domingo, 25 de outubro de 2015

Bakuman vol.9 - Talent and Pride - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   With Aiko Iwase teaming up with Eiji to get a series in Weekly Shonen Jump magazine, Moritaka and Akito have another major rival to contend with. Can the duo get their series serialized and succeed in Jump this time? And when Akito has to ask for permission to marry Kaya, he'll have to face her father, a master in karate!"

   Hello readers!
   Já voltou mais um mangá, desta vez o nono volume de Bakuman! Estou quase quase a chegar a metade, só mais um!
   Este volume continua a história dos dois jovens artistas que querem conquistar o mundo dos mangás. E que acima de tudo querem ser o número 1 e vencer os seus rivais, nomeadamente o tal Eiji. Esta é a grande premissa deste nono livro. A luta entre manter um mangá de comédia, estável mas que nunca terá a possibilidade de estar nos primeiros lugares ou então criar uma nova obra, original a eles e que terá todas e quaisquer probabilidades de chegar ao topo.
   Parece super entusiástico não é? Mas é preciso ter calma porque as coisas não se passam bem assim. Como disse em opiniões anteriores, este mangá é mais calmo, com a acção desenrolando-se ao longo dos volumes e não em arcos de poucos em poucos livros.
   Mas mesmo assim eles conseguem após nove volumes manter o interesse e juntar alguns elementos, uma pitada de romance outra de comédia que mantém os leitores interessados.
   Mais uma vez digo que gostava de saber mais sobre os mangás escritos pelas personagens, algumas ideias parecem brutais e tinham a capacidade de serem histórias deveras emocionantes e viciantes. Mas só uma página ou alguns quadradinhos é que são reservados para isso, infelizmente.
   No geral o que tenho a dizer? Bem, está melhor do que o volume anterior, isso de certeza, mas foi apenas mais um dos volumes medianos da colecção. Suspeito que o próximo trará um climáx que fará aumentar a sua pontuação... É esperar para ver... ou ler.
   Se quiserem entretanto saber do volume anterior a este basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.8 - Panty Shot and Savior
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vagas de Fogo - Filipe Faria


   "As Crónicas de Allaryia são já um clássico da high fantasy portuguesa, aproximando-se, com este quinto volume, do furioso climáx da odisseia iniciada cinco anos atrás. As hostes d'O Flagelo despertaram do seu torpor e estão de novo à solta no continente. A Cidadela da Lâmina foi arrasada. Sirulia foi posta a ferro e fogo. Aves de mau agouro sobrevoam Nolwyn, enquanto Ul-Thoryn começa os preparativos de guerra contra Vaul-Syrith. Neste novo capítulo das Crónicas de Allaryia, os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda n'A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos, desesperançados. Embora poucos o saibam, a esperança reside em Aewyre Thoryn, mas cada um dos companheiros terá um papel a desempenhar no vindouro conflito, encontrando-se porém privados do poder da sua união. Perseguidos por algozes do seu passado, deixados à deriva em terras desconhecidas, ou aprisionados entre inimigos que julgavam amigos, vêem-se confrontados com a iminente imersão de Allaryia nas trevas que todos já julgavam desbaratadas. Porém, Seltor, o percursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não mais parecem os mesmos; ou pelo menos, não aparentam de todo ser o que dele se espera..."

   Olá leitores!!!
   Tanto tempo depois da última opinião... Mas agora cá está uma nova... E compreende-se o tempo agora, não é? Este é o quinto volume da saga Crónicas de Allaryia que em breve terminará!
   O que tenho a dizer sobre esta obra? Pois bem, inicialmente estava a gostar, até porque pensei que o problema que sempre refiro sobre este autor, que é os parágrafos gigantescos em partes de batalhas que fazem o leitor acabar por perder a noção do que está a ler (como esta frase que acabei de formar, mas em ponto de parágrafo), não estavam a existir. Até fiquei feliz por isso... Demasiado cedo.
   Não só começaram a aparecer outra vez parágrafos do tamanho de uma página ou perto disso, como também a história não se desenvolveu para tal. Foi um ritmo demasiado lento para um livro demasiado grande. Senti que havia muitas coisas desnecessárias ou que poderiam ter sido resumidas para acelerar a leitura.
   Só o início e o fim é que realmente gostei de ler e foi porque foram as alturas em que a taxa de acontecimentos chave foi maior. A não ser um ou dois capítulos que eram pequenos e encontravam-se meios espalhados pelo livro que era quando Seltor aparecia e fazia das suas. Esses capítulos achei muito bons, geniais mesmo!
   O desenvolvimento da maior parte das personagens continua bom, temi que houvessem duas que estivessem a perder essa característica mas no fim, lá está mais uma vez acontecimentos no final do livro, o autor conseguiu resolver bem, justificando de forma excelente.
   Para um livro de quase 600 páginas acho que 400 ficaria muito melhor. Esperemos que o próximo volume seja assim, compacto e com uma escrita muito boa (e com mais capítulos do género que havia neste volume com Seltor).
   Se quiserem ver a minha opinião sobre o 4º volume desta saga, então basta clicarem no link seguinte: Crítica - A Essência da Lâmina
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Booking Through Thursday - Conversação 2

   Tens pessoas com quem possas falar sobre livros que leste? Partilhar o prazer de plot twists, explorar o quão divertido foi, ou o quão mau escrito estava?

