quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Soul Eater vol.16 - Atsushi Ohkubo

   "Like the other members of the newly formed Spartoi unit, Maka and Soul undergo rigorous training, probing the boundaries of Soul's hard-won new potential as a weapon. Maka's soul perception ability has made her the enemy's next target, and she and Soul will have to kick it up to a whole new level-and fast! Noah and his followers are coming, ready or not!!"

   Hey leitores!
   Aqui estamos, quase quase no Natal! À espera de muitas prendas? Apenas livros ou mangás também? Que tal este? O décimo sexto volume de Soul Eater (de 25, sim já entrei na contagem decrescente) já está finalmente no blogue.
   Não esperem um novo arco mega brilhante, porque não é isso que vão ter. Em vez disso vai haver um pouco de confusão ao perceberem que a história avançou um pouco no tempo. Tal como a sinopse sugere, os protagonistas estão agora mais poderosos, evoluíram quer nas suas capacidades quer mentalmente (talvez nesta última parte só alguns o tenham feito).
   Isto não impede nada de começar a criar-se uma nova trama, com personagens que já vimos em volumes anteriores. Trama essa que parece prometer muita nova ação. Pelo menos relacionada com o duo Maka/Soul e Kid.
   E isso leva-nos ao próximo ponto que é o desenvolvimento das personagens. Normalmente num mangá não se espera muito nesta vertente, mas considerando que este volume mostrava um avançar no tempo seria bom se mostrasse mais sobre as personagens, e não só "o que estão a fazer agora".
   Outro ponto fraco foi o número de capítulos no volume, apenas três. Novamente para este tipo de transição poderiam ter posto mais um capítulo, nem que fosse o início de um arco, que explorasse um pouco mais da evolução das personagens.
   É um volume mediano que tinha potencial para ser muito melhor do que foi. Caso queiram ler mais sobre esta saga, sigam o link: Crítica - Soul Eater vol.15
   Boas Leituras...
6/10

André

domingo, 18 de dezembro de 2016

Os Jardins da Lua - Steven Erikson

   "Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo.
   Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz. Verdadeiramente épico, Erikson não tem igual quando o assunto é ação e imaginação, e junta-se à classe de Tolkien e Stephen Donaldson na sua visão mítica."

   Boas Leitores!
   Após este tempo todo sem notícias nenhumas (parece que estou constantemente a dizer o mesmo), eis que surge uma nova opinião de uma obra brilhante! Os Jardins da Lua é o primeiro volume da tão aclamada Saga do Império Malazano, que já conta com dez livros na língua original e este é o primeiro publicado em português (esperemos que não falte muito para que os próximos nove se sigam)!
   As opiniões que surgem desta saga são mistas, há quem diga que é uma confusão sem nexo, que não vale a pena ler, há quem diga que é uma excelente obra de fantasia. Quis tirar as dúvidas, e agora vejo-me no segundo grupo. É certo que há imensas variáveis nesta história, personagens, paisagens, mundos, magias, até o próprio tempo é confuso na obra. MAS, foi como li antes, se conseguirem passar o primeiro terço do livro, então espera-vos uma das melhores aventuras que possam ler deste g
género.
   Primeiro são atirados para o meio duma história que não sabem nada, centenas de nomes para tentar desvendar o que significam, ou quem são, contudo, com o seguimento da obra a familiaridade vai sendo cada vez maior e a leitura cada vez mais fácil até se tornar viciante. Uma segunda leitura a esta obra não faria mal nenhum, é daqueles livros que pode ler-se um sem número de vezes que continuaremos a perceber pormenores novos.
   Quanto às personagens, são tantas que seria difícil falar do seu desenvolvimento geral. Um punhado delas é claramente mais importante e teve um desenrolar de personalidade bom e robusto, sem que fossem criados vazios no seu carácter.
   O enredo... Que dizer do enredo? Complexo? Decerto. Fabuloso? Também. É uma mistura enorme de tudo. Mistério, magia, romance (no seu q.b. certo), ação, e muito mais. Não há paragens nesta narrativa, estamos constantemente a sofrer com novas notícias que o autor nos dá, sem ter piedade do nosso cansaço. Mas não é isso que o leitor quer? Entrar numa aventura e voltar à superfície ofegante, como se tivesse estado mesmo lá?
   É uma grande obra que aconselho a lerem e a ultrapassarem o primeiro terço do livro para desfrutarem em grande. E após o fazerem, lá teremos de esperar que o segundo volume chegue.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

sábado, 10 de dezembro de 2016

Booking Through Thursday - Prazer Culpado

   Qual é que é o teu prazer culpado, relativo a leitura?

   André: O meu "guilty pleasure" será provavelmente romances lamechas. Não os leio muito, mas de vez em quando gosto de pegar num e lê-lo. Na minha opinião, desde que esteja bem escrito, pode ser uma obra tão boa quanto uma de fantasia ou ficção.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ponte de Sonhos - Anne Bishop

   "Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece. Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee. Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado. Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma nova opinião, de uma saga não lida há muito, quer dizer houve um livro intermédio que não fazia bem parte da saga em si, mas a 2ª obra desta trilogia foi lida já em 2013, ou seja há 3 anos atrás, demasiado tempo. Mas felizmente o último volume da Saga do Mundo Efémera já está aqui! Temos de ter em conta que este último pode não o ser exactamente. A autora pode de repente dar-lhe na cabeça e decidir escrever mais um livro... E eu não me importava nada!
   A verdade é que Anne Bishop tem uma grande qualidade e um grande talento na criação de mundos. Na sua trilogia mais famosa os mundos eram estranhos e fantásticos, algo que o leitor demorava a habituar-se mas ficava encantado assim que percebia o seu funcionamento. Com esta saga é a mesma coisa, estranha-se no início, mas quando se percebe é fantástico e original. Qualidade ao nível de Brandon Sanderson quanto a esse aspecto. Desde a forma como o mundo funciona até ao facto de o próprio mundo ter identidade! Um universo rico em boas histórias, e tenho até curiosidade para saber mais de como é que esse universo de Anne Bishop chegou àquele estado.
   As personagens também estão bem desenvolvidas e acho que o pormenor de referir as personagens pelo nome ou pelo seu cargo faz mesmo diferença no modo como as vemos.
   Talvez o único ponto negativo do livro seja a previsibilidade de algumas partes. O enredo é bom, e parece que vai terminar por várias vezes antes da última página, mas a autora consegue reavivar a história como se fossem brasas numa fogueira o que impede o leitor de perder o interesse. A previsibilidade vem nas partes que envolvem o romance, acho que esse é o ponto fraco, alguns diálogos previsíveis, mas mesmo assim a autora consegue dar a volta por vezes.
   O final da obra está bom, apesar de parecer que algumas partes ficam em branco, sem grande explicação. De qualquer das formas os protagonistas obtém o seu final, que é algo que os leitores mais esperam.
   É uma obra boa de uma autora que já provou há muito o seu valor, aconselho vivamente a lerem. Caso queiram saber mais sobre a saga, basta seguirem o link: Crítica - Belladonna   Boas Leituras... ;)

