quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Livro II - Lev Tolstói

   "Uma obra verdadeiramente monumental, justamente considerada património universal, descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e suas vulnerabilidades com uma aguda percepção psicológica. Mais particularmente, o enredo deste romance decorre durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. A partir deste fundo histórico e épico onde se movem mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói visou criar um retrato realista da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da vida sofrida dos soldados e dos servos. Este quadro presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Através da sua escrita, sentimos que é o próprio Tolstói que se debate com as suas contradições interiores, que haveriam mais tarde de o levar a procurar na espiritualidade uma resposta aos seus anseios mais profundos. O seu legado literário figura a par do de outros escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov. A presente obra - publicada em quatro volumes - foi traduzida diretamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excecional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."

   Boas Leitores!
   Antes de mais nada, que tenham umas boas entradas no ano de 2016, cheios de boas obras literárias!
   Agora quanto a esta obra. Segundo volume de quatro da obra mundialmente conhecida Guerra e Paz.
   Este volume versa mais sobre as intrigas da corte, com imensos bailes, serões e festas em casas da aristocracia russa. Não é mau de todo, é um romance histórico que está acima de muitas obras que tentam simular intrigas de cortes de fantasia. Fiquei atraído muito mais por este volume do que pelo anterior, que teve pouca desta intriga (e também por ser a introdução de centenas de personagens diferentes com nomes demasiado complexos para serem decorados rapidamente).
   Mas este volume não se foca apenas nas intrigas, há muitos capítulos dedicados completamente a discursos de certa forma filosóficos sobre o objectivo do ser humano, e o seu alcance para a felicidade e para a plenitude interior sempre em batalha com as coisas exteriores que o mundo atira. Não são aborrecidas pois vão em conjunto com o enredo construído pelo autor.
   O desenvolvimento das personagens também está muito bom, vamos vendo o evoluir de certas características de algumas das personagens, que muitas vezes são acompanhadas pelos tais pensamentos filosóficos ou metafísicos e que se relacionam com o leitor muitas das vezes.
   Fiquei deveras curioso para ler o terceiro volume desta grande obra. Entretanto se quiserem saber sobre o volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Guerra e Paz - Livro I
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

Booking Through Thursday - Favoritos de 2015

   Quais foram os teus livros favoritos de 2015?
   Quantos livros conseguiste ler este ano? Estás feliz com a quantidade de leitura que fizeste? Ou desejavas ter conseguido mais tempo? (Eu sei que queremos sempre!)

   André: Os meus livros favoritos este ano com toda a certeza vão para o início da saga Mistborn de Brandon Sanderson e também para a saga de Raymond E. Feist com A Serva do Império. O livro Lord of Chaos de Robert Jordan e A Arte da Guerra também estão no meu top de 2015.
   Ao todo consegui ler 75 obras, entre elas livros, mangás e contos de vários autores. Estou feliz por ter conseguido cumprir com o proposto no meu desafio do Goodreads, mas é claro que gostava de ler ainda mais!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Bakuman vol.10 - Visualization and Imagination - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Moritaka and Akito will need to come up with an amazing new manga idea if they ever hope to get back into Weekly Shonen Jump magazine, and they only have six months to do it! But with Hattori, their former editor, helping behind the scenes, the duo might have everything in place to create the perfect story."

   Hello readers!
   Aqui temos o décimo volume de Bakuman! Finalmente atingiu-se metade deste mangá! Só falta a outra metade e poderá partir-se para uma nova saga.
   Mas por enquanto, convém mantermo-nos nesta. Que ao chegar a metade da sua história parece também atingir um marco definitivo. Após imensos volumes de trocas e baldrocas com séries e one-shot e várias outras coisas, os protagonistas parecem chegar à corrida final para terem uma série estável. E é essa a questão que fica no final do volume, será que conseguirão, ou não? Parece a mesma pergunta que se faz ao final de todos os volumes, resultando numa aparente falta de enredo.
   Mas não. Alguns volumes são de facto como disse, mas este desenvolve-se de maneira boa com entusiasmo e comédia à mistura mas sem ser demasiado. Lê-se muito bem, principalmente quando os protagonistas andam em missões secretas ou crimes perfeitos. Foi um momento de nostalgia de quando se é criança e que faz os leitores sorrirem sempre.
   Como disse acho que este volume marcará um ponto onde o mangá deixará de envolver a história na ansiedade de ter uma série ou não, mas de manter a série e chegar ao anime, o objectivo de ambos os protagonistas. Se vão chegar lá com esta série? Isso é uma boa questão, a que gostarei de ver respondida. Tal como gostaria de ler o mangá que eles fizeram, como todos os outros despertou-me a curiosidade.
   Se a vocês é esta a série a despertar-vos a curiosidade, então basta seguirem o link para verem mais: Crítica - Bakuman vol.9 - Talent and Pride
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

sábado, 26 de dezembro de 2015

Oblívio - Filipe Faria

   "A Manopla de Karasthan juntou-os.
   Os Filhos do Flagelo uniram-nos.
   As Marés Negras marcaram-nos.
   A Essência da Lâmina separou-os.
   As Vagas de Fogo  deram-lhes esperança.
   O Fado da Sombra destruiu-a.
   Tomados pelo desânimo, os companheiros enfrentam agora o seu maior desafio e o Oblívio ameaça a própria existência, da mesma forma que parece ser a sua única salvação. Na mais negra hora de Allaryia, a Sombra ergue-se triunfante, mas nem tudo o que parece é, e ainda falta a'O Flagelo jogar a sua última cartada... Por fim, o tão aguardado sétimo e último volume das Crónicas de Allaryia, o final da épica saga que cativou milhares de leitores e que assinala um marco no fantástico português."

   Boas Leitores!!!
   Espero que tenham recebido muitos livros nesta época festiva! E que tenham sido exactamente aqueles que esperavam! Se receberam vales, sempre podem andar a vasculhar por aqui para verem algo que vos agrade. Por exemplo este livro. Sétimo e último da saga de Filipe Faria como podem ver pela sinopse.
   Se viram as minhas opiniões dos livros anteriores repararam que um ponto que falo SEMPRE quando estou a falar desta saga é a escrita do autor. Nos primeiros livros era imensamente descritiva, com parágrafos gigantescos que destruíam a energia do leitor pouco a pouco. No entanto isso foi melhorando conforme a saga foi avançado e posso dizer até que neste último volume foi o melhor nesse aspecto. A leitura era muito mais fluída e causava mais impacto, quando necessário, do que ter um parágrafo imenso em que me perdia passado um pouco.
   Não sei se foi por este ser o último volume da saga e então a história ser mais emocionante por ter todos os desenrolares dos enredos, mas o certo é que a história cativou-me ainda mais neste (efeito sinergético da escrita talvez?). Não só o enredo era complexo mas intrigante com suspanse e mistério à mistura como o desenvolvimento das personagens estava refinado, principalmente o de Seltor.
   E peguemos agora por esse ponto, falei num dos livros que achei fantástica a perspectiva de Seltor e a maneira como o autor a descreveu. Continuou com essa qualidade, é a única coisa que tenho a dizer. A adição de personagens como azigoth em Allaryia foi também um golpe de mestre na minha perspectiva, achei ainda mais entusiasmante.
   Os únicos reparos que tenho a fazer foi que o autor terminou de forma mais ou menos boa, houve muitas pontas soltas que foram propositadamente deixadas assim com o intuito de um projecto futuro, não só para atar essas pontas mas também criar um novo enredo com base no que foi dito aqui. Ou seja, não houve uma conclusão definitiva.
   Apesar de tudo, foi dos melhores livros de Filipe Faria! Aconselho a ler, mas aviso-vos que terão de passar por muito para chegarem a este. É como subir uma montanha! Se quiserem saber do livro anterior então basta clicarem aqui: Crítica - O Fado da Sombra
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Booking Through Thursday - Presente

   Que livros esperas receber como presentes nesta época festiva?
   Que livros é que RECEBESTE?
   Estás feliz ou foste correr para a livraria mais próxima para ir buscar o livro que estavas à espera de ter?

