sábado, 24 de janeiro de 2015

Bakuman vol.5 - Yearbook and Photobook - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Big changes are in store now that Moritaka and Akito have their very own series in Shonen Jump. Hanging out with their favorite manga creators, hiring assistants, keeping track of the weekly reader surveys - life as a professional manga artist is tough! Can these two survive the pressure?"

   Hello readers!!
   Aqui está outro mangá, o quinto da colecção Bakuman. É a segunda colecção que inicio de mangás e não me desilude até agora.
   Tal como todas as colecções longas (e às vezes até acontece com as curtas também) tem os seus altos e baixos, mas se conseguir manter-se num bom nível e por vezes melhorar acho que é uma série de sucesso.
   As minhas expectativas no volume anterior eram grandes, esperava que este tivesse tantos momentos espectaculares como o outro ou que conseguisse de alguma forma manter a expectativa no ar. De certa forma conseguiu, de outra nem tanto.
   O entusiasmo da seriação e as pontuações dos questionários dos leitores são pormenores que estão sempre presentes neste mangá e que trazem quer felicidade quer angústia às personagens e aos leitores. Saber se um capítulo fictício fica com uma pontuação mais alta ou mais baixa que outros é como se estivéssemos a ver algo criado por nós a ser avaliado.
   A parte negativa foi menor e reteve-se mais à estética do que a outra coisa. Houve várias páginas que estavam repletas de falas com imenso texto, e onde a imagem central era quase inexistente. Se fosse falas de uma única personagem talvez fosse mais compreensível, agora numa onde há uma certa profusão de pessoas os diversos balões podem tornar-se confusos para quem lê.
   Não sei se referi alguma vez este pormenor mas nesta colecção muitas vezes há referências a outros mangás como One Piece, Death Note entre outras, e neste houve até várias referências às diversas revistas da Jump, é sempre engraçado esse tipo de pormenores.
   Não tendo mais nada a falar, acho que o próximo volume vai aumentar o suspanse pelo que me lembro do anime, mas até lá, toca a ler mais livros! Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem aqui: Crítica - Bakuman vol.4 - Phone Call and The Night Before
   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os Guerreiros de Nin - Stephen Lawhead

   "A ascensão da Estrela do Lobo, arauto de Nin, lançou uma sombra de terror sobre o reino do Rei Dragão. A cada noite que passa, a Estrela do Lobo fica maior e mais ameaçadora, aumentando o poder maléfico de Nin. Mais uma vez, é Quentin quem tem o destino do reino nas mãos. A última esperança de salvação reside numa espada: Zhaligkeer, a Brilhante. Mas o segredo do «lanthanil», o metal vivo com quem tem de ser forjada, perdeu-se há muito na noite dos séculos..."

   Boas leitores...
   Demorou um bocado a cá chegar mas finalmente há alguma novidade no blogue! Desta vez é a continuação de uma trilogia, A Saga do Rei Dragão, este é o segundo volume dos três publicados cá em Portugal.
   Que obra magnífica que li... Ou talvez não. O certo é que se me perguntarem daqui a um ano de que fala o livro é muito provável que não vos possa dizer grande parte dos pormenores. O que significa que o livro não é estrondosamente bom que me marque a memória para todo o sempre, mas também não é terrivelmente mau que faça o mesmo efeito. É só sem graça.
   Já é um enredo muito comum, com um molde explorado até mais não. As variações são coisas que já não surpreendem um leitor experiente (talvez uma pessoa que tenha começado recentemente a ler goste disto).
   O objecto sagrado, a profecia um pouco previsível, e uma batalha bastante confusa em que os números dos exércitos estão um pouco baralhados na luta final são alguns pormenores que definem esta obra e não num bom sentido.
   O que é que posso dar de bom acerca deste livro? Não muito, mas não que o livro seja só mau. Tem as suas falhas que não são compensadas por pontos muito bons. Mas para o público-alvo a que está dirigido talvez goste, os jovens normalmente são aficionados por histórias deste género.
   Se quiserem ver a opinião do livro anterior basta clicarem no seguinte link: Crítica - Na Casa do Rei Dragão
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick

   "Órfão, guardião dos relógios e ladrão, Hugo vive por entre as paredes de uma movimentada estação de comboios parisiense, onde a sua sobrevivência depende de segredos e do anonimato. Mas quando, repentinamente, o seu mundo se encaixa - tal como as rodas dentadas dos relógios que vigia - com o de uma excêntrica rapariga amante de livros e o de um velho amargo, dono de uma lojinha de brinquedos, a vida secreta de Hugo e o seu segredo mais precioso são colocados em risco. Um desenho misterioso, um bloco que vale ouro, uma chave roubada, um homem mecânico e uma mensagem escondida do falecido pai de Hugo formam a espinha dorsal deste intrincado, terno e arrebatador mistério."

