sábado, 28 de maio de 2016

Soul Eater vol. 13 - In the Name of "Soul" - Atsushi Ohkubo

   "As Maka and a team of DWMA students slip into Baba Yaga Castle in the guise of Arachnophobian guards, Black Star opts for his usual style of entrance: loud and without a trace of subtlety! But although Black Star doesn't seem to have changed much on the outside, inwardly he has at last found the way to harness the true power of the Uncanny Sword. Will Black Star's transformation be enough? Or will he once again find himself at the mercy of the great swordsman Mifune?!"

   Hello readers!
   E passamos o marco de metade desta saga com o nome Soul Eater. Este é o décimo terceiro volume de um total de vinte e cinco. Não que faça alguma diferença para a história deste mangá, visto que não há um enredo principal como em Bakuman. Este é composto por vários arcos menores, ou como no caso do arco actual, arcos com mais de 5 partes, o que tem as suas vantagens e desvantagens como tudo.
   Quanto a parte quantitativa, o volume não mudou muito, tem na mesma quatro capítulos, todos do mesmo arco que o volume anterior, e pelo que parece não sei se acabará no próximo volume. Ou seja este arco deve durar até ao volume quinze. Por um lado é muito bom porque há uma sensação de continuidade e de acumulação de tensão conforme os capítulos vão avançando. Por outro, como só há 4 capítulos por volume, entre volumes há uma quebra um pouco grande de entusiasmo pois os leitores nem sempre compram 3 ou 4 volumes e lêem seguidos. E isto imagino que seja uma tortura ainda maior quando estão a sair nas revistas de mangás, porque este era um dos que saia um capítulo por mês. A tortura que deveria ser nesta altura!
   Neste volume apareceu uma vez mais pequenas tiras sobre o mangá ter sido promovido a anime que ocuparam algumas páginas. Não sei se alguma vez falei disto, mas todos os volumes de Soul Eater têm no final algumas páginas sobre um bar com várias personagens, incluindo o próprio autor, neste volume essas páginas foram um pouco em demasia. No início tinha alguma piada, agora é só um pouco aleatório sem ter a piada. Para além de que tira espaço a mais um possível capítulo, que me interessaria muito mais!
   Um ponto positivo tem de ser reforçado que são as cenas de acção, até agora tinha havido algumas, mas não sei porquê, só neste volume é que me pareceram estar muito bem feitas quase com a sensação de continuidade, e com isso de maior realidade. Isso compensou um pouco o facto do resto das cenas não ter muito impacto, até a história do Black Star pareceu-me demasiado simples para o que deveria ter sido (pelo menos no anime achei que tivesse ficado melhor, o que com as cenas seguintes de acção já não acho).
   Bem, o certo é que terei de esperar para continuar a ler esta saga e perceber como é que este arco vai acabar! Que há uma promessa de grande animação. Caso queiram saber mais sobre esta saga, sigam o link: Crítica - Soul Eater vol.12 - Souls, Yet Hidden, Quite Obscure
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Bakuman vol.13 - Fans and Love at First Sight - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   After being told their current series Perfect Crime Party will not be turned into an anime, Moritaka and Akito start planning on ways to create a second series. Their best chance might be to do well in a new contest where they will compete with their rivals over who can create the best romance story!"

   Hello readers!
   Aqui está o décimo terceiro de vinte volumes, cada vez mais próximos do fim! Por este andar parece que vai haver pelo menos mais um ou dois volumes como este que acabei de ler.
   E como foi este? Foi um pouco oposto ao que disse na minha opinião ao décimo segundo volume. Esse era cheio de boas coisas e acontecimentos que não empatavam. Já este não me senti tanto assim, houve vários capítulos (dos nove que este volume trás) que não trouxeram nada de novo. Aliás se formos a ver globalmente para a história acho que estes nove capítulos não adiantaram nada. Foi como se o enredo tivesse ficado em espera e os autores quisessem inventar um segundo enredo menor.
   Um ponto positivo vai para a emoção principal em parte dos capítulos. Acho que pelo menos neste enredo secundário a luta entre os protagonistas foi bem retratada, quer nas falas quer nos desenhos e transparece a tensão a acumular, tal como a desconfiança.
   Um dos capítulos foi um comic-relief para aliviar parte da tensão que tinha sido acumulada nos capítulos anteriores. Foi em certa parte engraçado pela contínua luta da personagem ao longo destes volumes todos ser em parte realizada. Mas acho que não foi tão bom quanto poderia ser. Aliás prefiro as piadas que muitas vezes passam entre os protagonistas do que propriamente a desta personagem.
   O final do volume foi interessante, mais uma vez pela razão de dar um suposto mangá que na verdade é mesmo interessante e faz desejar que existisse na realidade. Como cliff-hanger do enredo não foi grande coisa, mas em parte deverá ter sido por também o volume em si não ser grande coisa.
   Caso estejam interessados em ver a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.12 - Artist and Manga Artist
   Boa Leitura... ;)
5.5/10

André

terça-feira, 24 de maio de 2016

1984 - George Orwell

   "Segundo Orwell, 1984 é uma sátira, onde aliás se detecta inspiração swifteana. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento, não pretendendo ser a «profecia» de coisa nenhuma.
   1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana."