   André: Bem esta pergunta é fácil, ainda não chegou a altura de receber as prendas por isso não posso ainda dizer que livros recebi... Mas posso dizer que quase todos os que receberei foram escolhidos por mim, por isso serão boas escolhas de certeza!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Livro I - Lev Tolstói

   "Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão, e surge como uma reflexão sobre a vida humana e a sua frágil existência. Nesta obra grandiosa, as personagens amam, odeiam e lutam, mas acima de tudo anseiam por encontrar o sentido da vida. Tal como elas, também Tolstói se confrontou inúmeras vezes com a sua própria condição enquanto ser humano, refugiando-se a dado momento numa fé e religiosidade profundamente vincadas. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.A presente obra – publicada em quatro volumes – inicia uma nova colecção, intitulada «Obras-Primas da Literatura» e foi traduzida directamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excepcional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português."

   Boas leitores!
   O Natal está quase a chegar, já compraram todas as prendas? Não? Se estão com dúvidas sobre o que oferecer e que tal esta obra clássica? Este é o primeiro de quatro volumes de um único livro muito conhecido, denominado Guerra e Paz.
   Já há muito que ouvia falar dele e sempre tive curiosidade de lê-lo, mesmo sem saber qual era o tema central. Este primeiro quarto da obra é boa, com uma escrita bastante adequada para o romance histórico, e considerando que foi escrito há mais de cem anos, uma escrita assim é de louvar (claro que também parte desse trabalho foi dos tradutores que mereceram o prémio!).
   Quanto à história do livro, é meio de intriga na corte e de acção nas batalhas contra Napoleão. Vemos de tudo um pouco mas o certo é que no meio de tantas personagens é fácil perdermo-nos nelas sem conseguir lembrar ao certo qual é qual. No entanto a forma como o autor escreve sobre cada uma e as diferentes perspectivas delas num único cenário dá uma boa visão de tudo o que se passa.
   A contínua crítica à sociedade é algo que se sente desde o início e é muito boa a meu ver. Cada personagem é um ícon a uma certa característica negativa que as pessoas se tornam na sociedade. Mas por vezes há outras personagens que deixam de ser negativas para passarem a representar virtudes ou vantagens aos olhos do leitor.
   E isto em apenas um quarto do livro, precisarei de ler mais para poder desenvolver melhor esta minha opinião. Esperemos que o próximo seja ainda melhor.
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Booking Through Thursday - Audio books

   Acho que grande parte de vocês gostam de ler (ou porque é que estariam aqui), como se sentem relativamente a audio books?
   Para mim, "ler" significa usar os olhos, não os ouvidos. Por muito que assuma a sua utilidade enquanto faço tarefas ou use as minhas mãos. Eu só uso audio books para as raras viagens de condução longas, não importa quão prazeroso, não é LER, no entanto as pessoas insistem em dizer-me que gostam de ler e que os audio books são os seus proferidos. Sou o único que não sente a mesma coisa?

   André: Eu partilho parte desta opinião. Acho engraçados os audio books e já os experimentei, no entanto desconcentro-me facilmente com eles porque os meus olhos estão livres para absorver toda a informação à minha volta em vez de estarem focados numa página como seria se estivesse com um livro à frente. Mas tenho noção que para muita gente é útil e sempre ficam com conhecimento de algumas obras. Claro que para mim isso não pode ser considerado ler, é ouvir um livro.

sábado, 5 de dezembro de 2015

O Fado da Sombra - Filipe Faria

   "Os deuses estão mortos, e a sua queda deixa Allaryia à beira de uma espiral de desordem e destruição. As sementes dos planos d'O Flagelo germinam em segredo, e Aewyre Thoryn e os seus companheiros são os únicos que estão cientes da insidiosa ameaça, bem como os únicos em condições de a combater. Dá-se então início a uma desesperada corrida contra o tempo, enquanto servos renegados de Seltor conspiram para levarem a cabo a queda de Ul-Thoryn. Uma ameaça de tempos imemoriais acerca-se entretanto da Pérola do Sul, ameaçando cortar pela raiz a resistência contra O Flagelo.
   A norte, ventos gélidos prenunciam a guerra iminente e uivos nas serranias norrenas anunciam o despertar de um poder anciano, que tanto poderá ser a salvação dos reinos humanos, como a sua ruína derradeira. O ponto de viragem da Oitava Era, após o qual nada será como dantes em Allaryia, é o penúltimo capítulo da saga, que neste sexto volume levanta a parada num inesquecível épico de acção e aventura."

   Boas leitores!!
   Estes livros demoram sempre uma eternidade a serem lidos, não é verdade? Mas aqui está a opinião deste! O penúltimo livro da saga Crónicas de Allaryia escritos pelo português Filipe Faria!
   Como já podem prever irei falar de alguns pontos chave deste livro que são comuns aos anteriores, e que não são necessariamente positivos:
   Comecemos pela escrita, está boa, no entanto, demasiado descritiva e pormenorizada. Uma escrita que tinha imenso potencial para se tornar excelente, visto que a parte de diálogos está no ponto e algumas descrições de batalhas/movimentos também, acaba por tornar-se demasiado pesada. Como se não bastasse a dimensão dos parágrafos acaba por cansar o leitor e fazê-lo perder-se na leitura após algum tempo. Felizmente desta vez não havia parágrafos de mais do que uma página como nos livros anteriores, e acreditem ou não, só isso já fez imensa diferença.
   E isto ainda mais por a história estar a caminhar para um fim. Já não há grandes momentos de aborrecimento em que a história enrola e enrola sem dizer propriamente nada. Este volume, apesar de um pouco extenso (mais de 500 páginas) tem um ritmo bom e um final ainda melhor. E o final não são as últimas 10 páginas, mas talvez as últimas cem!
   Infelizmente uma coisa que queria não aconteceu nesta obra. Capítulos que envolvessem a perspectiva de Seltor. Foram só os mesmos capítulos com as personagens de sempre. A perspectiva de um deus acho que precisa de criatividade para ser criada e isso demonstrava um traço de génio deste autor.
   Estou curioso para o próximo e último volume para ver se a qualidade se mantém. O desenvolvimento das personagens manteve-se bom, nomeadamente Aereth e Culpa. E o enredo acaba de forma genial. Por isso agora é esperar e ler!
   Se entretanto quiserem saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Vagas de Fogo
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Booking Through Thursday - Agradecido

   O que é que na leitura faz sentir-te mais agradecido?

