria até um final apropriado para um livro desse calibre.
   É uma daquelas obras (se não mesmo sagas) que merecem ser lidas, desejoso do próximo volume! Caso queiram saber mais sobre os volumes anteriores, sigam o link: Crítica - Os Dilemas do Assassino
   Boas Leituras... ;)
9/10

André