terça-feira, 18 de abril de 2017

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson

 "Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… 
   Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?"

   Boas Leitores!
   Antes de mais, tenho de pedir o vosso perdão por não ter dado qualquer notícia aqui no blogue durante um mês. Uma vida caótica e cheia de desafios levou-me a perder um pouco o contacto com este meu hobbie. Mas não que a leitura tenha sido prejudicada. Verão que nas próximas semanas as opiniões vão surgir a um ritmo adequado (pelo menos durante um mês, veremos depois disso).
   Falemos então da obra a que estamos a opinar. Último volume do que era a trilogia Millennium (que deixou de ser uma trilogia há bem pouco tempo, com o aparecimento de um quarto volume escrito por outro autor). Como não foi planeado o aparecimento do quarto volume, este terceiro tem tudo para ser considerado o fechar da história.
   E digo-vos já que a sinopse não faz jus à história. Eu até achava as obras anteriores relativamente boas, mas acho que este último volume melhorou em muito! Deixou de ser um policial como muitos que já li, mas não deixou de ser policial.
   O que aconteceu foi um alterar da história que foi feito gradualmente ao longo de toda a trilogia, mas de que o autor só se apercebe completamente neste último volume. De repente da-mo-nos conta do grande plano elaborado desde a primeira página e ficamos boquiabertos com cada revelação.
   Por outro lado, para quem mesmo assim gosta dos policiais clássicos, continua a haver como que uma "side-story" que vai agradar a esse público. E tenho de admitir que mesmo a mim, essa história à parte estava a interessar-me pela forma como me agarrava e criava tensão.
   O julgamento final foi, para mim, a melhor parte desta obra. Sempre tive um pequeno interesse por justiça e julgamentos, por isso, ler um que estava rodeado de tanta polémica, e da qual estava a torcer por certas personagens, tornou ainda mais interessante. E o autor foi brilhante na forma como conseguiu desenvolver tudo.
   É uma obra que vale bem a pena lê-la. E se são fãs de policiais, então esta é possivelmente uma das melhores escolhas para vocês. Caso queiram saber mais sobre a trilogia, podem clicar no seguinte link, que vos levará ao volume anterior: Crítica - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo.
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

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