   André: Esta é definitivamente uma pergunta muito estranha. Nem sei bem como respondê-la. O que é que na leitura me faz sentir agradecido? Talvez o facto de poder descontrair e abstrair-me de tudo para entrar em mundos diferentes e complexos de mil outras maneiras. No entanto isto só ocorre se forem livros bons, caso contrário, o descontrair da leitura torna-se menor e acaba por ser desesperante (caso a escrita seja muito má).

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Soul Eater vol. 9 - Dukes Blaze, Soul Ignite - Atsushi Ohkubo

   "Crona's loyalties are torn as Medusa regroups and plots to beat both DWMA and her sister, Arachne, in the arms race for Eibon's demon tools. As the madness of the Kishin continues to spread, Maka, Black Star, and Kid begin even more rigorous training to master their weapons and work together as a team. Will they be ready to face Arachnophobia in time for their next mission? Or will internal strife tear them apart?!"

   Hello readers!
   Aqui estamos a meio da semana com uma nova opinião. Mais um mangá, o nono volume de Soul Eater.
   Aqui está um volume relativamente melhor ao anterior. Pela primeira vez (se a minha memória não me falha) apareceu um capítulo extra, mas atenção, não pensam que por isso tinha 6 ou 7 capítulos, manteve-se nos 5 capítulos, um deles bónus.
   E era um bónus genial, apesar de não contribuir nada para a história da saga (claro, se não, não seria chamado capítulo bónus) introduz uma personagem simbólica do anime, sim estou a falar de Excalibur. Uma das personagens mais engraçadas e idiotas, num bom sentido, que existe no anime.
   Quanto aos outros quatro capítulos de história, no geral acho que avançou bem tendo em conta que é mangá, e portanto os avanços nunca são muito grandes. As perguntas geradas pelo capítulo final é que me deixaram desejoso de poder ler o volume seguinte!
   Mais uma vez o fanservice foi para lá de óbvio, mas desta vez foi concentrado praticamente todo num capítulo, que foi o bónus. Ou seja apesar de ter havido este tipo de entretenimento para chamar outro tipo de público-alvo, não interrompeu o fluir da história central, foi num à parte e no contexto do capítulo até se suportou.
   E acho que finalmente houve desenvolvimento de personagens, não todas, porque isso também não esperava, mas pelo menos uma mão cheia delas deixou libertar alguns pormenores essenciais para entende-las. Talvez o factor da loucura que está a aumentar dê possibilidade ao autor para ligar os leitores às personagens que nem sempre são visivelmente fáceis de perceber.
   É um volume melhor do que o anterior sem dúvida, e portanto se leram o anterior, não desistam, ele melhora! Se quiserem ler a opinião do volume anterior, é seguirem este link: Opinião - Soul Eater vol.8 - A Heart Full of Motion, a Soul Full of Dignity
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

domingo, 22 de novembro de 2015

A Casa de Gaian - Anne Bishop

   "Começou com uma caça às bruxas, mas o plano do Inquisidor-Mor para eliminar todos os vestígios de poder feminino que há no mundo prevêem agora a aniquilação dos barões de Sylvalan que se lhe opõem... e a destruição do berço de toda a magia: a Serra da Mãe.
   Humanos e feiticeiras formam uma aliança difícil com os Fae para fazerem frente a esse inimigo terrível. No entanto, mesmo unidos, não têm força suficiente para resistirem aos exércitos mobilizados pela Inquisição. Procuram por isso o apoio do último aliado ao qual podem recorrer: a Casa de Gaian. As feiticeiras que vivem isoladas na Serra da Mãe têm poder suficiente para criarem um mundo... ou para o destruirem.
   O antigo lema das bruxas «Não fareis o mal» arrisca-se a ser esquecido por força de uma necessidade mais premente: a necessidade de sobreviverem."

   Boas leitores!
   Aqui está o final da trilogia Pilares do Mundo! Esta foi das trilogias mais rápidas que li. O tempo entre volumes não se estendeu eternamente como algumas das colecções que tenho (e ainda inacabadas).
   E ao que parece o último livro foi o melhor deles todos. Anne Bishop começou de forma pobre com o primeiro volume assemelhando-se muito a romances celtas do género Juliet Marillier, mas abaixo desta. Mas o segundo volume melhorou um pouco e agora este melhorou ainda mais.
   A história ganha profundidade, e com isso quero dizer complexidade, não só ao nível da acção mas também ao nível das personagens. Houve muitos momentos da minha leitura em que aconteceram coisas que não esperava, o que é um bom sinal.
   Uma qualidade desta autora é que consegue introduzir personagens num livro como este, que é o final da história, e mesmo assim desenvolvê-las até ao mesmo nível que outras personagens que vão desde o primeiro volume. Sem dúvida que a personagem que mais marca esta trilogia é Morag, e ainda mais neste livro, mas personagens novas como Selena não ficam atrás.
   Houve muitos pontos que tinham sido deixados em aberto no livro anterior e que foram devidamente fechados, com boas explicações. Já outros permaneceram na mesma, deixando o leitor um pouco curioso quanto a isso, desejando haver um mini-livro a explicar essas situações.
   Infelizmente o livro não é perfeito, e algo que tinha ficado curioso ao acabar o segundo volume da trilogia seria a parte bélica desta terceira obra. Pois bem, a parte bélica não foi praticamente desenvolvida, essa é a única parte que eu acho que Anne Bishop falha, poderia adicionar essa vertente e ter tornado este livro muito bom.
   É uma trilogia que sobe a sua pontuação gradualmente chegando a um bom lugar no fim, mas se querem lê-la terão de penar um pouco no início, por isso: Boa Sorte!!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

domingo, 15 de novembro de 2015

A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo - Stieg Larsson

   "Depois de uma longa estada no estrangeiro, Lisbeth Salander regressa à Suécia, cede o pequeno apartamento onde vivia à sua amiga Miriam Wu, e instala-se luxuosamente numa zona nobre da cidade. Pela primeira vez na vida é economicamente independente, mas cedo percebe que o dinheiro não é tudo: não tem amigos nem família e está só.
   Mikael Blomkvist, que tentara contactar Lisbeth Salander durante meses, sem sucesso, desiste e concentra-se no trabalho. À Millenium chegou material para uma notícia explosiva: o jornalista Dag Svensson e a sua companheira Mia Johansson entregam na editora dois documentos que provam o envolvimento de personalidades importantes numa rede de tráfico de mulheres para exploração sexual. Quando Dag e Mia são brutalmente assassinados, todos os indícios recolhidos no local do crime apontam um suspeito: Lisbeth Salander. O seu passado sombrio e pouco convencional não abona a favor da sua imagem e a polícia move-lhe uma implacável perseguição. Lisbeth Salander, que está disposta a romper de vez com o passado e a punir aqueles que a prejudicaram, tem agora de provar a sua inocência e só uma pessoa parece disposta a ajudá-la: Mikael Blomkvist que, apesar de todas as evidências, se recusa a acreditar na sua culpabilidade."

