domingo, 30 de agosto de 2015

A Serva do Império vol.1 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Ninguém conhece os meandros do Jogo do Conselho melhor do que Mara dos Acoma. Através de sangrentas manobras políticas, ela tornou-se uma poderosa força no Império; porém, rodeada de mortíferos rivais, se Mara quiser sobreviver, tem de ser a melhor.
   Como se isso não bastasse, Mara tem de combater batalhas em duas frentes: no viveiro de intriga e traição que é a corte dos Tsurani, e no seu coração, onde a paixão por um escravo bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que regem a sua vida.
   A Serva do Império é o segundo volume da magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Desde que li o primeiro volume desta colecção que estava desejoso de poder ler mais... Pois bem, já li o segundo volume e ainda bem que o fiz. Este é então o segundo de quatro livros que existem em português. Em inglês a colecção é apenas uma trilogia. Cá em Portugal o 2º livro foi dividido em dois.
   E já que falo nisto acho que pela primeira vez achei por bem terem dividido o livro. Sei que provavelmente foi por razões de lucro e não de conveniência ao leitor. Mas este livro apesar de muito bom tornar-se-ia demasiado denso se estivesse com outro livro da mesma grossura, ou quase, englobado.
   Então e porque é que continuo a querer ler mais desta saga? Porque até agora está feito um cenário brilhante. A intriga continua sem perder qualquer ritmo, não houve nenhuma incoerência e o enredo só fica melhor!
   Disse na opinião do primeiro livro que ler o duo O Mago - Aprendiz e Mestre ajudava a entender a história no início, mas com este livro achei simplesmente espectacular o facto de um dos grandes acontecimentos do O Mago - Mestre aparecer neste livro numa perspectiva diferente, soube tãããão bem ler isso!
   Só houve um momento na minha leitura que julguei que estava tudo perdido para este duo de escritores. Foi quando foi apresentado o "bárbaro" de que falam na sinopse. Pensei mesmo que a história fosse tomar um rumo comercial e romantizado até dizer chega. Mas não aconteceu, apesar de haver um certo romance a história não se torna só nisso, ganha talvez mais camadas! E ainda bem! Se não conhecesse a saga e fosse ler esta sinopse diria que este livro se tratava de outro igual a tantos que já li, mas não! É completamente diferente.
   E é por isso que darei uma pontuação adequada! Se quiserem ver a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Filha do Império
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Booking Through Thursday - Viajar

   Gostas de ler livros sobre lugares longe de ti? Guias de viagem, memórias, o que quer que seja? Lugares onde já estiveste? Ou lugares a que tu nunca foste?

   André: Acho que depende um pouco do mood, normalmente é sempre sítios onde nunca estive, mas mais para os mundos fantásticos ou planetas completamente diferentes. Mas assim de vez em quando ao ler algo e de repente deparo-me com locais onde já estive e que reconheço os pormenores que o autor ou autora me descrevem é sempre fantástico. Principalmente quando é a cidade onde sempre viveste, o orgulho aparece sempre por pelo menos a cidade ser reconhecida não só por ti mas por mais pessoas algures no mundo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os Pilares do Mundo - Anne Bishop

   "Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura.
   Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem pouco a pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados.
   Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga.
   A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo..."