8/10

André

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Guerra e Paz - Livro IV - Lev Tolstói

   "Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos.
   Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de sempre: Guerra e Paz. Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero."

   Boas Leitores!
   Aqui está o final de uma grande obra que é conhecida pelos quatro cantos do mundo. E apesar de ser considerado apenas um livro, esta edição está dividida em quatro, conclusão: demoro imenso tempo a acabar como todas as minhas colecções.
   Mas já está terminada, e digo desde já que foi em estrondo. Apesar de ser um livro pequeno, tem mais de quatrocentas páginas, do qual diria 1/4 já não é propriamente história mas sim um epílogo da parte do autor em que explica e tenta dar a entender o que é o poder e como é que se deve ser recordada a história.
   Mas falemos primeiro do restante da história que estava inacabada no terceiro volume. É excelente, não só pelas mudanças psicológicas das personagens como a explicação da queda do exército de Napoleão e a vitória da Rússia quando nada faria prever que assim aconteceria.
   Claro que há certas descrições um pouco maiores que levam à perda de interesse do leitor, mas rapidamente esse interesse volta quando há as cenas emocionantes sempre a acontecer como aconteceu neste volume. A morte e a mudança são duas constantes da vida, e este livro representa-o bem!
   O epílogo da história, apesar de ainda ser um pouco grande, traz uma certa conclusão à história que dá indícios do que poderá ter acontecido nos anos seguintes, coisa que o autor saberá ao perceber as datas que o autor dá e as datas de marcos históricos.
   Quanto à segunda parte aparece num registo de tal forma diferente que nos deixa um pouco perplexos. Mas o divagar do autor e a sua forma de pensar agarra-nos e não nos deixa fugir, isso é certo. E faz o que deve fazer melhor, põe-nos a pensar sobre as suas palavras e a sua forma de ver o mundo naquela altura (e que ainda se aplica aos dias de hoje).
   É uma conclusão acertada para a obra que é e que atinge as expectativas, apesar da extensa leitura que é a junção dos quatro volumes desta edição. Caso queiram saber mais sobre a minha opinião ao livro anterior, sigam o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro III
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Booking Through Thursday - Lições de Vida

   Qual é a melhor lição de vida que aprendeste de um livro quando eras criança?

(Eu especifico criança porque muitas lições que aprendemos quando crianças ficam para toda a vida, mas as coisas que aprendemos quando adultos não ficam necessariamente tão internalizadas. O seguimento, claro, é perguntar se mudarias a tua resposta para algo que leste quando mais crescido.)

   André: Uhh pergunta difícil esta... Acho que parte do porquê de eu gostar tanto de "As Crónicas de Narnia", principalmente o último livro é por transportarem a mensagem que não importa o que os outros pensem, desde que acreditemos naquilo que nós queremos. É uma questão de querer acreditar numa coisa e manter essa perspectiva e não mudá-la só porque os outros acham uma coisa diferente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Down Under - Bill Bryson

   "It is the driest, flattest, hottest, most desiccated, infertile and climatically aggressive of all the inhabited continents and still Australia teems with life – a large portion of it quite deadly. In fact, Australia has more things that can kill you in a very nasty way than anywhere else.
   Ignoring such dangers – and yet curiously obsessed by them – Bill Bryson journeyed to Australia and promptly fell in love with the country. And who can blame him? The people are cheerful, extrovert, quick-witted and unfailingly obliging: their cities are safe and clean and nearly always built on water; the food is excellent; the beer is cold and the sun nearly always shines. Life doesn’t get much better than this…"

   Hey readers!
   Aqui está uma surpresa de leitura que nem vocês nem eu suspeitávamos que iria aparecer aqui. Aconselhado por uma pessoa amiga, decidi lê-lo já que se tratava do país onde estou. Este é o mesmo autor de “Breve História de Quase Tudo” um livro excelente e bom para todos aqueles que alguma vez estiveram interessados em ciência.
   Este é mais para todos aqueles que sempre estiveram interessados na Austrália. Este livro tem um pouco de tudo, história, descrição dos melhores pontos turísticos ou só mesmo de várias cidades deste enorme país que também é um continente. Mas se pensam que será apenas um guia turístico para quem viaja, estão bem enganados. Para quem já leu outros livros do autor sabe bem que a sua escrita tem qualidade e é bastante divertida para se ler.
   Desde descrições das milhares maneiras de se morrer neste país, o autor coloca-nos na sua pele quando ele viajou por várias partes da Austrália e das experiências por que passou. É quase como se estivéssemos lá, e embora este livro tenha sido escrito já há mais de uma década, acho que parte das coisas que ele escreve são ainda actuais, o que é fantástico.
   Para além da parte de Aventura que este livro tem, tem também uma parte histórica, sendo que o autor vai a muitos museus, e pontos históricos, acaba por contar parte da história da Asutrália, de forma engraçada, o que é um ponto positivo, mesmo que às vezes algumas partes sejam um pouco maçudas, como aconteceu.
   De qualquer das formas é um livro pequeno, não chega às 400 páginas e que merece ser lido por quem vai visitar o país ou quem tenha muita curiosidade sobre o mesmo. Aconselho-o a essas pessoas!
   Boas Leituras… ;)
8/10

André

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Bakuman vol.15 - Encouragement and Feelings - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   With Nanamine’s manga struggling, he makes an interesting challenge to Moritaka and Akito. But will the duo accept and risk what they’ve worked so hard to achieve? And when the news media puts the spotlight on their series for the wrong reasons, how will it affect Akito?"