   Boas leitores...
   Rápida esta leitura não foi? Pois bem, seria mais lenta se o livro não tivesse tantas ilustrações. Este é um livro isolado, sem qualquer continuação, já foi adaptado para o mundo do cinema, mas ainda não tive oportunidade de dar uma vista de olhos.
   A primeira página com leitura foi no número 56, o que pode dizer muito do livro. Antes disso foram sempre ilustrações. Sempre a preto e branco. A maior parte delas está desenhada de forma fantástica com detalhe imenso. Mesmo que sejam imagens simples como uma criança a correr ou o close-up de um olho.
   Quanto à história é simples e previsível. O filme a que este livro deu origem também é um filme infantil, sem grandes mistérios e reviravoltas. O final do enredo foi engraçado apesar de já suspeitar desde o início. As personagens não tem profundidade alguma, mas isso já seria de esperar para o livro que é.
   Calculo que seja um livro bom para jovens devido à história, no entanto para aqueles que gostam de ilustrações este pode ser uma boa escolha pela quantidade enorme de desenhos que tem.
   Após isto não há muito mais a dizer, não aconselho a não ser a públicos-alvo específicos. Os restantes arrisquem se sentirem o humor nesse estado!
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

Booking Through Thursday - Autor

   Se tu fosses escrever um livro, que tipo de livro seria? (E se já és um escritor, que tipo de livro GOSTARIAS de escrever que ainda não tenhas escrito?)

   André: Bem, apesar de ainda não ter a obra que escrevi publicada considero-me um escritor, por isso para além da fantasia, gostava de experimentar um dia escrever algo no campo da ficção científica, nem que sejam pequenos contos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Filha do Império - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Mara era apenas o membro mais novo de uma família nobre. Nunca esperou que a súbita e chocante morte do irmão e do pai pudessem trazer-lhe tamanha responsabilidade. Apesar do seu sofrimento, cabe-lhe a tarefa de vestir os mantos da liderança e enfrentar as dificuldades. Mas embora inexperiente na arte política, Mara terá de recorrer a toda a sua força e coragem, inteligência e astúcia, para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro da sua família.
   Rapidamente se apercebe de que a traição e os inimigos da família quase levaram a sua Casa à aniquilação completa. Todas as esperanças estão depositadas numa única mulher: uma rapariga que terá de crescer rapidamente e aprender um jogo perigoso, onde não há tempo para errar..."

   Boas leitores...
   E outra colecção a ser iniciada, mas desta vez promete ser uma colecção estrondosa e brilhante. A Saga do Império são quatro livros publicados em português (na língua original são apenas 3).
   Para os leitores que já leram antes livros deste autor então aconselho-vos vivamente a lerem estes. Para os que não leram, deveriam ler pelo menos o duo O Mago - Aprendiz e O Mago - Mestre antes de lerem este, pois muitas vezes são feitas alusões a certos pormenores importantes, visto que este livro passa-se no mesmo cenário temporal que os livros que falei acima.
   E é exactamente por esse pormenor que se torna tão apelativo aos fãns de Raymond E. Feist, poder saber o outro lado da história, ou pelo menos como é que o outro lado da guerra se comporta e o seu modo de vida.
   E não é de todo um modo de vida simples, intrigas, estratégias, mortes e honra são palavras-chave nesta aventura. Tudo palavras muito apelativas para mim. Várias foram as vezes que me lembrei de outro livro que tinha gostado pela mesma razão, Pátria de R. A. Salvatore. Acho que me agarra de tal forma poder entender as intrigas e as jogadas de poder para subir na hierarquia e ser-se superior ou morrer a tentar.
   Um bónus neste livro é que é tudo feito por motivos de honra. Este é o ponto que falta sempre nas intrigas e o que torna apelativo neste, o facto de haver um código de honra duramente cumprido e que leva à morte imediata quem não o cumpre. Conclusão, as traições e as jogadas de sorte têm de ser muito bem calculadas.
   De resto o autor não me desiludiu com esta parceria. As personagens estão bem desenvolvidas e o enredo muito bem conseguido. Houve apenas uma parte em que a história diminui um bocado de intensidade, mas para logo voltar a subir e manter a expectativa em cima. O ambiente ao mesmo tempo meio alienígena e meio japonês é algo interessante e que dificilmente imaginaria.
   Aconselho a todos este livro. Um bom livro que vai entreter o leitor e levá-lo mais longe do que julgaria.
   Boas Leituras... ;)
8.5/10

André

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Booking Through Thursday - Capinar

   Tu alguma vez "capinas" os livros que não queres da tua biblioteca pessoal? Se sim, o que é que fazes com eles?