   Olá olá!
   Anne Bishop voltou! Há imenso tempo que não tínhamos pelo blogue nenhuma obra dela, mas aqui está ela. Desta vez começa uma nova trilogia, denominada Pilares do Mundo e que os três volumes estão publicados em português felizmente.
   Aconselharam-me a ler este livro dizendo que era engraçado e bastante original. No entanto não foi isso que achei. Se compararmos com as outras obras da autora esta deixa mesmo muito a desejar. O mundo original criado por Anne Bishop na trilogia Jóias Negras é imensamente melhor que este. E se não compararmos esta obra com obras da mesma autora mas sim com obras de outras autoras que escrevem neste estilo digamos que a originalidade também não foi o ponto forte.
   Muito à semelhança de autoras como Juliet Marillier esta obra é simples e com um enredo fraco e previsível. Pontos positivos para esta obra? Bem, tenho de admitir que juntar os Fae, que são criaturas mitológicas nórdicas com deuses greco-romanos foi original. Mas isso não bastou.
    Esta obra não leva uma pontuação muito má porque era um livro pequeno, de escrita simples que se calhar, quando dirigido para o público-alvo, atinge perfeitamente os objectivos. E se calhar atribui-se alguns pontos pelo desenvolvimento da protagonista e de uma ou outra personagem. Já outras ficam em branco, sem qualquer informação para criar ligação com o leitor.
   Não sei se esta trilogia terá capacidade para melhorar. A maneira como acaba deixou-me meio agridoce. Por um lado tem algo que é completamente previsível e que deixou-me desanimado por espetar nos olhos do leitor "o próximo livro vai ser mais do mesmo". Mas por outro lado há uma justiça meio poética para algumas personagens, que admito que me fez sorrir quando li. Terei de esperar para ler o segundo volume...
   Boas Leituras! ;)
4/10

André

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Metamorfose - Franz Kafka

   "«Quando Gregos Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto.»
   Com esta frase de abertura, Kafka revela ao homem moderno a sua sinistra condição. Depois de descobrir, ao despertar, que se transformou num enorme insecto, Gregor Samsa torna-se um objecto repugnante, e é obrigado a esconder-se no interior dos seus aposentos. Pouco a pouco, sob pressão das exigências da vida prática, a família ir-lhe-á dando cada vez menos atenção, até que um dia, no termo de um episódio particularmente trágico, a irmã declara que têm de deixar de reconhecer Gregor como um dos seus. A Metamorfose é uma parábola terrível sobre a alienação humana, uma narrativa sobre o absurdo da vida e sobretudo sobre os processos de exclusão, que conserva ainda hoje toda a sua carga revolucionária."

   Hallo leitores!
   E aqui estamos nós com outro clássico. Este blogue ultimamente é só grandes leituras (mas claro que isto não se vai manter por muito tempo). Se estão interessados neste livro NÃO LEIAM A SINOPSE. De forma alguma. Este é um livro isolado.
   Porque digo para não lerem a sinopse? Porque é o maior spoiler de sempre. Se já sabem a história porque alguém vos contou não devem ler também. Acaba por revelar-vos quase o enredo todo. Ainda bem que só o li depois (como faço com grande parte dos livros).
   É um livro bem pequeno, esta edição passava das cento e poucas páginas (fiquei mesmo muito tempo a pensar se não teria adquirido uma edição que não contivesse a história toda, por menos sentido que isso fizesse. Espero que isso não tenha acontecido.). No entanto até traz uma história bem engraçada.
   Sendo curto não há tempo para criar ligação com nenhuma personagem nem para exigir um grande desenvolvimento das mesmas. No entanto acho que conforme a leitura vai avançado o absurdo e a estranheza de tudo aquilo vai entranhando-se em nós até que fiquemos a pensar realmente no que estamos a ler.
   Nota-se claramente as ligações que são feitas entre a obra e a realidade, muitas delas relacionadas com a vida pessoal do autor. Podem não entendê-las à primeira mas se fizerem um pouco de pesquisa sobre a biografia do autor compreenderão melhor a obra que é.
   Fiquei curioso para ler mais coisas do mesmo autor, desta vez algo que seja maior e mais desenvolvido. Talvez o faça.
   Boas Leituras... ;)
7/10
André