   Hey Readers!
   Aqui está mais uma opinião! Ainda por cima de mais um mangá que ainda há pouco tempo apareceu uma... Pois bem esta é do décimo quinto volume, composto por nove capítulos, da saga Bakuman que tem vinte volumes no total, pois é, parece que estamos a chegar à reta final, só mais cinco e depois finito!
   Este não foi dos melhores volumes da saga. Principalmente por estar outra vez a focar-se mais noutros assuntos que não o tema principal da história. Em mangás como Soul Eater que são compostos por vários arcos isolados uns dos outros entendemos a mudança de assunto, que, mesmo assim, continua a estar relacionado com o tema principal. Agora nesta saga só existe um arco principal e depois várias side-stories que devem acompanhar o arco principal. Mais de metade deste volume acompanha essas histórias paralelas, ou seja, a história que o leitor quer realmente ver não está quase representada aqui. Imagino quando este mangá saia nas revistas, durante imensos capítulos os leitores não avançaram nada no enredo, que frustração!
   Por outro lado esta história paralela está bem feita e consegue captar bem algumas emoções para o leitor, nomeadamente, ansiedade e medo. A expectativa do que pode acontecer está presente durante grande parte dos capítulos, pena que não seja no arco principal. O desenvolvimento das duas personagens que falei no volume anterior continuam bem feitas, quer a nova, quer a antiga, o que dá alguns pontos positivos aos autores desta saga.
   Quando por fim temos um gosto da história que nos interessa, parece que soube a pouco (talvez por ser mesmo pouco), mas o que temos tem alguma qualidade e acaba de tal forma que tanto pode ser o fim daquela parte da história, ou pode continuar e dar azo a novos caminhos que darão maior complexidade ao enredo. De qualquer das formas será nos próximos volumes que entraremos na reta final, e com ela as surpresas constantes!
   Caso queiram saber mais sobre a saga e a opinião do volume anterior, sigam o link: Crítica - Bakuman vol.14 - Mind Games and Catch-Phrases
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Booking Through Thursday - Recomendado

   Alguém aproxima-se de ti e diz: "Eu preciso de um livro realmente bom para ler - qualquer género. O que é que me recomendas?"

   Qual é o primeiro livro que vos vem à cabeça?

   André: Claro que recomendaria que lesse o meu blogue! Aí encontraria o melhor! Agora fora de brincadeiras, o primeiro livro que me vem à cabeça é O Nome do Vento excelente livro, com excelente continuação. Só é pena ainda não estar acabada...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nas Trevas da Noite - Deborah Harkness

   "No primeiro volume desta trilogia Diana Bishop, uma historiadora de Oxford e última descente de uma linhagem de bruxas e Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade vão juntos desvendar os segredos de Ashmole 782 e impedir que esse poderoso manuscrito caia nas mãos erradas. 
   Agora, neste segundo tomo, Diana e Matthew viajam no tempo para a Londres de 1590, mas rapidamente se apercebem de que o passado pode não ser um lugar seguro. Matthew alia-se à Escola da Noite, um grupo radical de amigos e desregrados demónios, onde se encontram o dramaturgo Christopher Marlowe e o matemático Thomas Harriot e ao assumir as suas anteriores funções como espião de Isabel I, fica em contato com o submundo de uma Londres em ebulição e sedenta da caça às bruxas. Juntos, Matthew e Diana procuram nas velhas livrarias e nos laboratórios de alquimia o célebre Ashmole 782, sem o qual não poderão regressar ao tempo presente. 
   Diana descobre que os seus poderes são muito maiores do que imaginava mas precisa de uma bruxa que lhe ensine a acordar, desenvolver e controlar as suas forças de tecedeira, o que não é fácil para a fêmea de um vampiro!"


   Olá leitores!
   Após milhares de anos aqui estamos com uma nova opinião não é? Eu sei que já se passou imenso tempo… A ver se agora acelera!
   Que livro é este que estou a ler? Bem não sei se recordam, mas este livro pretence a uma trilogia, onde todos estão publicados em português, felizmente. O primeiro volume desta trilogia li-o já há 5 anos (vai fazer cinco anos daqui a quarto dias!), sim muito tempo. Agora devem-se passar o mesmo número de anos até ler o último volume.
   Por um lado esse tempo todo sem ler nada da história não foi problema algum para retomar  a leitura. Em poucas páginas os leitores conseguem apanhar o enredo de onde tinha parado no livro anterior e lembrar-se das personagens todas (ou grande parte delas, pelo menos). E nada deste relembrar é óbvio como um “foi assim que aconteceu antes”, a autora é subtil e faz o leitor perceber por si mesmo o que aconteceu, o que merece uns pontinhos.
   Agora quanto ao enredo é que os pontos começam a tremer. Por um lado, é um bom enredo com algumas reviravoltas, não muito chocantes, mas que animam a leitura. Mas para um livro com quase 700 páginas se passar todo na Inglaterra de 1600, parece-me que a autora quis uma obra quase histórica em vez de fantástica, porque foi num tom muito diferente da primeira obra. Podemos compreender que há viagens no tempo e por isso a autora pôde fazer isso, mas aí entramos noutro pormenor que é a rara alteração no presente que os protagonistas causam ao mudarem coisas no passado. A autora investiu numa visão muito simplista do que alterar o passado pode causar, o que tornou a história menos realista.
   No sector das personagens há uma certa dualidade, a personagem principal está bem caracterizada psicologicamente e observa-se alguma evolução nela. Já o seu parceiro (que é outra personagem principal nesta história) não tem o mesmo desenvolvimento e é bem mais aborrecido e repetitivo na sua forma de ser. Isto pode ser causado pela autora ser mulher e ter maior dificuldade nas personagens masculinas como o oposto acontece muitas vezes. Ou talvez não quis dar tanto ênfase a essa personagem.
   De qualquer das formas é um livro ligeiramente melhor que o anterior, apesar de ainda continuar a ter vários pontos negativos. Só resta esperar pelo final a ver se a autora consegue melhorar. Caso queiram saber mais sobre o livro anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Noite de Todas as Almas
   Boas Leituras... ;)

6/10

André

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Soul Eater vol.15 - Atsushi Ohkubo

   "Deep in the belly of Baba Yaga Castle, Maka, Soul, and Medusa prepare to face Arachne in her own chambers. Arachne has grown even stronger since their last meeting, and even the crafty Medusa is caught in her sister's twisted web. As Arachne's intense madness threatens everyone in and around the castle, Soul must perform a string concerto that will move his audience to their very souls...or be caught in the witch's net himself!"