   Boas leitores...
   Já demorava a aparecer uma nova opinião por aqui, não é? Aqui está a opinião do segundo livro da famosa tetralogia (até à pouco tempo era apenas uma trilogia) Millenium, dos quais já estão todos os livros publicados em português.
   É um policial, com uma escrita bastante fluída sem ser demasiado simples. No entanto como policial acho que prolonga-se demasiado até que haja o "despoletar inicial". O que é isto? É normalmente o primeiro crime que põe as engrenagens da perseguição/investigação policial a correr. O autor faz bem o enquadramento e vai construindo o cenário ao longo da narrativa, mas torna-se demasiado extensa até que ocorra algo.
   Mas por outro lado, as surpresas que este género tende a dar (ou não quando se torna previsível) foram cumpridas nesta obra. Os plot-twists que se arranjam são bons e surpreendentes.
   O desenvolvimento de algumas personagens, nomeadamente da protagonista está bem feito, detalhado mas não aborrecido. O autor vai dando as informações de vez em quando como pequenas recompensas em vez de ser tudo em catadupa.
   Em relação ao primeiro livro acho que esteve um pouco melhor. Pelo menos o mistério prolongou-se ao longo do livro com diversas coisas a acontecer e não apenas pesquisa para descobrir o "mau da fita".
   O final teve apenas um ligeiro problema, havia algumas pontas soltas que ficaram sem ser resolvidas. Será que isto será explicado no próximo volume, ou será propositado? É que do primeiro para o segundo pareceu-me apenas que era outra "aventura" com as mesmas personagens e não propriamente a continuação, tanto que a ação deste ocorre um ano depois. Estou a ver que a resposta para essa pergunta seria ler o terceiro volume... Tenho de ver se o arranjo para saber mais sobre estas personagens.
   Se quiserem saber mais sobre o livro anterior, basta seguirem o link: Crítica - Os Homens que Odeiam as Mulheres
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Booking Through Thursday - Nostalgia

   Que livro (ou livros) da tua infância pensas mais frequentemente? Que afectaram mais a tua vida?

   André: Isso depende do que se está a considerar infância... Se for quando era mesmo muito jovem então seriam os livros da Disney em geral, penso muitas vezes neles. Se for no início da adolescência então aí passariam a dois: Eragon e o último livro de As Crónicas de Nárnia. Foram dois livros que gostei imenso e que penso muitas vezes, não só pela história (que na altura era fantástica para mim e um mundo completamente estupendo) como também pelo que na altura significavam (um mundo de sonhos e possibilidades).

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Booking Through Thursday - Danos

   Alguma vez danificaste um livro? Deixaste-o cair na banheira? Derramaste um frasco de tinta? Usaste-o para absorver vinho derramado? Ou apenas partiste a sua lombada ou contracapa (coitadinho).

   André: Nunca fiz nenhuma destas coisas (e ainda bem!!) a única coisa que por vezes acontece é deixá-los cair ao chão em casa. E o pior dano que aconteceu foi uma das prateleiras das minhas estantes cair (devido ao peso dos livros) e deixar os livros todos caírem ao chão.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Conspiração 365 - Vingança - Gabrielle Lord

   "Após 365 dias como fugitivo, Cal Ormond voltou finalmente para junto da família e dos amigos, e a vida parece correr-lhe bem. Contudo, certa noite, Cal recebe uma mensagem misteriosa: «30 dias». Será realmente um aviso ou uma mera partida? Terá o seu terrível passado voltado para o perseguir?
   Quando Cal desaparece subitamente, os seus amigos não sabem o que pensar. Terá decidido afastar-se devido à pressão dos paparazzi ou a verdade é mais sinistra? Irão encontrar Cal antes que seja tarde demais?
   O relógio não pára... Cada segundo pode ser o último...
   Uma aventura de cortar a respiração!"


   Boas Leitores!
   Aposto que por este livro não esperavam! Pois é, quem daqui pensava que a saga Conspiração 365 acabava em Dezembro? Eu! Mas ao que parece existem mais alguns volumes depois disso, sendo que este é o tal 13º e o único publicado posteriormente em Portugal, acho que os volumes que se seguem não se encontram à venda na nossa língua.
   Mas então que falar sobre esta obra? Achei que fosse um simples inventar mais uma "históriazita" para poder encher chouriços e vender mais uns quantos livros. Aliás era o que pensava que seria e o que se realizou. Baseado muito na saga original mudando apenas o intervalo de tempo em que ocorre o enredo a autora nem se deu ao trabalho de dar um novo inimigo ao protagonista.
   Mas sei claro que para o público-alvo destes livros, que é o público infanto-juvenil é um livro bom que vão gostar porque continua as histórias de Cal Ormond, o rapaz que sobreviveu um ano inteiro a perseguições e tem as suas surpresas (previsíveis ou não) nos momentos-chave. E tendo pormenores engraçados como haver uma contagem decrescente não só como título dos capítulos mas também as páginas começarem do 201 para a 0 faz com que as pessoas que lerem estas obras se interessem mais por elas.
   Tive pena de mesmo apesar desta obra parecer isolada de futuras continuações, houve pontas soltas que não foram explicadas nem concluídas. Talvez a autora conte fazê-lo num dos próximos volumes... Vamos lá ver se alguma vez os lerei.
   Caso queiram dar uma vista de olhos ao livro anterior a este, ou seja, o suposto último volume da saga, então basta clicarem no link seguinte: Crítica - Conspiração 365 - Dezembro
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Luz e Sombras - Anne Bishop

   "Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam proteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira.
   Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá..."

   Boas Leitores!
   Finalmente li o segundo volume da trilogia Pilares do Mundo. E tenho o terceiro numa das minhas estantes à espera de ser lido, mas claro que vou dar uma pequena pausa antes de voltar a esta saga.
   Quanto à minha opinião sobre esta obra... Melhor do que a anterior, isso acho que sim, mas não se tornou uma obra esplêndida. O seu enredo continua meio previsível, meio sem sabor. Li as coisas mas sempre à espera que algo mais acontecesse que me fizesse despertar do torpor da leitura. Algo que me surpreendesse ao nível da trilogia mais famosa da autora. É o que dá ler algo bom e depois algo não tão bom da mesma autora. Esperamos sempre mais.
   Por outro lado houve o desenvolvimento de personagens diferentes, até porque desta vez as personagens principais não eram as mesmas que no primeiro livro. Tal como conhecer outra parte daquele mundo foi interessante, apesar de achar que por vezes o relato do narrador não correspondia muito bem ao mapa do inicio do livro, mas isso são pormenores.
   Tive alguma pena da autora não aumentar a complexidade dos Fae e colocar mais personagens assim com nomes e conotações greco-romanas. Só uma nova Fae foi apresentada com alguma relevância para a história. Isto torna o enredo um pouco simples e aborrecido (para além do que pode já ser para alguns dos leitores.
   O final do livro despertou-me a curiosidade para ver como é que a autora irá escrever uma parte que é mais bélica e que normalmente é mais descrita por autores masculinos. Tenho fé que ela conseguirá fazer um bom trabalho, só espero que não me desiluda e coloque apenas muito romance e enredo de tanga.
   Se quiserem saber sobre o primeiro volume basta seguirem este link: Crítica - Os Pilares do Mundo
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

domingo, 25 de outubro de 2015

Bakuman vol.9 - Talent and Pride - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   With Aiko Iwase teaming up with Eiji to get a series in Weekly Shonen Jump magazine, Moritaka and Akito have another major rival to contend with. Can the duo get their series serialized and succeed in Jump this time? And when Akito has to ask for permission to marry Kaya, he'll have to face her father, a master in karate!"

