terça-feira, 30 de agosto de 2016

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

   "Edição especial da famosa distopia de Aldous Huxley sobre uma sociedade totalitária do futuro, regida pela tecnologia e pelo materialismo e sob a máscara da democracia e da felicidade.
   Admirável Mundo Novo" é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos.    Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 
   Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma outra obra excelente que está à espera para ser lida por muitos, quer os amantes de ficção científica, quer os amantes de obras clássicas. Um livro isolado, que tem uma espécie de sequela, mas que é um pouco independente do primeiro.
   Uma obra que muitas vezes é comparada com 1984 de George Orwell é também muito boa, em certos aspectos são iguais, ambos retratam aspectos da nossa sociedade que, na verdade, são muito assustadores quando vistos desta perspectiva, mas noutros aspectos são muito diferentes, 1984 versa numa sociedade muito oprimida e negada de qualquer estímulo, já esta obra retrata uma sociedade livre para fazer tudo (daquilo que o alto escalão social deixa) e estimulada em demasia, tornando-se, em parte, dormente das verdadeiras emoções.
   Esta obra também tem um maior enredo em torno da sociedade, com mais personagens a serem apresentadas e havendo maior interação entre elas. Não que em 1984 houvesse pouco, era mesmo da história em si que seria de supor haver pouco. Independentemente disso, as personagens de Admirável Mundo Novo estão interessantes e mostrando cada uma, uma faceta da sociedade actual.
   Senti por vezes que, com a escrita, o próprio leitor era atingido com imensas descrições que nem sempre eram compreensíveis para uma pessoa não habituada aos termos de biologia. Pode parecer parte da estratégia, para o leitor sentir parte daquilo que as personagens deste livro sentem, mas se não for então é uma falha do autor por esticar descrições com pormenores que baralham o leitor.
   É uma obra muito boa e aconselhada a todos, porque mais uma vez, retrata não só uma sociedade distópica de forma genial, como espelha também a nossa sociedade e o que de mal está com ela.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Águia do Império - Simon Scarrow

   "Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de Lugar-Tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões.
   Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro império."

   Boas Leitores!
   Para compensar a quantidade enorme de coleções que tenho andado a terminar vou começar uma nova! Esta é de um autor muito conhecido por este género de livros mas que eu ainda não tinha experimentado nenhuma das suas obras. Esta saga denominada A Saga da Águia tem até agora quinze volumes na sua língua original, dos quais pelo menos catorze já estão publicados em português pela mesma editora!
   Então e a questão que se põe agora é: vale a pena começar uma saga assim tão grande? Não posso dizer com todas as certezas, mas pelo menos este primeiro volume valeu a pena. Quanto aos outros catorze ainda terei de ler, porque tenho uma sensação que com tantos volumes vai chegar a um ponto que se torna um pouco repetitivo.
   Não é uma grande obra clássica. Mas também não é daquelas típicas obras de fantasia. Por um lado o leitor que não gosta de fantasia mas gosta de guerras, pode aproveitar estes livros, que se passam na altura do império romano. E por esta mesma razão, os leitores ávidos de fantasia, que não gostam assim tanto de livros passados na actualidade ou no mundo real, podem também gostar desta obra por ser semelhante à fantasia e num mundo que não parece de todo o mesmo que o nosso.
   O enredo é interessante, apesar de ser um pouco previsível, principalmente nas partes finais. Mas, por outro lado, as batalhas e cenários semelhantes são muito bem descritos, claramente o ponto forte do autor. Já as personagens e o respectivo desenvolvimento é algo que está intermédio, ao acabar de ler o livro sente-se que conhece-se um pouco mais as personagens mais importantes, no entanto não há assim um grande desenvolvimento, possivelmente porque esse desenvolvimento será mais gradual e passar-se-á ao longo dos livros desta saga, o que é bem pensado.
   Fiquei curioso para ler a próxima obra, e saber se haverá mais intriga vinda de Roma ou se será mais vida militar. Tenho de ler o segundo volume para conseguir saber!
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Booking Through Thursday - Surpreendente

   Qual foi o livro que leste que foi mais "mind-blowing" e que virou o teu mundo do avesso? (Ou artigo, poema, o que quer que seja.)