   Olá leitores!
   Eu sei, há imenso tempo que não havia notícias por aqui sem ser BTT… Esperemos que agora isto volte a ficar como deve de ser! Comecemos então esta onda com a opinião de mais um volume de Soul Eater!
   Este é o décimo quinto volume de vinte e cinco (só mais dez, já começo a sentir falta!) todos publicados em inglês, pena esta não ser uma das sagas publicadas pela Devir.

   E foi neste volume que finalmente acabou o arco que já durava a alguns volumes. Não que estivesse farto do arco, mas agora chegou ao clímax foi quando se pôde aproveitar mais. A batalha final, juntamente com os plot-twists correctos conseguiram dar uma boa pontuação a este volume.
   Para além do final do arco, que conta 3 capítulos dos cinco que existem neste volume, os dois capítulos seguintes formam uma espécie de transporte para outro arco, onde se vê ainda alguns rescaldos do que aconteceu antes, mas já se está a avançar para outra aventura, com a introdução de vários mistérios.
   Como este volume foi dedicado a muita luta, não houve espaço para o fanservice (não que isso não tivesse impedido o autor antes) o que é um ponto positivo também.
   Acho que um dos pontos negativos aqui foi a falta de visibilidade de algumas personagens. Não se viu nada sobre Chrona, uma das personagens que seria interessante ver onde estaria no meio de tudo o que se passava. Talvez isso seja explicado em volumes mais para a frente.
   Caso queiram saber mais sobre esta saga, podem seguir o link do volume anterior clicando aqui: Crítica - Soul Eater vol.14
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Booking Through Thursday - Localização Parte 2

   Um seguimento da pergunta da última semana: Lês livros de lugares que NÃO conheces e nunca foste como um substituto de realmente viajares para lá?

   André: Muitas vezes leio livros de outros sítios, que acabam por despertar a minha curiosidade para ir lá. Acho que nunca substituiria a ida a um sítio por lê-lo apenas por um livro. Mesmo que a descrição fosse muito boa, viver a experiência em si deve ser muito melhor.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Booking Through Thursday - Localização, Localização, Localização

   No imobiliário, é tudo sobre localização, localização, localização. Mas e quanto a livros? Onde uma história se passa afecta as tuas escolhas de leitura? É mais provável ou menos leres livros que se passam em sítios que conheces ou gostas?

   André: A localização em si não me afecta muito. Acho sempre muito engraçado quando Portugal é mencionado num livro de um autor estrangeiro, uma pequena vitória de reconhecimento. E a maior parte das vezes nem sei bem onde é que a história se passa antes de ler o livro, por isso é sempre uma aventura num sítio desconhecido.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Como Não Escrever um Romance - Howard Mittelmark e Sandra Newman

   "Admita: você tem um romance brilhante, incrível, comovente e irresistível. Quer ele esteja ainda na sua cabeça ou guardado numa gaveta ou numa pasta do seu computador, a verdade é que você tem uma história para contar. E agora? O que fazer para partilhar com o mundo a sua imperdível narrativa?
   Bem, a melhor coisa a fazer é ter a certeza de que o seu brilhante esforço literário é mesmo brilhante. Quase todos os manuais de escrita criativa concordam que a escrita é uma vocação que se vai trabalhando ao longo do tempo e que não se pode simplesmente "aprender" a escrever bem. Pode-se, sim, aprender como não escrever - ou seja, que erros fatais de narrativa, enredo, caracterização e estilo se deve evitar a todo o custo (pelo menos o custo de vir a ser publicado).
   Howard Mitterlmark e Sandra Newman, autores e críticos literários com muita experiência em leitura de manuscritos inéditos, revelam-lhe, com muitíssimo humor e perspicácia, precisamente o que não deve fazer se quiser escrever um romance elegante, equilibrado e eloquente. E, como bónus, apresentam ainda alguns conselhos preciosos sobre o processo de contratação e de contactos com editoras.
   Quer o seu valioso inédito seja de terror, policial, romântico, histórico - ou até aquele raro fenómeno, o romance literário -, Como não Escrever um Romance é um guia indispensável para não se perder nos caminhos da escrita."

   Boas Leitores!
   Aqui temos um livro invulgar para o que costuma estar nesta página. Não é ficção científica, não é romance, não é mistério, mas sim um livro sobre que erros não cometer ao escrever um livro.
   Qual a diferença entre este e tantos outros livros que dizem como escrever um romance? Bem acho que este tem a grande diferença de não dar a entender aos leitores que existe uma fórmula mágica para escrever livros e que devem seguir essa fórmula para conseguirem escrever o próximo bestseller. Aqui eles dizem-vos simplesmente "vocês têm a vossa maneira de escrever, boa ou má, nós não a julgaremos, ajudamo-vos sim a não cometerem os erros mais comuns.".
   Erros que vão de descrever personagens (não só os protagonistas, mas também as menos importantes ou os vilões das histórias), manter o enredo coerente, escrever prólogos como deve de ser e manter a contextualização da história também coerente são algumas das coisas que podem encontrar nesta obra.
   E parecendo que não, a maior parte dos erros apontados não devem ser assim tão fáceis de perceber para quem escreve. Uma boa ajuda para qualquer escritor que tenha em mente publicar uma obra sua. Após a leitura deste livro, essa mesma obra levará uma boa revisão que possivelmente torna-la-á uma obra ainda melhor.
   Com isto, sendo o único livro que li na área, não tenho uma grande base por onde opinar, mas acho que sendo diferente merece o seu mérito e cumpre o objectivo, ajudar os escritores. Aconselho-o aos que tenham em mente escrever o próximo livro que mudará o mundo.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A Luz das Runas - Joanne Harris

   "Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas...
   Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação.
   Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard.
   Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído.
   Pelo menos, é o que todos pensam...
   Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite."