   Hello readers!
   Já voltou mais um mangá, desta vez o nono volume de Bakuman! Estou quase quase a chegar a metade, só mais um!
   Este volume continua a história dos dois jovens artistas que querem conquistar o mundo dos mangás. E que acima de tudo querem ser o número 1 e vencer os seus rivais, nomeadamente o tal Eiji. Esta é a grande premissa deste nono livro. A luta entre manter um mangá de comédia, estável mas que nunca terá a possibilidade de estar nos primeiros lugares ou então criar uma nova obra, original a eles e que terá todas e quaisquer probabilidades de chegar ao topo.
   Parece super entusiástico não é? Mas é preciso ter calma porque as coisas não se passam bem assim. Como disse em opiniões anteriores, este mangá é mais calmo, com a acção desenrolando-se ao longo dos volumes e não em arcos de poucos em poucos livros.
   Mas mesmo assim eles conseguem após nove volumes manter o interesse e juntar alguns elementos, uma pitada de romance outra de comédia que mantém os leitores interessados.
   Mais uma vez digo que gostava de saber mais sobre os mangás escritos pelas personagens, algumas ideias parecem brutais e tinham a capacidade de serem histórias deveras emocionantes e viciantes. Mas só uma página ou alguns quadradinhos é que são reservados para isso, infelizmente.
   No geral o que tenho a dizer? Bem, está melhor do que o volume anterior, isso de certeza, mas foi apenas mais um dos volumes medianos da colecção. Suspeito que o próximo trará um climáx que fará aumentar a sua pontuação... É esperar para ver... ou ler.
   Se quiserem entretanto saber do volume anterior a este basta seguirem o link: Crítica - Bakuman vol.8 - Panty Shot and Savior
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vagas de Fogo - Filipe Faria


   "As Crónicas de Allaryia são já um clássico da high fantasy portuguesa, aproximando-se, com este quinto volume, do furioso climáx da odisseia iniciada cinco anos atrás. As hostes d'O Flagelo despertaram do seu torpor e estão de novo à solta no continente. A Cidadela da Lâmina foi arrasada. Sirulia foi posta a ferro e fogo. Aves de mau agouro sobrevoam Nolwyn, enquanto Ul-Thoryn começa os preparativos de guerra contra Vaul-Syrith. Neste novo capítulo das Crónicas de Allaryia, os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda n'A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos, desesperançados. Embora poucos o saibam, a esperança reside em Aewyre Thoryn, mas cada um dos companheiros terá um papel a desempenhar no vindouro conflito, encontrando-se porém privados do poder da sua união. Perseguidos por algozes do seu passado, deixados à deriva em terras desconhecidas, ou aprisionados entre inimigos que julgavam amigos, vêem-se confrontados com a iminente imersão de Allaryia nas trevas que todos já julgavam desbaratadas. Porém, Seltor, o percursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não mais parecem os mesmos; ou pelo menos, não aparentam de todo ser o que dele se espera..."

   Olá leitores!!!
   Tanto tempo depois da última opinião... Mas agora cá está uma nova... E compreende-se o tempo agora, não é? Este é o quinto volume da saga Crónicas de Allaryia que em breve terminará!
   O que tenho a dizer sobre esta obra? Pois bem, inicialmente estava a gostar, até porque pensei que o problema que sempre refiro sobre este autor, que é os parágrafos gigantescos em partes de batalhas que fazem o leitor acabar por perder a noção do que está a ler (como esta frase que acabei de formar, mas em ponto de parágrafo), não estavam a existir. Até fiquei feliz por isso... Demasiado cedo.
   Não só começaram a aparecer outra vez parágrafos do tamanho de uma página ou perto disso, como também a história não se desenvolveu para tal. Foi um ritmo demasiado lento para um livro demasiado grande. Senti que havia muitas coisas desnecessárias ou que poderiam ter sido resumidas para acelerar a leitura.
   Só o início e o fim é que realmente gostei de ler e foi porque foram as alturas em que a taxa de acontecimentos chave foi maior. A não ser um ou dois capítulos que eram pequenos e encontravam-se meios espalhados pelo livro que era quando Seltor aparecia e fazia das suas. Esses capítulos achei muito bons, geniais mesmo!
   O desenvolvimento da maior parte das personagens continua bom, temi que houvessem duas que estivessem a perder essa característica mas no fim, lá está mais uma vez acontecimentos no final do livro, o autor conseguiu resolver bem, justificando de forma excelente.
   Para um livro de quase 600 páginas acho que 400 ficaria muito melhor. Esperemos que o próximo volume seja assim, compacto e com uma escrita muito boa (e com mais capítulos do género que havia neste volume com Seltor).
   Se quiserem ver a minha opinião sobre o 4º volume desta saga, então basta clicarem no link seguinte: Crítica - A Essência da Lâmina
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Booking Through Thursday - Conversação 2

   Tens pessoas com quem possas falar sobre livros que leste? Partilhar o prazer de plot twists, explorar o quão divertido foi, ou o quão mau escrito estava?

   André: Sim, felizmente tenho uma mão-cheia de pessoas com quem posso falar de livros e de todos os assuntos que os envolvem. Ainda mais por normalmente poder aconselhar novas pessoas a lerem alguns livros fora da zona de conforto delas. Até porque é assim que se conseguem descobrir pequenos pormenores que algumas vezes não apanhamos à primeira!

sábado, 10 de outubro de 2015

Provas de Fogo - James Dashner

   "Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... Lá fora, ao invés de liberdade, encontram mais uma prova. Agora têm de atravessar a Terra Queimada, uma região desértica e ameaçadora, onde os Crankos, pessoas cobertas de feridas e infectadas por uma misteriosa doença chamada Fulgor, vagueiam pelas cidades devastadas à procura da próxima vítima. À medida que Thomas vai recuperando algumas memórias confusas do passado, não pode deixar de se perguntar: saberá ele de alguma forma o segredo para a liberdade, ou ficará para sempre à mercê da CRUEL? A série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de obras como Os Jogos da Fome."