   Boas Leitores!
   Já faltava um pouco de cultura neste blogue, e aqui está ela! Um grande livro famoso pelo mundo pela sua grande sátira.
   É um livro excelente e uma lufada de ar fresco do que tenho lido ultimamente. Não que as últimas leituras sejam sempre horríveis, mas o estilo deste autor é completamente diferente. Começarei por falar no enredo em si, e não na parte satírica à sociedade. Só o enredo é muito bom e prende o leitor numa questão de pouquíssimas páginas. E se esperam ser uma daquelas histórias bonitas com princípio, meio e fim em que se percebe tudo e consegue-se dar um fim à história, esqueçam, esta obra não é para vocês. É o que chamo uma obra realista que dá um pedaço daquele mundo aos leitores, mas não dá tudo de mão-beijada. Várias coisas são percebidas ao longo do livro, e outras não são percebidas de todo, o que só dá uma maior sensação de realidade à história, que é o que se pretende.
   Quanto à parte satírica é ainda melhor. Talvez algum estrato social ou estrato político não goste muito desta obra, no entanto, garanto que a maior parte gostará por ver reflectidas um sem número de pormenores que de certa forma seriam "caricaturas" do mundo do escritor, que na actualidade se tornaram reais, o que só prova que, de certa forma, George Orwell foi um profeta da sociedade.
   As personagens, principalmente o protagonista, estão muito bem caracterizados e a ligação que se cria é firme o suficiente para sentirmos as mesmas emoções que as personagens. Alegria, esperança, tristeza, traição, apatia, tudo é passado para este lado.
   Até a língua criada pelo autor foi inteligente de maneiras surpreendentes (e tenho de dar os parabéns aos tradutores por manterem o sentido disto, que aposto que foi difícil) e que fazia todo o sentido na história.
   Fiquei extremamente agradado por este autor, e que me lembre não há grande coisa a dizer de pontos negativos. Estou curioso para ler mais livros dele, como A Quinta dos Animais. Quem sabe não vá comprar na Feira do Livro de Lisboa?
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Booking Through Thursday - Eliminar 2

   Com que frequência (se alguma vez) eliminas algo da tua biblioteca?

   André: Respondi a esta questão a semana passada, mas volta a responder. Muito raramente elimino livros da minha biblioteca, só quando me oferecem livros iguais (o que já aconteceu) ou quando as colecções que começo não podem ser acabadas em português e então começo a comprar a saga em inglês, só nestes casos é que elimino esses livros da minha biblioteca, e aproveito sempre para vendê-los e financiar os meus futuros livros!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Os Dilemas do Assassino - Robin Hobb

   "O seu nome é murmurado com temor e respeito. A sua figura move-se nas sombras da noite e das políticas. Acaba de salvar o herdeiro do reino. Mas será suficiente?
   Depois de salvar o príncipe das garras dos pigarços e de sofrer a mais devastadora perda possível ao fazê-lo, o lendário assassino regressa ao lugar a que em tempos chamou lar. Aí, esperam-no dias difíceis de adaptação, mas também o esperam oportunidades, velhos e novos amigos e até um filho adolescente.
   E espera-o também um príncipe, do seu sangue sem que o saiba, dotado com as magias desse sangue mas sem conhecimentos para lidar com elas, e prometido a uma princesa estrangeira. Como irá Fitz lidar com todos os desafios que o aguardam em Torre do Cervo? Que soluções encontrará para os seus dilemas?"

   Boas Leitores!
   A Feira do Livro está quase a começar! E isto por estes lados tem andado muito lento quanto à leitura. A ver se acelero esta leitura! E após 4 anos de ter lido o primeiro volume desta saga (de cinco) finalmente peguei no segundo! A ver se agora vai de carrinho e são todos seguidos!
   Como referi no primeiro livro, esta saga deve ser lida após a leitura da saga original da mesma autora. Não só para entender melhor o contexto da história e o mundo onde a história está delineada, como também para poder desfrutar melhor do tipo de intrigas e políticas que aparecem, ou das surpresas (ou não surpresas) que acontecem por serem pontos-chave da série anterior.
   Acho que está bem escrito, e apesar do nome da obra envolver a palavra "dilemas" e de haver dilemas na história, não são feitos para dar sensação de drama, mas para mostrar os dilemas e como resolvê-los, ou pelo menos tentar arranjar maneira de... Claro que há partes dramáticas, porque se não o livro não venderia às massas, tal como o romance não poderia faltar,
   Uma grande capacidade que a autora tem é de desenvolver personagens. O protagonista e algumas outras personagens com alguma importância são tão bem caracterizadas que sentimos grande afinidade por elas, mesmo conhecendo-as bem ou sabendo que elas escondem grande parte das suas vidas.
   Quanto às magias deste mundo, sinto grande pena e desespero por não podermos saber mais sobre elas, e acho que parte dessa ignorância é propositada, a autora quer que o leitor tenha a mesma sensação que as personagens, mas mais algumas cenas com magia não faziam mal nenhum.
   Claro que os problemas que apareciam quando li o primeiro volume desapareceram com a leitura contínua destas obras. É um daqueles casos de "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Fiquei deveras curioso para saber mais desta saga, e portanto, ler o resto das obras. Apesar de ter uma ligeira sensação que daqui em diante vai piorar um pouco, para grande desgosto meu. Mas vamos deixar isso na incógnita até lá.
   Se quiserem saber mais sobre a primeira obra desta saga, basta clicarem no link: Crítica - O Regresso do Assassino
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Booking Through Thursday - Eliminar