   Boas leitores...!
   Aqui estamos com o segundo volume da duologia Crónicas das Runas, ambos publicados em português, felizmente.
   Quatro anos depois de ter sido publicado o primeiro volume, na língua original, é publicado o segundo. E com estes quatro anos nota-se uma diferença na escrita. Um pouco mais adulta, com significados mais diferentes para um público um pouco mais crescido. A obra ainda se enquadra no género infanto-juvenil, mas diria que acompanhou o crescimento dos leitores ao longo dos quatro anos.
   O enredo está diretamente relacionado com o livro anterior, e para quem não se lembra bem da história, isto pode tornar-se um problema, e rever o primeiro livro pode tornar-se uma opção recomendável. Tem uma boa qualidade, principalmente se formos a ver para quem o livro é dirigido. Os plot-twists estão bons, alguns mesmo imprevisíveis, fiquei admirado com alguns enquanto lia. E o final também é agradável, dando um término à história mas de tal forma que se a autora quiser um dia pode pegar novamente. Mas isso não foi feito à descarada como alguns livros, nesta obra se aquele for o fim não haverá mal nenhum.
   As personagens estão bem pensadas e apesar da quantidade de páginas ser grande (cerca de 600 páginas) há uma certa falta de lentidão no desenvolvimento das mesmas, elas mudam demasiado rápido para conseguirem acompanhar o ritmo da história. Isto contribuiu para a pequena confusão que tive quando li sobre perceber quem era realmente o Cavaleiro do quê.
   Para o público que tem é uma obra que aconselho, com a sua magia com runas, deuses nórdicos e mundos diferentes. Caso queiram saber mais sobre o primeiro volume, cliquem no link: Crítica - A Marca das Runas
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

domingo, 18 de setembro de 2016

A Marca das Runas - Joanne Harris

   "Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa.
   Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão.
   Quinhentos anos passaram desde Ragnarók - o flagelo que marcou o Fim dos Tempos -, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
   À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem... agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real.
   Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez..."

   Boas Leitores...
   Isto tem andado muito parado por estes dias, mas esta semana é a valer! Por enquanto temos este livro, que não foi lido recentemente, mas sim já há muitos anos. Como em breve acabarei de ler o segundo desta "duologia" achei por bem publicar uma pequena opinião acerca deste primeiro volume.
   É um livro de fantasia que tem enraizado muita da mitologia nórdica, com os seus deuses, criaturas e escrita, as famosas runas. É uma junção curiosa mas que consegue surtir o seu efeito de forma positiva.
   No seu ambiente meio infanto-juvenil, esta obra li-a perto dos meus quinze anos e depois mais tarde novamente, mas lembro-me que achava a história cheia de surpresas e magia. Era uma aventura numa das coisas que mais adoro que são mitologias. Lógico que, quando crianças, achamos muito mais piada às coisas, mas o certo é que mais tarde quando reli a história, continuou a ter aquele encanto juvenil e a ser uma aventura (um pouco menos imprevisível, mas mesmo assim com os seus plot twists muito bem pensados).
   Não existe um grande desenvolvimento de personagens, mas também não sei até que ponto queremos desenvolver a personalidade de deuses. Mas isso não é perda nenhuma de qualidade.
   Tem um enredo interessante e que nos leva a viajar por todos os mundos, descrito de formas muito boas.
   O grande erro que tenho a apontar nesta obra é a capa. Acho que não tem absolutamente nada a ver com o que a história é. Esta capa dá apenas a sensação de mais um daqueles romances comerciais com uma história totalmente previsível. A capa anterior era melhor do que esta.
   Para quem tem aquele interesse especial por mitologia nórdica então esta é uma obra que possivelmente gostarão visto que grande parte das personagens está fiel à mitologia, o que demonstra pelo menos o mínimo de esforço da autora de estudar sobre o que escreve.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Caos Maravilhoso - Kami Garcia & Margaret Stohl

   "Neste novo romance, Ridley perdeu os poderes, Link é um Íncubo e as habilidades da família de Lena andam a falhar. Enxames de gafanhotos devoram todo o verde de Gatlin. Um calor sufocante deixa a relva castanha e os humores negros. Raios riscam o céu e tempestades assustam os animais. O equilíbrio foi destruído. Aparentemente, quando se Chamou, Lena pode ter dado o pontapé de saída para o Apocalipse."

   Boas Leitores!
   Após anos e anos e anos, mais precisamente cinco, voltei a pegar nesta saga! Pois é, as Crónicas dos Encantadores voltaram. Em parte não foi culpa minha visto que a editora só decidiu continuar a publicar a saga há um ano ou dois. Mas pelo menos agora a tetralogia já tem todos os seus livros publicados em português, sendo que este aqui é o terceiro.
   Se formos a ler a minha opinião da obra anterior, este volume parece estar um pouco melhor. Pelo menos não há tantos pontos iguais a outros livros, já está um pouco mais original. Mas isso não significa que esteja excelente, o enredo não é lá grande coisa, sendo que passamos as suas 400 páginas a andar de um lado para o outro, com pequenas rixas a acontecerem de vez em quando e depois um final dramático e sem conclusão para deixar o leitor ansioso pelo próximo livro.
   O que acontece, porém, é que devido à lentidão da obra, o autor não fica assim tão entusiasmado no final para perceber o que acontece às personagens. Também esta é uma obra focada para um público mais jovem e daí não ter chamado tanta atenção, mas mesmo assim, acho que os dramas que há já estão imensamente explorados e as autoras beneficiariam de alterar a estratégia.
   Por isso mesmo as personagens não têm desenvolvimento nenhum, ficamos a saber o mesmo sobre elas do que já sabíamos de antes. Quanto a personagens tenho de dar um ponto positivo pela originalidade na criação de três personagens chave, que acho que vão aparecer ainda no último volume, que representam o passado, o presente e o futuro, foram bem caracterizadas.
   Não espero grandes mudanças nesta obra, mas pelo sim, pelo não, vamos manter a opinião neutra quanto ao último livro da saga, pode ser que, por ser o último, seja estrondoso. Caso queiram saber mais sobre a colecção, basta seguirem o link: Crítica - Trevas Maravilhosas
   Boas Leituras... ;)
4.5/10

André

sábado, 3 de setembro de 2016

Booking Through Thursday - Escrever

   Leitores lêem, é verdade, mas também escrevem? E tu? Escreves?