   Boas Leitores...!
   Lá temos nós uma nova opinião por aqui. E é o segundo livro de uma trilogia que comecei há pouco tempo atrás. Ao menos estou a promover a continuação da leitura de sagas que tenho inacabadas. Maze Runner é a saga de que vos falo hoje.
   Com uma escrita melhor, James Dashner consegue capturar melhor o leitor na sua narrativa. Deixou de ser um livro sobre os dilemas interiores de um rapaz (apesar de ainda ter um pouco desta vertente) para passar a ser mais um livro sobre sobrevivência e descoberta das tais provas que rodeiam as personagens e do qual se sabe muito pouco.
   Achei o ambiente muito bem criado, não só o mundo fora do Labirinto mas também a tecnologia que a CRUEL utiliza. Por vezes não sei se isso não entraria um pouco em conflito uma coisa com a outra para criar algumas incoerências.
   As personagens têm algumas falhas, não achei que estivessem muito bem desenvolvidas. Sabemos muito apenas sobre o protagonista, e depois sobre as outras personagens parece que tornam-se bipolares de vez em quando conforme o prazer do escritor.
   O enredo também é de certa forma bipolar. Por vezes é quase previsível sobre o que acontecerá, mas de outras vezes acontecem as coisas mais estapafúrdias da qual não faria a mínima ideia e que me surpreendem, o que também é um ponto positivo.
   Não sei se o filme está bem adaptado, mas o certo é que fiquei muito mais entusiasmado depois de ler este volume do que o anterior, e portanto espero ver como é que a trilogia acabará. Se entretanto quiserem ver a opinião do primeiro volume basta clicarem no seguinte link: Crítica - Maze Runner - Correr ou Morrer
   Boas Leituras... :)
7/10

André

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Booking Through Thursday - Conversação

   Que dois autores (mortos ou vivos) adorarias ter numa sala juntos, só para poderes ouvir as suas conversas?
   E o que te fez pôr esses dois autores juntos? Serão contenciosos de forma a entreter ou grandes amigos à primeira vista?

   André: Ui escolha difícil! Talvez por poder escolher um autor morto então escolheria H.P. Lovecraft e George R. R. Martin, como já li contos do mesmo género de ambos os autores talvez a conversa fosse dar um ar meio mórbido mas genial ao juntar estes dois génios assassinos de personagens ficcionais. Se tivessem de ser vivos então seria Patrick Rothfuss e Peter V. Brett, que junções espectaculares!!!

domingo, 4 de outubro de 2015

A Serva do Império Vol.2 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Os tempos mudaram e as formas de poder são hoje mais subtis e traiçoeiras. Nenhum clã pode sobreviver sem conhecer as intrigas do Jogo do Conselho. E todos sabem. Mara dos Acoma está mais implacável do que nunca. Com a vida do seu filho em perigo e a continuidade da sua Casa ameaçada, a Senhora dos Acoma usa de todos os meios para controlar a crueldade dos seus inimigos.
   Dotada de uma destreza intelectual invulgar, Mara dos Acoma coloca em causa não só as tradições dos Tsurani, como as suas próprias convicções. Neste jogo de sentimentos e poder, poderá não haver um vencedor...
   Este volume é a segunda parte de A Serva do Império, pertencente à magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Aqui está uma bela obra-prima. Esta é, como diz na sinopse, uma das melhores colaborações entre escritores. Tão boa quanto achei na obra Windhaven. Como referem também este é o segundo volume do que lá fora é um único volume intitulado A Serva do Império e é o penúltimo da saga.
   E começo por este mesmo ponto. Não sei o que virá no próximo livro, porque este pareceu-me, para além de brutal, o ponto máximo de climáx que os livros atingem quando estão a chegar ao final da sua história. Aliás, o final deste livro pareceu-me mesmo o final da saga.
   E isso é um ponto positivo ou negativo? Não sei bem. Depende muito do que virá no último livro da saga. Porque temo que deveriam ter acabado a história por aqui, e não ficaria nada chateado porque acho que foi um livro espectacular. Desde o início que fiquei sempre ansioso por ler mais.
   Todas as acções que se passaram na obra agarraram-me de tal forma que parecia que não conseguia respirar pela energia e entusiasmo que o livro traz.
   Como se isso não bastasse, o desenvolvimento da protagonista está muito bem feito e eu como leitor sentia as mudanças graduais da sua personalidade e como isso afectava ou afectaria o futuro do enredo.
   E ao falarmos do enredo temos que falar obviamente da genialidade dos autores. Capazes de criar um mundo novo com um sistema político tão intrincado e mesmo assim cheio de estratégia e manipulação e juntar a isso uma espécie de romance que não é muito novelado.
   É com certeza um livro muito bom que aconselho a todos os que gostam do género. Se quiserem saber mais sobre o volume anterior é seguirem o link: Crítica - A Serva do Império Vol.1
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

domingo, 27 de setembro de 2015

A Jóia Encantada - R. A. Salvatore

   "Drizzt do'Urden está de volta. Venha descobrir a lenda do elfo mais misterioso e temido da fantasia. E acompanhe-o na épica jornada por um mundo onde só lâminas afiadas impõem respeito.
   O assassino Artemis Entreri rapta a sua vítima, Regis, o halfling, e leva-o para Calimport onde o entrega nas mãos do vingativo Pasha Pook. Se Pook conseguir controlar a sua pantera mágica Guenhwyvar, Regis irá morrer num verdadeiro jogo de gato e rato.
   Com o auxílio de uma máscara encantada, o elfo negro Drizzt do'Urden esconde os traços da sua herança e junta-se ao bárbaro Wulfgar numa corrida desesperada para salvar o halfling. Um aliado inesperado surge no momento em que Entreri solta uma armadilha ao grupo. Mas conseguirá Regis sobreviver incólume?
   Os companheiros das Planícies Geladas lutam contra piratas ao longo da famosa Costa da Espada, desbravam os caminhos do deserto de Calimshan e confrontam monstros de outros planos para que possam salvar o seu amigo... e a si próprios."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos a acabar uma saga! Isto quase merece foguetes, visto a quantidade enorme de sagas que tenho inacabadas... Este é o terceiro e último volume da trilogia Planícies Geladas.
   Por onde começar... Talvez pelo fim para ser diferente. É um livro mediano, talvez um pouco melhor do que o segundo livro da trilogia (talvez por este ser o último e portanto ter mais pontos surpreendentes ou conclusões de partes inacabadas), no entanto não é uma obra-prima que me faça dizer que é o melhor livro de sempre.
   As trilogias deste autor são boas numa coisa: são leves, a escrita é leve e o enredo não é difícil de seguir. Para quem não esteja numa de ler coisas pesadas ou complexas então este é um bom livro.
   Por outro lado não se pode exigir muito. O enredo não é complexo, e os acontecimentos são quase todos previsíveis (houve um ou outro que me surpreendeu e daí este volume ser melhor que o anterior).
   O desenvolvimento das personagens foi bastante bipolar, no sentido em que a maior parte das personagens permaneceu igual sem que os leitores soubessem grande coisa delas mas depois o protagonista teve bastante foco nesse aspecto.
   Deste autor continuo a preferir o primeiro volume da primeira trilogia que li dele, Pátria. Achei o livro brutal e gostava que houvesse mais alguma trilogia que envolvesse essa parte do mundo de Drizzt.
   Como não há (pelo menos em português), ficarei-me por continuar a ler as obras que forem saindo... Se quiserem ver a opinião do livro anterior da saga basta seguirem este link: Crítica - Rios de Prata
   Boa Leitura... ;)
6/10

André

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Soul Eater vol. 8 - A Heart Full of Motion, a Soul Full of Dignity - Atsushi Ohkubo

   "While Black Star and Tsubaki keep Mifune and Mosquito distracted, Sid is able to locate Arachnophobia's demon tool and put an abrupt end to their sinister plans. But though the evil organization won't be manipulating anyone's morality anytime soon, the blueprints for the dangerous tool are sealed away in Shinigami-sama's secret vault rather than destroyed. Surely Shinigami-sama would never think of constructing a demon tool himself?!"