   André: Bem, pergunta simples: eu nunca me livro dos meus livros, se os li, ficam comigo, quer tenha gostado quer não. Para além de ficarem sempre bem muitos livros em estantes, são sempre uma recordação do que se deve ( ou NÃO) ler.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Na Casa do Rei Dragão - Stephen Lawhead

   "Um guerreiro mortalmente ferido cai desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tem de fazer a sua escolha; entre uma vida tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos. Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrasté-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood."

   Boas Leitores...
   Nova opinião aqui no blogue, de uma nova trilogia (mais uma). Felizmente estão todos publicados cá em Portugal e baratinhos até!
   Quanto a este primeiro volume o que tenho a dizer... Não muito. É estranho porque o livro parece cair mais numa categoria infanto-juvenil, no entanto a escrita não está assim tão adaptada para essa faixa etária, mas para leitores mais velhos tem imensas incongruências que não passariam despercebidas facilmente.
   O enredo é simples, idade média, reis em batalhas, inimigos a querer o trono, um grande vilão, um rapaz vindo de um sítio inóspito que se torna numa espécie de "escolhido", etc... Como percebem não é nada de novo nem para mim nem para a maior parte dos leitores.
   Se adicionarmos ao que disse acima algumas inconsistências que não direi a bem dos spoilers o livro perde grande parte do seu interesse e torna-se uma leitura monótona, apesar de pequena (não chega às 400 páginas o livro).
   As personagens poderiam ser melhor desenvolvidas. Só o protagonista é que teve um bom desenvolvimento. Outra parte que achei interessante foi a parte mitológica e espiritual da obra, foi uma perspectiva diferente e que acabou por ficar bem feita.
   Em breve lerei a continuação, aí veremos se melhorou e se posso aconselhar-vos a lê-los, ou se a pontuação diminuiu.
   Boas Leituras... ;)
4/10

André

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Soul Eater Vol.4 - Let Us Have Mercy On The Crying Soul - Atsushi Ohkubo

   "Maka and Soul meet with Doctor Stein for an intensive tutoring session. Though Stein warns that they may not be able to resonate if they fail to complete the training, Maka insists, desperate to become stronger so that Soul is never hurt again. But Soul's strange nightmares have made him reluctant to seek power, and his unwillingness to share his fears only frustrates his partner. With their soul wavelengths pulling apart, will the pair manage to come together when danger emerges on their next mission?"

   Hey guys!
   A primeira crítica do ano não demorou muito a chegar, veremos se isto é um bom presságio para o resto do ano. Aqui temos o quarto volume de Soul Eater de pelo menos vinte e cinco (mas o 24º e o 25º ainda não estão disponíveis em inglês).
   Hoje começo por falar na arte, que tem vindo a melhorar desde o 1º volume onde achava as personagens muito infantis. Até pode ser só ilusão minha mas acho que já estão mais semelhantes ao anime (excepto numa ou outra página onde desenham com mais pormenor e aí as personagens ficam só esquisitas).
   Quanto ao desenvolvimento da história neste volume, em cinco capítulos quatro deles foram decisivos para a continuação da história e um foi um capítulo de comédia basicamente (e que serviu bem o propósito porque era das cenas que me lembrava melhor do anime e adorei ler essa parte). O positivo deste mangá é que os capítulos que desenvolvem a história não são longos nem enrolam muito, são normalmente pequenas histórias de dois capítulos que acabam a saber-se bem mais do que antes.
   Neste volume o enredo já não se centra tanto num único par principal, agora todas as personagens têm os seus momentos de "fama", o que é positivo para quem prefere umas a outras.
   O fanservice também foi quase inexistente, bom sinal para quem não acha piada nenhuma a esse tipo de estratégia.
   Um dos únicos problemas neste mangá, é que depois de lê-lo, sabe-me sempre a pouco. Gostava sempre de ler mais um pouquinho, mas acho que isso é inevitável se algo que se lê é bom e gostamos.
   Um mangá brilhante e que estou desejoso de chegar a partes onde o anime não chegou, para saber de mais coisas emocionantes. Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem no seguinte link: Crítica - Soul Eater vol.3 - Rip off the Pitch-Black Soul
   Boa Leitura... ;)
8/10

André

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Booking Through Thursday - 2014

   Qual foi o teu livro (ou livros) favorito de 2014? Que leitura realmente captou a tua atenção? Faíscou o teu interesse? Mudou o teu mundo? Fez-te rir?

   André: Acho que no ano de 2014 os livros que me surpreenderam mesmo muito foram poucos, podia contá-los pelos dedos de uma mão. Apenas 3 tiveram essa característica, The Dragon Reborn, Jóia Perdida e O Perfume. Mas o certo é que valeram imenso a pena, foram leituras espectaculares que tanto me fizeram rir como ler de forma voraz como se não houvesse amanhã. Esperemos que 2015 traga ainda mais livros desses.