   André: Acho que uma pequena parte dos leitores escreve também, eu estou incluído nessa parte. Escrevo por diversão, quem sabe se algum dia escreverei um bestseller. Por agora estou restringido aos contos que vou escrevendo no blogue Fantasy & Co.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

   "Edição especial da famosa distopia de Aldous Huxley sobre uma sociedade totalitária do futuro, regida pela tecnologia e pelo materialismo e sob a máscara da democracia e da felicidade.
   Admirável Mundo Novo" é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos.    Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 
   Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma outra obra excelente que está à espera para ser lida por muitos, quer os amantes de ficção científica, quer os amantes de obras clássicas. Um livro isolado, que tem uma espécie de sequela, mas que é um pouco independente do primeiro.
   Uma obra que muitas vezes é comparada com 1984 de George Orwell é também muito boa, em certos aspectos são iguais, ambos retratam aspectos da nossa sociedade que, na verdade, são muito assustadores quando vistos desta perspectiva, mas noutros aspectos são muito diferentes, 1984 versa numa sociedade muito oprimida e negada de qualquer estímulo, já esta obra retrata uma sociedade livre para fazer tudo (daquilo que o alto escalão social deixa) e estimulada em demasia, tornando-se, em parte, dormente das verdadeiras emoções.
   Esta obra também tem um maior enredo em torno da sociedade, com mais personagens a serem apresentadas e havendo maior interação entre elas. Não que em 1984 houvesse pouco, era mesmo da história em si que seria de supor haver pouco. Independentemente disso, as personagens de Admirável Mundo Novo estão interessantes e mostrando cada uma, uma faceta da sociedade actual.
   Senti por vezes que, com a escrita, o próprio leitor era atingido com imensas descrições que nem sempre eram compreensíveis para uma pessoa não habituada aos termos de biologia. Pode parecer parte da estratégia, para o leitor sentir parte daquilo que as personagens deste livro sentem, mas se não for então é uma falha do autor por esticar descrições com pormenores que baralham o leitor.
   É uma obra muito boa e aconselhada a todos, porque mais uma vez, retrata não só uma sociedade distópica de forma genial, como espelha também a nossa sociedade e o que de mal está com ela.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Águia do Império - Simon Scarrow

   "Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de Lugar-Tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões.
   Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro império."

   Boas Leitores!
   Para compensar a quantidade enorme de coleções que tenho andado a terminar vou começar uma nova! Esta é de um autor muito conhecido por este género de livros mas que eu ainda não tinha experimentado nenhuma das suas obras. Esta saga denominada A Saga da Águia tem até agora quinze volumes na sua língua original, dos quais pelo menos catorze já estão publicados em português pela mesma editora!
   Então e a questão que se põe agora é: vale a pena começar uma saga assim tão grande? Não posso dizer com todas as certezas, mas pelo menos este primeiro volume valeu a pena. Quanto aos outros catorze ainda terei de ler, porque tenho uma sensação que com tantos volumes vai chegar a um ponto que se torna um pouco repetitivo.
   Não é uma grande obra clássica. Mas também não é daquelas típicas obras de fantasia. Por um lado o leitor que não gosta de fantasia mas gosta de guerras, pode aproveitar estes livros, que se passam na altura do império romano. E por esta mesma razão, os leitores ávidos de fantasia, que não gostam assim tanto de livros passados na actualidade ou no mundo real, podem também gostar desta obra por ser semelhante à fantasia e num mundo que não parece de todo o mesmo que o nosso.
   O enredo é interessante, apesar de ser um pouco previsível, principalmente nas partes finais. Mas, por outro lado, as batalhas e cenários semelhantes são muito bem descritos, claramente o ponto forte do autor. Já as personagens e o respectivo desenvolvimento é algo que está intermédio, ao acabar de ler o livro sente-se que conhece-se um pouco mais as personagens mais importantes, no entanto não há assim um grande desenvolvimento, possivelmente porque esse desenvolvimento será mais gradual e passar-se-á ao longo dos livros desta saga, o que é bem pensado.
   Fiquei curioso para ler a próxima obra, e saber se haverá mais intriga vinda de Roma ou se será mais vida militar. Tenho de ler o segundo volume para conseguir saber!
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Booking Through Thursday - Surpreendente

   Qual foi o livro que leste que foi mais "mind-blowing" e que virou o teu mundo do avesso? (Ou artigo, poema, o que quer que seja.)

   André: Bem não sei se terei algum livro que me revolucionou assim tanto. Mas de certo existem vários livros que me surpreenderam, alguns dos mais recentes A Quinta dos Animais e 1984. Claro que algumas das obras de George R. R. Martin foram um "mind-blow" mas não no sentido de revolucionarem a minha maneira de ver e sim só por serem surpreendentes, mas já houve outros autores que o fizeram também, Brandon Sanderson e Robert Jordan alguns deles.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Soul Eater vol. 14 - Atsushi Ohkubo

   "When "BREW" activates during his battle with Mosquito, Kid's soul wavelength is amplified to a whole new level! But once Mosquita has recovered from the shock of seeing the real "BREW" in action, he redoubles his efforts to destroy the young shinigami before the intruders from DWMA unlock the way to the Spider Queen Room. Will Kid's awakened power be enough to defeat Mosquito's deadly form?!"

   Hello readers!
   Só faltam onze volumes para esta saga acabar. Não que seja muito ou pouco visto que em onze volumes muita coisa pode ser contada (ou não).
   Podemos tomar como exemplo o arco que este volume continua. Os cinco capítulos que compõem este volume são todos ainda do mesmo arco, indo desde a parte 8 até à 12. E ainda não acabou, por isso o décimo quinto volume desta saga ainda terá capítulos deste arco, esperemos é que sejam os últimos.
   Não está a ser assim tão mau como estou a fazer parecer. Quatro em cinco capítulos foram mesmo muito interessantes e foi por isso que esta obra foi lida tão rápida. E não houve aquelas partes que parece que o autor quer empatar a história e não sabe como, não. Estes capítulos continuaram a história, acabaram certas batalhas e começaram outras.
   E já que se fala em batalhas, este volume está cheio delas, e tenho de comentar e parabenizar a qualidade do desenho no que toca a essas partes de batalha, pode-se pensar que ver as imagens de uma batalha não seja a mesma coisa que ver no anime, mas aqui consegue perceber-se tão bem quanto no anime e é fantástico na mesma.
   Aliás algumas partes até são melhores visto que houve imensas partes que não apareceram no anime, por isso este volume está a entrar em grande no terreno desconhecido que tanto esperava. Foram apresentadas personagens novas e misteriosas que não conhecia e que agora só dão vontade de comprar os próximos volumes para ler mais e mais e mais.
   Outro ponto positivo foi a falta das tiras acerca da adaptação para anime do mangá. Não existiram e ainda bem porque assim houve mais espaço para os capítulos da história. E quanto a pontos negativos, terei de referir a capa, induziu em erro. Eu a pensar que iria aparecer outra vez a mítica personagem Excalibur, mas não, serviu só de capa.
   No geral está bom, só houve ali um capítulo que pareceu despachado um pouco à pressa e portanto com mais algumas falhas, mas aconselho a lerem! Se quiserem saber do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.13 - In the Name of "Soul"
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Cura Mortal - James Dashner