   Hello readers!
   Oitavo volume da saga Soul Eater aqui no blogue! Já alguém o leu? Ou melhor já alguém leu a saga toda?
   Pois bem este oitavo volume foi bom e mau ao mesmo tempo... No início começou mal, e temi que fosse um mau volume no geral. Porquê? O primeiro capítulo era até a continuação do "arco" que tinham deixado no volume anterior. E como tal até tinha altas expectativas de que fosse ser bom, mas acabou de forma rápida, aliás demasiado rápida. Pareceu-me que o último capítulo do volume anterior tinha servido para agarrar os leitores e como tal este seguimento já não interessava para muito.
   Mas depois as coisas começaram a melhorar. Voltaram os cenários meio macabros que achei muito bons! E como se não bastasse, os últimos dois capítulos (dos quatro que havia) também foram bons com o enredo.
   O desenvolvimento das personagens não existiu. Além de que nem todos os protagonistas tiveram algum envolvimento, o que por um lado é mau. Considerando que são protagonistas deviam aparecer e falar sempre, não digo em todos os capítulos mas pelo menos nos volumes, ou seja a cada 4/5 capítulos.
   A comédia, que é sempre um ponto forte nesta saga, quando não influenciada por bruto fanservice, também esteve pouco presente. Houve algum mas nada que me desatasse a rir como aconteceu já em alguns volumes.
   Não estava nem perto de ser tão bom quanto o volume anterior, mas também não foi dos piores. É esperar pelo próximo e que seja dos muito bons, porque a história para lá caminha! Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol. 7 - Let Our Souls Drive Us
   Boa Leitura... ;)
5.5/10

André

domingo, 20 de setembro de 2015

A Essência da Lâmina - Filipe Faria

   "Pearnon, o Escriba, continua zelosamente a contar a história de um mundo que um dia foi seu, ao longo de incontáveis e conturbadas Eras desde a sua criação. No livro anterior, a dolorosa e sangrenta demanda que levou Aewyre Thoryn e os seus companheiros através de Allaryia, saldou-se numa pesada derrota, apesar de terem conseguido escorraçar os exércitos de Asmodeon, pois O Flagelo regressou das sombras. Agora que o pai de Aewyre morreu para salvar o próprio filho, este parte para a Cidadela da Lâmina, um inquietante local de segredos ocultos. O jovem príncipe terá de aprender a dominar a Essência da Lâmina, que partilha com Kror, ou lutar por ela com o drahreg num combate até à morte. Perigos milenares penetram insidiosamente uma vez mais em Allaryia, as tramas urdidas pel'O Flagelo começam finalmente a revelar-se e os pesadelos passados ameaçam tornar-se um perigo muito real no presente. A única esperança reside no êxito que Aewyre e os seus companheiros obtiveram nas suas missões. Mas será possível vencer entidades tão superiores às suas forças? Este é o quarto volume das Crónicas de Allaryia, um mundo fabuloso e mágico, genial criação de Filipe Faria."

   Olá pessoal!
   Já cá faltava uma nova opinião, não era? Este blogue tem andado pacato, início de aulas e tal, confusão de hábitos novos. Mas aqui está e isso é que interessa! Como diz na sinopse este é o quarto livro das Crónicas de Allaryia dos sete que existem e que compõem a saga.
   Quanto à minha opinião é composta em parte por aquilo que já disse antes, nas opiniões dos livros anteriores desta saga. O livro tem uma grande capacidade de ser um excelente livro. Um enredo bom, um desenvolvimento das personagens aceitável e pitadas de mistério, suspanse, batalhas, romance entre outros.
   Mas peca pela mesma razão de sempre, a descrição exaustiva, principalmente nas batalhas. Os parágrafos chegam a ter página e meia se não mais. Como leitor isto torna-se cansativo principalmente por chegar a meio do parágrafo e já não perceber bem o que está a acontecer, o que resulta em ter de ler novamente. Acho que quando se trata de duelos, batalhas, guerras deve haver boas descrições, mas em pequenos parágrafos, torna mais fluído mas calmo e não fluído do género "tudo está a acontecer neste momento e não consigo encontrar-me aqui".
   Tirando este ponto acho que o enredo está a crescer e a tornar-se muito bom e espero que os próximos volumes desenvolvam ainda mais para atingir um clímax espectacular. A estratégia de espalhar as personagens e envolve-las em diferentes enredos também foi inteligente, faz com que o leitor não se canse das mesmas personagens e acabe por ansiar por determinado enredo.
   Duvido que a escrita do autor mude, mas espero que pelo menos a qualidade do livro não diminua nos próximos volumes. Se quiserem saber mais sobre esta saga, podem ver a opinião do livro anterior por este link: Crítica - Marés Negras
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Angelópolis - Danielle Trussoni

   "Angelópolis  é a sequela de Angelologia, um sucesso à escala global que marcou a auspiciosa estreia da autora no universo da ficção e que foi também um bestseller do New York Times. Uma vez mais, voltamos a entrar num mundo onde se cruzam, com brilhantismo e sofisticação, história, mitologia e os universos bíblico e fantástico. A batalha entre os humanos e os seus maiores inimigos - os Nefilins - intensifica-se, atingindo proporções aterradoras, um inferno de perigos e paixões desmesuradas. Verlaine é agora um caçador de anjos de elite que trabalha para a Sociedade Angelológica, e que se empenha a fundo em capturá-los e eliminá-los. E quando Evangeline, a mulher que ama e cujo segredo prometeu guardar, é raptada diante dos seus olhos por uma das criaturas mais procuradas pela Sociedade há mais de um século, tem início uma perseguição que leva Verlaine e os seus colegas angelologistas até aos palácios de São Petersburgo, à Sibéria e às costas do Mar Negro, onde os aguardam a verdade sobre as origens de Evangeline e forças terríficas, capazes de ameaçar o futuro de toda a humanidade."

   Boas Leitores...
   É engraçado ver há quanto tempo foi que li a obra anterior desta colecção e o quanto mudou desde lá. Não só o blogue ganhou imensos seguidores como as próprias críticas tornaram-se mais construtivas e elaboradas. Tal como a forma de olhar para os livros.
   Vamos falar então deste aqui, o segundo desta colecção de número ainda indeterminado. Em poucas palavras: é mau.
   Comecemos pelo enredo, diferiu bastante do livro anterior, fiquei sem perceber para que lado é que a autora se queria virar, se ficção, se bíblia, se policial, se fantástico. Entre tanta coisa perdeu-se tudo num misto de incoerência.
   Seguindo para as personagens, num livro de trezentas e tal páginas não houve desenvolvimento nenhum das personagens, só andavam de um lado para o outro a fazer aquilo que tinham de fazer.
   No entanto, acho que o pior de tudo no livro foi a escrita. Não me lembro se era assim no primeiro livro, mas aqui neste estava péssima, houve imensas vezes que me perdi e não porque a escrita era demasiado elaborada, era porque pura e simplesmente as acções eram atiradas para o leitor sem qualquer anteceder. As coisas aconteciam e só se pensava "então mas o que está a acontecer?". Uma obra que me fez lembrar não pelo género mas pelo desastre quanto à escrita foi o último livro da trilogia Os Jogos da Fome. Confuso até mais não.
   Os únicos pontos que esta obra leva é pela originalidade de tema, em vez de ser vampiros ou fadas ou lobisomens, o tema central são anjos. E outros pontos pela tentativa de juntar lados científicos com bíblicos para serem explicados todos numa única teoria unificadora.
   Mas estas duas coisas não compensam de todo o livro, não vos aconselho a lerem, só se estiverem numa de acabar a colecção (mas esta não está ainda acabada). Se quiserem ver como os tempos mudam e a crítica do volume anterior (e como a saga mudou) sigam o link: Crítica - Angelologia
   Boas Leituras... ;)
2.5/10