   O que é que fazes com os livros que eliminas da tua biblioteca? Se fores como eu, tu achas isto MUITO difícil, mas tu queres que os teus livros velhos tenham uma vida boa e feliz algures... portanto para onde os mandarias? O que fazes com eles?

   André: Eu pura e simplesmente não me vejo livre dos meus livros, é a melhor solução! Se gosto assim tanto deles porque é que tenho de os deitar fora? Mas não, já houve algumas vezes que vendi livros da minha biblioteca pessoal, mas isso foi apenas porque decidi adoptar a colecção inglesa ou razões semelhantes e portanto não faria sentido ter dois livros iguais. Mas decidi vendê-los, esperando que ao menos que tivessem tanto prazer a lê-los como eu.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Booking Through Thursday - Heterodoxa

   Qual é a utilidade mais única que deste a um livro? (Bloco improvisado para travar portas? Isolamento? Blocos de construção?)

   André: Para além de lê-los? Usei-os para pousar outros objectos. Só aconteceu quando estava a mudar as centenas de livros das estantes, tirei-os empilhei-os no chão e o resto das traquitanas eram postas em cima das pilhas de livros, de resto, raramente estão no chão... Eles pertencem é nas minhas mãos!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Wicked Lovely - Frágil Eternidade - Melissa Marr

   "Seth quer ficar com Aislinn para sempre. Mas a eternidade ganha um novo significado quando a nossa namorada é uma rainha das fadas imortal... O Rei do Verão tornou Aislinn imortal para fazer dela monarca e agora ela enfrenta desafios e tentações muito para além do que alguma vez imaginara.
   No terceiro livro desta hipnotizante saga do Mundo das Fadas, Seth e Aislinn lutam para se manterem fiéis a si próprios e um ao outro. Num ambiente de regras obscuras e fidelidades voláteis, onde os velhos amigos se tornam novos inimigos, um passo em falso pode fazer com que a Terra mergulhe no caos."

   Boas Leitores...!
   Aqui estamos para dar a opinião do terceiro livro desta saga de cinco, dos quais os primeiros quatro foram publicados cá em Portugal, mas o quinto ficou um pouco à margem, como muitas outras colecções, infelizmente. Apesar do segundo volume já ter sido lido há 2 anos e pouco, a ver se consigo ler a quarta obra ainda este ano também.
   Falemos primeiro do enredo, está mais ou menos, o enredo geral está um pouco previsível, no entanto há certos pormenores ao longo da história que não tinham assim tanta previsibilidade. Principalmente alguns dos momentos finais que esperei que acabasse de forma mais melodramática e não foi assim tanto, e ainda bem! Mas não é um enredo assim muito forte, até porque apesar de termos um pouco a noção do que outras personagens importantes pensam, não vemos o que fazem quando não estão com os protagonistas, o que é um pouco essencial.
   E aproveitando, passo agora para as personagens, o que dizer delas? Algumas irritantes e sem qualquer piada de carácter. Outras, que por acaso apareceram pouco, foram das que mais me interessaram e agarraram pela complexidade e mudança que sofrem. A autora conseguiu fazer uma boa transição na personalidade de uma das personagens quando sofre uma mudança. Não foi algo que fosse descabido, mas sim com alguma lógica e razão.
   O romance é que não era nada dos pontos fortes da autora, não houve qualquer empatia criada pelo amor sentido por certas personagens. Era igual amar um ou outro, os leitores não sentem grande coisa quando não é bem descrito ou quando é um pouco superfícial.
   Relativamente ao volume anterior, está um pouco melhor, porque manteve a história com as personagens do primeiro livro e até trouxe um conto pequeno com uma pequena história de algumas personagens que aparecem no segundo. Quase como que um pequeno presente aos leitores! Caso queiram ver a opinião do volume anterior desta saga é só clicarem no link seguinte; Crítica - Wicked Lovely - Tatuagem
   Boas Leituras... ;)
6/10

André