   "Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam - o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. As mentiras acabaram, mas a verdade poderá revelar-se muito mais perigosa do que Thomas alguma vez imaginou. Conseguirá ele sobreviver à cura? A série Maze Runner, que já se tornou um clássico para os fãs de obras como Os Jogos da Fome, tem neste volume um desfecho surpreendente e explosivo."

   Boas Leitores!
   Mais uma trilogia completa, menos uma colecção inacabada nas minhas estantes. Pois é, já foi lido o último volume da trilogia Maze Runner, uma corrida que foi como subir uma montanha, começou de forma difícil, chegou-se ao pico e depois caiu-se aos trabolhões por aí abaixo.
   Se não entenderam a analogia então passo a explicar-vos de forma mais directa. Este último volume da trilogia foi uma tortura de ler. O autor teve uma crise existencial, pois decidiu inserir tudo o que pudesse neste livro dos mais variados géneros: temos sociedade distópica? Sim. Temos perseguição automóvel? Sim. Temos zombies? Sim. Temos "o amor resolve sempre tudo"? Claro que sim. E por aí fora.
   O enredo poderia ter sido delineado e escrito de forma suave e fluída mas não, parece que estamos constantemente a embater com obstáculos que impedem a leitura de prosseguir. E isto se nem prestarmos atenção às personagens, algumas irritantes só por existirem (sem que esse tenha sido o seu propósito) outras que, tanto são uns zé-ninguém como quase salvadores do mundo. E o protagonista, que tem crises existenciais mas de um momento para o outro já as esquece. Não falei ainda da misteriosa personagem "Chanceler Paige" que não aparece nunca, só é referida duas vezes, mas no final é uma peça-chave para tudo ser explicado.
   Talvez os pontos positivos vão para... pois nem sei bem. O final é de certa forma lógico (apesar de a longo-prazo possivelmente desastroso), mas como não nos interessamos muito sobre o que aconteceu 100 anos depois do final do livro posso aceitar como um final razoável.
   Como disse o primeiro volume estava mais ou menos, o segundo até foi bom e uma leitura agradável, mas este terceiro foi o cair da montanha por completo. A sinopse refere esta obra como um clássico aos fãns de Os Jogos da Fome mas nem por sombras. O último volume dessa trilogia não foi brilhante, mas foi muito melhor que este. Caso queiram ver a opinião à obra anterior a esta, sigam o link: Crítica - Provas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Booking Through Thursday - Base de Dados

   Manténs uma base de dados da tua colecção de livros em algum lado? Num website? Numa página do excel? Num diário escrito em papel?

   André: Quando era bem mais jovem escrevia realmente um diário com os livros que tinha lido. Mas isso foi até descobrir a maravilha que é o Goodreads. Desde aí que mantenho o meu registo de livros, mangás e contos que leio através deste site. Tem até umas estatísticas engraçadas e posso sempre desafiar-me com o desafio anual do site.

A Quinta dos Animais - George Orwell

   "Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos.
   À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, "no tempo em que os animais falavam", os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comportar-se como animais."

   Boas Leitores...
   Afinal o intervalo foi menor do que esperava. Cá está mais uma opinião e desta vez é de um grande clássico lido por muitos e aconselhado a todos!
   Clássico, fábula, conto são tudo palavras com que se possa descrever esta história, no entanto nenhuma delas consegue definir o quão bom é este livro. Novamente George Orwell não desaponta e tem uma obra excelente com críticas à sociedade subtis mas inteligentes na sua forma de serem apresentadas.
   Cada capítulo desta pequena obra, que, com os extras dos prefácios escritos pelo autor não chega às 160 páginas, está excelente. Aos poucos e poucos o leitor vai percebendo os mecanismos que são usados, não só na ficção mas também na nossa realidade para manipular as pessoas, ou animais neste caso, para os propósitos de quem comanda. Conseguimos rever cada personagem e transpô-la para a realidade, pois haverá sempre um Tagarela ou personagens como as ovelhas que sabem apenas repetir aquilo que lhes mandam repetir. E não é só o facto de haver um paralelismo entre personagens e realidade, é também o simbolismo que cada animal tem na sociedade.
   Num pequeno resumo é um livro que está cheio de pistas boas que vão sendo aproveitadas à medida que o leitor avança. Se é um livro para crianças ou para adultos? Acho que para ambos, as crianças podem ler e acabarão por ver apenas um conto de animais, os adultos ao lerem verão algo mais, útil para todos no fundo.
   Uma boa sátira que é aconselhada a todos. e que apesar de escrita há mais de meio século ainda representa parte da nossa realidade.
   Boas Leituras... ;)
10/10

André

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Acácia - O Povo das Crianças Divinas - David Anthony Durham

   "Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.
   Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.
   Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar."