   André: Sim, felizmente tenho uma mão-cheia de pessoas com quem posso falar de livros e de todos os assuntos que os envolvem. Ainda mais por normalmente poder aconselhar novas pessoas a lerem alguns livros fora da zona de conforto delas. Até porque é assim que se conseguem descobrir pequenos pormenores que algumas vezes não apanhamos à primeira!

sábado, 10 de outubro de 2015

Provas de Fogo - James Dashner

   "Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... Lá fora, ao invés de liberdade, encontram mais uma prova. Agora têm de atravessar a Terra Queimada, uma região desértica e ameaçadora, onde os Crankos, pessoas cobertas de feridas e infectadas por uma misteriosa doença chamada Fulgor, vagueiam pelas cidades devastadas à procura da próxima vítima. À medida que Thomas vai recuperando algumas memórias confusas do passado, não pode deixar de se perguntar: saberá ele de alguma forma o segredo para a liberdade, ou ficará para sempre à mercê da CRUEL? A série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de obras como Os Jogos da Fome."

   Boas Leitores...!
   Lá temos nós uma nova opinião por aqui. E é o segundo livro de uma trilogia que comecei há pouco tempo atrás. Ao menos estou a promover a continuação da leitura de sagas que tenho inacabadas. Maze Runner é a saga de que vos falo hoje.
   Com uma escrita melhor, James Dashner consegue capturar melhor o leitor na sua narrativa. Deixou de ser um livro sobre os dilemas interiores de um rapaz (apesar de ainda ter um pouco desta vertente) para passar a ser mais um livro sobre sobrevivência e descoberta das tais provas que rodeiam as personagens e do qual se sabe muito pouco.
   Achei o ambiente muito bem criado, não só o mundo fora do Labirinto mas também a tecnologia que a CRUEL utiliza. Por vezes não sei se isso não entraria um pouco em conflito uma coisa com a outra para criar algumas incoerências.
   As personagens têm algumas falhas, não achei que estivessem muito bem desenvolvidas. Sabemos muito apenas sobre o protagonista, e depois sobre as outras personagens parece que tornam-se bipolares de vez em quando conforme o prazer do escritor.
   O enredo também é de certa forma bipolar. Por vezes é quase previsível sobre o que acontecerá, mas de outras vezes acontecem as coisas mais estapafúrdias da qual não faria a mínima ideia e que me surpreendem, o que também é um ponto positivo.
   Não sei se o filme está bem adaptado, mas o certo é que fiquei muito mais entusiasmado depois de ler este volume do que o anterior, e portanto espero ver como é que a trilogia acabará. Se entretanto quiserem ver a opinião do primeiro volume basta clicarem no seguinte link: Crítica - Maze Runner - Correr ou Morrer
   Boas Leituras... :)
7/10

André

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Booking Through Thursday - Conversação

   Que dois autores (mortos ou vivos) adorarias ter numa sala juntos, só para poderes ouvir as suas conversas?
   E o que te fez pôr esses dois autores juntos? Serão contenciosos de forma a entreter ou grandes amigos à primeira vista?

   André: Ui escolha difícil! Talvez por poder escolher um autor morto então escolheria H.P. Lovecraft e George R. R. Martin, como já li contos do mesmo género de ambos os autores talvez a conversa fosse dar um ar meio mórbido mas genial ao juntar estes dois génios assassinos de personagens ficcionais. Se tivessem de ser vivos então seria Patrick Rothfuss e Peter V. Brett, que junções espectaculares!!!

domingo, 4 de outubro de 2015

A Serva do Império Vol.2 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Os tempos mudaram e as formas de poder são hoje mais subtis e traiçoeiras. Nenhum clã pode sobreviver sem conhecer as intrigas do Jogo do Conselho. E todos sabem. Mara dos Acoma está mais implacável do que nunca. Com a vida do seu filho em perigo e a continuidade da sua Casa ameaçada, a Senhora dos Acoma usa de todos os meios para controlar a crueldade dos seus inimigos.
   Dotada de uma destreza intelectual invulgar, Mara dos Acoma coloca em causa não só as tradições dos Tsurani, como as suas próprias convicções. Neste jogo de sentimentos e poder, poderá não haver um vencedor...
   Este volume é a segunda parte de A Serva do Império, pertencente à magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Aqui está uma bela obra-prima. Esta é, como diz na sinopse, uma das melhores colaborações entre escritores. Tão boa quanto achei na obra Windhaven. Como referem também este é o segundo volume do que lá fora é um único volume intitulado A Serva do Império e é o penúltimo da saga.
   E começo por este mesmo ponto. Não sei o que virá no próximo livro, porque este pareceu-me, para além de brutal, o ponto máximo de climáx que os livros atingem quando estão a chegar ao final da sua história. Aliás, o final deste livro pareceu-me mesmo o final da saga.
   E isso é um ponto positivo ou negativo? Não sei bem. Depende muito do que virá no último livro da saga. Porque temo que deveriam ter acabado a história por aqui, e não ficaria nada chateado porque acho que foi um livro espectacular. Desde o início que fiquei sempre ansioso por ler mais.
   Todas as acções que se passaram na obra agarraram-me de tal forma que parecia que não conseguia respirar pela energia e entusiasmo que o livro traz.
   Como se isso não bastasse, o desenvolvimento da protagonista está muito bem feito e eu como leitor sentia as mudanças graduais da sua personalidade e como isso afectava ou afectaria o futuro do enredo.
   E ao falarmos do enredo temos que falar obviamente da genialidade dos autores. Capazes de criar um mundo novo com um sistema político tão intrincado e mesmo assim cheio de estratégia e manipulação e juntar a isso uma espécie de romance que não é muito novelado.
   É com certeza um livro muito bom que aconselho a todos os que gostam do género. Se quiserem saber mais sobre o volume anterior é seguirem o link: Crítica - A Serva do Império Vol.1
   Boas Leituras... ;)
9/10

André