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A Arte da Guerra - Sun Tzu

   "Os ensaios de Sun Tzu sobre a arte da guerra são o tratado mais antigo sobre o tema, mas o alcance e a profundidade do seu juízo nunca foram ultrapassados, podendo ser considerados como a quintessência da sabedoria na condução da guerra. Entre todos os  teóricos militares do passado, Clausewitz é o único que se lhe pode comparar e apesar de ter escrito mais de dois mil anos depois, está mais "datado" e, em boa parte, mais ultrapassado.
   Muitos dos danos causados à civilização nas guerras mundiais do século passado teriam podido ser evitados se, à influência exercida pelos volumes monumentais de Clausewitz, intitulados Da Guerra, e que moldaram o pensamento militar da Europa na era anterior à Primeira Guerra Mundial, se tivesse misturado, temperando-o, um conhecimento da exposição de Sun Tzu sobre A Arte da Guerra. O realismo e a moderação de Sun Tzu contrastam com a tendência de Clausewitz para enfatizar o ideal racional e o "absoluto" com que se esbarraram os seus discípulos ao desenvolverem a teoria e a prática da "guerra total" para lá dos limites ditados pelo bom senso."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos com um grande clássico do mundo. Para quem não conhece esta obra literária, A Arte da Guerra é um livro escrito há milhares de anos por Sun Tzu (ou assim se pensa) sobre a guerra (como é óbvio). É um livro isolado.
   Não tem qualquer enredo, nem é suposto ter visto que esta obra tinha como objectivo ensinar quem a lesse. Personagens também não existem aqui nem é suposto existirem.
   O que existe é um excelente trabalho dos tradutores e todo o grupo que teve o trabalho de analisar o contexto em que o texto foi escrito, tal como incluir diversos comentários de outros autores que elaboravam sobre a mesma matéria. Acredito que este deve ser um trabalho muito complicado dado que estes textos antigos (e neste caso ainda mais complicado por ser numa escrita com ideogramas que podem ter imensos significados numa única situação) são sempre escritos a pensar que qualquer pessoa entenderia isto e que o mundo não muda nem se perde conhecimento.
   É uma leitura que deve ser feita calmamente, tentando entender sempre o que significa, até porque acho que muitas das lições que Sun Tzu nos deixa aplicam-se não só à guerra mas a outras situações que somos capazes de passar.
   Acho que o único pormenor mau que posso apontar seja talvez a edição do livro em si. Todas as notas de rodapé poderiam ter sido postas após cada versículo, o constante ter de olhar para baixo e para cima quebra a leitura, fazendo o leitor parar e ter de recomeçar.
   Aconselho a lerem, para além de ser uma obra pequena (cento e poucas páginas) é um grande clássico que só aumentará a vossa cultura geral.
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

domingo, 16 de agosto de 2015

A Crown of Swords - Robert Jordan

   "There is a world of light and shadow, where good and evil wage eternal war. It is the world of the wheel of time, the greatest fantasy epic ever written.
   The war for humanity's survival has begun.
   Rand al'Thor, the Dragon Reborn, has escaped the snares of the White Tower and the first of the rebel Aes Sedai have sworn to follow him. Attacked by the servants of the Dark, threatened by the invading Seanchan, Rand rallies his forces and brings battle to bear upon Illian, stronghold of Sammael the Forsaken...
   In the city of Ebou Dar, Elayne, Aviendha and Mat struggle to secure the ter'angreal that can break the Dark One's hold on the world's weather - and an ancient bane moves to oppose them. In the town of Salidar, Egwene al'Vere gathers an army to reclaim Tar Valon and reunite the Aes Sedai...
   And in Shadar Logoth, city of darkness, a terrible power awakens..."