   Boas Leitores!
   Mais uma nova opinião, antes do pequeno intervalo que vai haver, esperemos que não de muito tempo. Este é o quarto livro em português da colecção Acácia dos seis existentes. Na edição original são apenas três, mas os nossos são divididos em dois. Ou seja, este é a segunda metade do segundo livro original.
   E digo desde já que está bem melhor do que o anterior. Por um lado é normal visto que sendo a segunda metade é onde grande parte da ação se desenrola. Mas não foi só isso que me fez apreciar esta obra.
   Houve imensas vezes em que fui surpreendido pela positiva quanto ao enredo. Quando julgava que algo previsível iria acontecer, o autor deu as voltas e espantou-me com as decisões tomadas, o que só por isto já torna melhor a obra no seu geral. O enredo em si, para além das surpresas, também consegue sustentar-se bem e criar várias camadas com vários enredos a acontecer mas sem que haja uma quebra entre eles.
   Quanto a personagens, continuamos a ter três protagonistas que são os três irmãos e depois vamos vendo de vez em quando capítulos com outras personagens, por vezes da Liga dos Navios outras de Shen. No seu conjunto funcionam bem. Apesar disso há personagens que não se sente grande empatia. Acho que na edição original, talvez vejamos um desenvolver maior das personagens, visto que está a acontecer no equivalente a dois livros cá.
   Estou curioso para saber como é que o autor irá acabar a trilogia, visto que este último volume acabou com o acrescento de mais uma camada de complexidade. Esperemos que consiga dar vazão a tudo e explicar as coisas como deve de ser.
   Caso estejam curiosos para saber mais desta colecção, basta clicarem no link: Crítica - Acácia - Outras Terras
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

domingo, 7 de agosto de 2016

Bakuman vol.14 - Mind Games and Catch-Phrases - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Is Moritaka and Akito's newest rival also their greatest fan?! The duo is asked to judge a manga contest and the best entry reminds them of their own creations. But who is this mysterious new artist and what are his controversial methods of creating manga?"

   Hello bookaholics!
   Voltamos aos mangás, e desta vez à saga de Bakuman que já não se lia nada há muito. Este é o décimo quarto volume e aproximamo-nos cada vez mais do fim.
   Um volume que me deu vários mixed feelings. Em parte este volume tem alguma qualidade pela história que tem, no sentido que é como um novo arco que traz uma pitada de estratégia a este mundo de Bakuman. Os autores conseguiram, de forma genial, espevitar o lado de justiça e companheirismo dos leitores quando apresentam a nova personagem e o que ela faz.
   Uma parte que não estava assim tão boa nisto foi a opinião de outras personagens quanto à actividade da personagem nova. Vemos claramente que existe uma resistência do Moritaka e do Akito, mas quanto aos outros artistas de mangás não se sabe praticamente nada e isso talvez tivesse sido um bom input para a história.
   Por outro lado, ao olharmos para o plano geral do enredo, este volume não contribui grande coisa. E como continuará no próximo volume (espero que o arco não ocupe o volume todo, se não acho que acabarão por prolongar demasiado e estragar tudo) provavelmente só nesse volume é que irá dar uma contribuição maior para o plano principal desta saga.
   Aconteceram também algumas surpresas agridoces. A aparição de uma personagem que não se via há algum tempo e o desenvolver da personagem nova foram surpresas boas e que fizeram também criar aquele ódio de estimação por elas, uma prova da qualidade destes autores.
   Agora só resta esperar pelos próximos volumes e ver o que nos trarão. Caso queiram ver a opinião do volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.13 - Fans and Love at First Sight
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Andersenal - Filipe Faria

   "Felizes Viveram Uma Vez... Ou, pelo menos, assim quis Borralheiro acreditar após ter lido o Perraultimato, o legado da Mãe Gansa, a última voz da razão num mundo que aparenta ter perdido todo o tino. No entanto, Burra, Vasilisa, Capuchinho e Aprendiz, os quatro indivíduos que se juntaram ao jovem na sua demanda em busca da verdade, afiguram-se-lhe como a prova viva de que as coisas são como são e que o mundo é realmente tão ruim quanto parece ser - que não houve finais felizes e que não há nada a fazer para alterar o cruel destino que todos os intervenientes das estórias sofreram.
   Rodeado por companheiros que tanto o podem matar como ajudar, mas que representam a única protecção com a qual pode contar num mundo que se revela hostil ao virar de cada esquina, Borralheiro atém-se a uma réstia de esperança e faz os possíveis por seguir à risca as instruções enigmáticas que lhe foram deixadas por Mãe Gansa, que o conduzem ao palácio da Rainha da Neve, onde deverão procurar pelo Andersenal, a segunda peça do enigma do Perraultimato. Infelizmente para Borralheiro, não é ele o único que sente que algo de muito errado se passou: um ser misterioso está a matar as personagens folclóricas uma a uma, também ele decidido a retificar aquilo que de errado se terá passado, e os próprios eventos parecem conspirar para que Borralheiro e os seus companheiros encontrem um fim prematuro antes que possam sequer começar a descortinar a verdade. A verdade daquilo que aconteceu ao mundo e, talvez mais importante, a verdade sobre si mesmos..."

   Boas Leitores!
   Isto por estes lados parece que anda parado, mas não se preocupem, estão várias opiniões em andamento, só falta é o tempo para escrevê-las! Comecemos por esta, este é o segundo livro do que irá ser uma trilogia, segundo o autor, da saga Felizes Viveram Uma Vez.
   Esta história é escrita pelo mesmo autor de As Crónicas de Allaryia uma saga com os seus altos e baixos mas no geral boa. O primeiro volume desta trilogia teve uma pontuação positiva, nada de mais e este segundo volume é bastante semelhante.
   A edição desta saga mudou, e com ela desapareceram as ilustrações, com pena minha, achava que eram um ponto positivo numa obra que fala de contos infantis mas num mundo um pouco mais obscuro.
   O enredo continua do mesmo género do livro anterior, grupo de aventureiros em busca de algo, encontram-no no fim, o que origina por sua vez a ida para a próxima aventura. Por isso não há grande originalidade, e aliás, para quem já leu os outros livros de Filipe Faria já está habituado a este esquema, porque a outra saga teve bastantes deste género.
   Os pontos positivos aqui terão de ir para a subtileza com que o autor consegue introduzir as personagens dos contos infantis num mundo bastante distorcido e negro. Mesmo que não haja nomes óbvios como Borralheiro ou Capuchinho, conseguimos perceber outras personagens com ajuda de pequenas pistas que o autor dá.
   O último livro será um pouco maior que este visto que os leitores não gostaram tanto desta saga, segundo o autor. Concordo com esta medida, prolongar esta história muito mais iria estragar tudo. Se ele conseguir arranjar a história como deve de ser pode ser que melhore.
   Se estiverem curiosos sobre a saga, sigam o link da opinião anterior: Crítica - O Perraultimato
   Boas Leituras... ;)
7/10

André