   André: Bem não sei se terei algum livro que me revolucionou assim tanto. Mas de certo existem vários livros que me surpreenderam, alguns dos mais recentes A Quinta dos Animais e 1984. Claro que algumas das obras de George R. R. Martin foram um "mind-blow" mas não no sentido de revolucionarem a minha maneira de ver e sim só por serem surpreendentes, mas já houve outros autores que o fizeram também, Brandon Sanderson e Robert Jordan alguns deles.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Soul Eater vol. 14 - Atsushi Ohkubo

   "When "BREW" activates during his battle with Mosquito, Kid's soul wavelength is amplified to a whole new level! But once Mosquita has recovered from the shock of seeing the real "BREW" in action, he redoubles his efforts to destroy the young shinigami before the intruders from DWMA unlock the way to the Spider Queen Room. Will Kid's awakened power be enough to defeat Mosquito's deadly form?!"

   Hello readers!
   Só faltam onze volumes para esta saga acabar. Não que seja muito ou pouco visto que em onze volumes muita coisa pode ser contada (ou não).
   Podemos tomar como exemplo o arco que este volume continua. Os cinco capítulos que compõem este volume são todos ainda do mesmo arco, indo desde a parte 8 até à 12. E ainda não acabou, por isso o décimo quinto volume desta saga ainda terá capítulos deste arco, esperemos é que sejam os últimos.
   Não está a ser assim tão mau como estou a fazer parecer. Quatro em cinco capítulos foram mesmo muito interessantes e foi por isso que esta obra foi lida tão rápida. E não houve aquelas partes que parece que o autor quer empatar a história e não sabe como, não. Estes capítulos continuaram a história, acabaram certas batalhas e começaram outras.
   E já que se fala em batalhas, este volume está cheio delas, e tenho de comentar e parabenizar a qualidade do desenho no que toca a essas partes de batalha, pode-se pensar que ver as imagens de uma batalha não seja a mesma coisa que ver no anime, mas aqui consegue perceber-se tão bem quanto no anime e é fantástico na mesma.
   Aliás algumas partes até são melhores visto que houve imensas partes que não apareceram no anime, por isso este volume está a entrar em grande no terreno desconhecido que tanto esperava. Foram apresentadas personagens novas e misteriosas que não conhecia e que agora só dão vontade de comprar os próximos volumes para ler mais e mais e mais.
   Outro ponto positivo foi a falta das tiras acerca da adaptação para anime do mangá. Não existiram e ainda bem porque assim houve mais espaço para os capítulos da história. E quanto a pontos negativos, terei de referir a capa, induziu em erro. Eu a pensar que iria aparecer outra vez a mítica personagem Excalibur, mas não, serviu só de capa.
   No geral está bom, só houve ali um capítulo que pareceu despachado um pouco à pressa e portanto com mais algumas falhas, mas aconselho a lerem! Se quiserem saber do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.13 - In the Name of "Soul"
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Cura Mortal - James Dashner

   "Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."

   Boas Leitores!
   Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
   Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
   O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
   Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
   Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Booking Through Thursday - Base de Dados

   Manténs uma base de dados da tua colecção de livros em algum lado? Num website? Numa página do excel? Num diário escrito em papel?

   André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.

A Quinta dos Animais - George Orwell

   "Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos.
   À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, "no tempo em que os animais falavam", os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comportar-se como animais."