   Hello readers!
   Já faltava aqui alguma nova opinião não era? Agora vão ser mais rápidas, espero eu.
   Ao terminar esta obra estou finalmente a meio da saga Wheel of Time! Pois é, de catorze volumes, sete já estão lidos e tem sido uma espécie de montanha-russa.
   O volume anterior a este estava muito bom, cheio de emoções e boas surpresas tal como descrições apropriadas. E como tal antes de começar a ler este esperava mais do mesmo, apesar de algo dentro de mim suspeitar que iria ser difícil manter a fasquia tão alta.
   E assim foi. Este volume não foi tão bom quanto o que falei. Baseou-se muito em política (o que por si só não é mau, normalmente a política envolve intriga e isso agrada-me), mas não da boa, foi apenas falatório atrás de falatório.
   Achei também que este volume era excessivo nas descrições, possivelmente haveria muitas entradas que não precisavam de ser tão descritivas e assim o livro não seria maior, consequentemente não dando a sensação de um enooooorme livro quando tem à volta de 750 páginas.
   Esperava também que a certa altura o autor começasse a atar certos nós no enredo para que não se tornasse uma grande rede de pontas soltas. Houve alguns enredos que parece que voltaram para mais tarde se poder terminar como deve de ser. Mas apareceram novos, ou seja mais confusão e mais assuntos para lembrar de cada vez que leio um destes livros.
   Um ponto positivo vai para o romance, finalmente começou a acontecer de forma mais aberta e não foi mau de todo. Estou para ver se os próximos livros irão desenvolver esta parte um pouco mais a fundo ou não.
   Poderia ter sido bem melhor do que foi, mas agora essa expectativa vai para o próximo volume. Se quiserem ler a opinião do anterior, basta seguirem o link: Crítica - Lord of Chaos
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Booking Through Thursday - Intrigante

   Qual o livro mais intrigante que já leste? Algo que te fez pensar, explorar novas ideias, ou apenas ficar muito impressionado e espantado, maravilhado com a criatividade da coisa?

   André: Bem nesta categoria acho que cai o livro O Fim do Sr. Y uma das leituras mais estranhas de sempre, mas que me fez pensar enquanto lia. Não sabia bem se estava a ler algo criado sobre o efeito de muitas drogas pesadas, no entanto havia imensas coisas que me intrigavam e faziam raciocinar sobre elas.

domingo, 2 de agosto de 2015

Un Lun Dun - China Miéville

   "Stumbling through a secret entrance, Zanna and Deeba enter the strange wonderland of UnLondon. Here all the lost and broken things of London end up, and some of its people too - including Brokkenbroll, boss of the broken umbrellas, and Hemi the half-ghost boy.
   But the two girls have arrived at a dangerous time. UnLondon is a place where words are alive, where a jungle lurks behind the door of an ordinary house, where carnivorous giraffes stalk the streets... and a sinister cloud called Smog is bent on destruction. It's a frightened city in need of a hero..."

   Hello readers!
   Devem estar a cogitar sobre como fui dar de caras com este livro? Pois bem a história é que esta obra veio parar às minhas mãos através de um amigo que por sua vez recebeu o livro por via de outra pessoa. Sim este é um livro-corrente, chega às tuas mãos, lês e depois passas a outra pessoa. E assim o livro vai percorrendo o mundo fora.
   É um livro isolado, sem qualquer continuação. E seria uma obra que dificilmente compraria. A capa é interessante tenho de lhe dar esses pontos.
   E a história também. É um livro considerado infanto-juvenil mas achei que tanto os jovens como os adultos podem ler e passar um bom tempo com uma leitura divertida, entusiasmante e engraçada para além de original.
   Tenho que admitir que no início estava a ler com muita suspeita e só pensava que parecia que estava a ler uma obra escrita por alguém sobre o efeito de muitas drogas. E no entanto continuava a ler, e sem dar por isso ria-me em várias partes. Os jogos de palavras são impressionantes e muito bem pensados, um livro destes dificilmente conseguiria ser traduzido para a nossa língua e continuar a manter o registo que tem.
   Apesar do desenvolvimento das personagens não ser por aí além, o enredo está muito bom para um livro desta categoria. É capaz de ser complexo o suficiente para pessoas mais maduras gostarem sem que os jovens fiquem sem perceber nada.
   Fiquei até curioso para ler mais livros deste autor, que já ganhou diversos prémios. Quem sabe um dia não me chegue outra obra dele às mãos como outro livro-corrente.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André