   Boas Leitores...
   Afinal o intervalo foi menor do que esperava. Cá está mais uma opinião e desta vez é de um grande clássico lido por muitos e aconselhado a todos!
   Clássico, fábula, conto são tudo palavras com que se possa descrever esta história, no entanto nenhuma delas consegue definir o quão bom é este livro. Novamente George Orwell não desaponta e tem uma obra excelente com críticas à sociedade subtis mas inteligentes na sua forma de serem apresentadas.
   Cada capítulo desta pequena obra, que, com os extras dos prefácios escritos pelo autor não chega às 160 páginas, está excelente. Aos poucos e poucos o leitor vai percebendo os mecanismos que são usados, não só na ficção mas também na nossa realidade para manipular as pessoas, ou animais neste caso, para os propósitos de quem comanda. Conseguimos rever cada personagem e transpô-la para a realidade, pois haverá sempre um Tagarela ou personagens como as ovelhas que sabem apenas repetir aquilo que lhes mandam repetir. E não é só o facto de haver um paralelismo entre personagens e realidade, é também o simbolismo que cada animal tem na sociedade.
   Num pequeno resumo é um livro que está cheio de pistas boas que vão sendo aproveitadas à medida que o leitor avança. Se é um livro para crianças ou para adultos? Acho que para ambos, as crianças podem ler e acabarão por ver apenas um conto de animais, os adultos ao lerem verão algo mais, útil para todos no fundo.
   Uma boa sátira que é aconselhada a todos. e que apesar de escrita há mais de meio século ainda representa parte da nossa realidade.
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Acácia - O Povo das Crianças Divinas - David Anthony Durham

   "Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.
   Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.
   Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar."

   Boas Leitores!
   Mais uma nova opinião, antes do pequeno intervalo que vai haver, esperemos que não de muito tempo. Este é o quarto livro em português da colecção Acácia dos seis existentes. Na edição original são apenas três, mas os nossos são divididos em dois. Ou seja, este é a segunda metade do segundo livro original.
   E digo desde já que está bem melhor do que o anterior. Por um lado é normal visto que sendo a segunda metade é onde grande parte da ação se desenrola. Mas não foi só isso que me fez apreciar esta obra.
   Houve imensas vezes em que fui surpreendido pela positiva quanto ao enredo. Quando julgava que algo previsível iria acontecer, o autor deu as voltas e espantou-me com as decisões tomadas, o que só por isto já torna melhor a obra no seu geral. O enredo em si, para além das surpresas, também consegue sustentar-se bem e criar várias camadas com vários enredos a acontecer mas sem que haja uma quebra entre eles.
   Quanto a personagens, continuamos a ter três protagonistas que são os três irmãos e depois vamos vendo de vez em quando capítulos com outras personagens, por vezes da Liga dos Navios outras de Shen. No seu conjunto funcionam bem. Apesar disso há personagens que não se sente grande empatia. Acho que na edição original, talvez vejamos um desenvolver maior das personagens, visto que está a acontecer no equivalente a dois livros cá.
   Estou curioso para saber como é que o autor irá acabar a trilogia, visto que este último volume acabou com o acrescento de mais uma camada de complexidade. Esperemos que consiga dar vazão a tudo e explicar as coisas como deve de ser.
   Caso estejam curiosos para saber mais desta colecção, basta clicarem no link: Crítica - Acácia - Outras Terras
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

domingo, 7 de agosto de 2016

Bakuman vol.14 - Mind Games and Catch-Phrases - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Is Moritaka and Akito's newest rival also their greatest fan?! The duo is asked to judge a manga contest and the best entry reminds them of their own creations. But who is this mysterious new artist and what are his controversial methods of creating manga?"

   Hello bookaholics!
   Voltamos aos mangás, e desta vez à saga de Bakuman que já não se lia nada há muito. Este é o décimo quarto volume e aproximamo-nos cada vez mais do fim.
   Um volume que me deu vários mixed feelings. Em parte este volume tem alguma qualidade pela história que tem, no sentido que é como um novo arco que traz uma pitada de estratégia a este mundo de Bakuman. Os autores conseguiram, de forma genial, espevitar o lado de justiça e companheirismo dos leitores quando apresentam a nova personagem e o que ela faz.
   Uma parte que não estava assim tão boa nisto foi a opinião de outras personagens quanto à actividade da personagem nova. Vemos claramente que existe uma resistência do Moritaka e do Akito, mas quanto aos outros artistas de mangás não se sabe praticamente nada e isso talvez tivesse sido um bom input para a história.
   Por outro lado, ao olharmos para o plano geral do enredo, este volume não contribui grande coisa. E como continuará no próximo volume (espero que o arco não ocupe o volume todo, se não acho que acabarão por prolongar demasiado e estragar tudo) provavelmente só nesse volume é que irá dar uma contribuição maior para o plano principal desta saga.
   Aconteceram também algumas surpresas agridoces. A aparição de uma personagem que não se via há algum tempo e o desenvolver da personagem nova foram surpresas boas e que fizeram também criar aquele ódio de estimação por elas, uma prova da qualidade destes autores.
   Agora só resta esperar pelos próximos volumes e ver o que nos trarão. Caso queiram ver a opinião do volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.13 - Fans and Love at First Sight
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Andersenal - Filipe Faria

   "Felizes Viveram Uma Vez... Ou, pelo menos, assim quis Borralheiro acreditar após ter lido o Perraultimato, o legado da Mãe Gansa, a última voz da razão num mundo que aparenta ter perdido todo o tino. No entanto, Burra, Vasilisa, Capuchinho e Aprendiz, os quatro indivíduos que se juntaram ao jovem na sua demanda em busca da verdade, afiguram-se-lhe como a prova viva de que as coisas são como são e que o mundo é realmente tão ruim quanto parece ser - que não houve finais felizes e que não há nada a fazer para alterar o cruel destino que todos os intervenientes das estórias sofreram.
   Rodeado por companheiros que tanto o podem matar como ajudar, mas que representam a única protecção com a qual pode contar num mundo que se revela hostil ao virar de cada esquina, Borralheiro atém-se a uma réstia de esperança e faz os possíveis por seguir à risca as instruções enigmáticas que lhe foram deixadas por Mãe Gansa, que o conduzem ao palácio da Rainha da Neve, onde deverão procurar pelo Andersenal, a segunda peça do enigma do Perraultimato. Infelizmente para Borralheiro, não é ele o único que sente que algo de muito errado se passou: um ser misterioso está a matar as personagens folclóricas uma a uma, também ele decidido a retificar aquilo que de errado se terá passado, e os próprios eventos parecem conspirar para que Borralheiro e os seus companheiros encontrem um fim prematuro antes que possam sequer começar a descortinar a verdade. A verdade daquilo que aconteceu ao mundo e, talvez mais importante, a verdade sobre si mesmos..."

   Boas Leitores!
   Isto por estes lados parece que anda parado, mas não se preocupem, estão várias opiniões em andamento, só falta é o tempo para escrevê-las! Comecemos por esta, este é o segundo livro do que irá ser uma trilogia, segundo o autor, da saga Felizes Viveram Uma Vez.
   Esta história é escrita pelo mesmo autor de As Crónicas de Allaryia uma saga com os seus altos e baixos mas no geral boa. O primeiro volume desta trilogia teve uma pontuação positiva, nada de mais e este segundo volume é bastante semelhante.
   A edição desta saga mudou, e com ela desapareceram as ilustrações, com pena minha, achava que eram um ponto positivo numa obra que fala de contos infantis mas num mundo um pouco mais obscuro.
   O enredo continua do mesmo género do livro anterior, grupo de aventureiros em busca de algo, encontram-no no fim, o que origina por sua vez a ida para a próxima aventura. Por isso não há grande originalidade, e aliás, para quem já leu os outros livros de Filipe Faria já está habituado a este esquema, porque a outra saga teve bastantes deste género.
   Os pontos positivos aqui terão de ir para a subtileza com que o autor consegue introduzir as personagens dos contos infantis num mundo bastante distorcido e negro. Mesmo que não haja nomes óbvios como Borralheiro ou Capuchinho, conseguimos perceber outras personagens com ajuda de pequenas pistas que o autor dá.
   O último livro será um pouco maior que este visto que os leitores não gostaram tanto desta saga, segundo o autor. Concordo com esta medida, prolongar esta história muito mais iria estragar tudo. Se ele conseguir arranjar a história como deve de ser pode ser que melhore.
   Se estiverem curiosos sobre a saga, sigam o link da opinião anterior: Crítica - O Perraultimato
   Boas Leituras... ;)
7/10

André