André

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Bakuman vol.8 - Panty Shot and Savior - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   Drama swirls around the manga creators as they try to move forward after being canceled from Shonen Jump. Moritaka and Akito work hard on a new comedy story pitch while Aoki and Nakai struggle with some personal issues. But when Kaya uncovers Akito's meetings with Aoki and Iwase, things might never be the same."

   Hello readers!
   Oitavo volume! Aqui está mais um dos vinte que compõem a saga Bakuman. Estou praticamente a metade da saga!
   Até agora diria que Bakuman é uma saga bastante estável, sem grandes pontos fortes que me falam ficar super entusiasmado mas também sem grandes pontos fracos que me façam detestar a série. Como eles dizem em vários capítulos, é como se fosse um mangá de comédia, mais estável na pontuação.
   Infelizmente este volume desiludiu-me um pouco. Porquê? Digamos que a primeira palavra do terceiro parágrafo da sinopse descreve o volume... "Drama". Sim, este volume foi muito à base de drama entre casais. Não avançou praticamente nada no enredo principal que é a publicação de séries de mangás e a sua transição para anime.
   Por mim não faz mal haver a parte de desenvolvimento do romance e dos desarranjos que existem nos casais, mas acho que deveria ter sido acompanhado com grande parte do enredo principal. Deu-me a sensação que era mais o oposto, o enredo principal serem os casais e o secundário os mangás.
   Gostava também que os mangás que são desenvolvidos dentro desta saga fossem mais explorados. No anime isso acontecia, eles davam nem que fosse um minuto inteiro sobre a história do outro mangá. Aqui é apenas uma página que representa a capa e não se sabe muito mais.
   Enfim espero que os próximos volumes foquem-se um pouco mais no assunto que me levou a ler o mangá. Mas pensando bem se são 20 volumes e eu só vou no oitavo, deve haver ainda muita palha lá para o meio... Veremos.
   Para quem está interessado na saga podem ver a minha opinião do volume anterior seguindo este link: Crítica - Bakuman vol.7 - Gag and Serious
   Boa Leitura... ;)
4.5/10

André

domingo, 30 de agosto de 2015

A Serva do Império vol.1 - Raymond E. Feist & Janny Wurts

   "Ninguém conhece os meandros do Jogo do Conselho melhor do que Mara dos Acoma. Através de sangrentas manobras políticas, ela tornou-se uma poderosa força no Império; porém, rodeada de mortíferos rivais, se Mara quiser sobreviver, tem de ser a melhor.
   Como se isso não bastasse, Mara tem de combater batalhas em duas frentes: no viveiro de intriga e traição que é a corte dos Tsurani, e no seu coração, onde a paixão por um escravo bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que regem a sua vida.
   A Serva do Império é o segundo volume da magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico."

   Boas leitores!
   Desde que li o primeiro volume desta colecção que estava desejoso de poder ler mais... Pois bem, já li o segundo volume e ainda bem que o fiz. Este é então o segundo de quatro livros que existem em português. Em inglês a colecção é apenas uma trilogia. Cá em Portugal o 2º livro foi dividido em dois.
   E já que falo nisto acho que pela primeira vez achei por bem terem dividido o livro. Sei que provavelmente foi por razões de lucro e não de conveniência ao leitor. Mas este livro apesar de muito bom tornar-se-ia demasiado denso se estivesse com outro livro da mesma grossura, ou quase, englobado.
   Então e porque é que continuo a querer ler mais desta saga? Porque até agora está feito um cenário brilhante. A intriga continua sem perder qualquer ritmo, não houve nenhuma incoerência e o enredo só fica melhor!
   Disse na opinião do primeiro livro que ler o duo O Mago - Aprendiz e Mestre ajudava a entender a história no início, mas com este livro achei simplesmente espectacular o facto de um dos grandes acontecimentos do O Mago - Mestre aparecer neste livro numa perspectiva diferente, soube tãããão bem ler isso!
   Só houve um momento na minha leitura que julguei que estava tudo perdido para este duo de escritores. Foi quando foi apresentado o "bárbaro" de que falam na sinopse. Pensei mesmo que a história fosse tomar um rumo comercial e romantizado até dizer chega. Mas não aconteceu, apesar de haver um certo romance a história não se torna só nisso, ganha talvez mais camadas! E ainda bem! Se não conhecesse a saga e fosse ler esta sinopse diria que este livro se tratava de outro igual a tantos que já li, mas não! É completamente diferente.
   E é por isso que darei uma pontuação adequada! Se quiserem ver a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - A Filha do Império
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Booking Through Thursday - Viajar

   Gostas de ler livros sobre lugares longe de ti? Guias de viagem, memórias, o que quer que seja? Lugares onde já estiveste? Ou lugares a que tu nunca foste?

   André: Acho que depende um pouco do mood, normalmente é sempre sítios onde nunca estive, mas mais para os mundos fantásticos ou planetas completamente diferentes. Mas assim de vez em quando ao ler algo e de repente deparo-me com locais onde já estive e que reconheço os pormenores que o autor ou autora me descrevem é sempre fantástico. Principalmente quando é a cidade onde sempre viveste, o orgulho aparece sempre por pelo menos a cidade ser reconhecida não só por ti mas por mais pessoas algures no mundo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os Pilares do Mundo - Anne Bishop

   "Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura.
   Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem pouco a pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados.
   Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga.
   A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo..."

   Olá olá!
   Anne Bishop voltou! Há imenso tempo que não tínhamos pelo blogue nenhuma obra dela, mas aqui está ela. Desta vez começa uma nova trilogia, denominada Pilares do Mundo e que os três volumes estão publicados em português felizmente.
   Aconselharam-me a ler este livro dizendo que era engraçado e bastante original. No entanto não foi isso que achei. Se compararmos com as outras obras da autora esta deixa mesmo muito a desejar. O mundo original criado por Anne Bishop na trilogia Jóias Negras é imensamente melhor que este. E se não compararmos esta obra com obras da mesma autora mas sim com obras de outras autoras que escrevem neste estilo digamos que a originalidade também não foi o ponto forte.
   Muito à semelhança de autoras como Juliet Marillier esta obra é simples e com um enredo fraco e previsível. Pontos positivos para esta obra? Bem, tenho de admitir que juntar os Fae, que são criaturas mitológicas nórdicas com deuses greco-romanos foi original. Mas isso não bastou.
    Esta obra não leva uma pontuação muito má porque era um livro pequeno, de escrita simples que se calhar, quando dirigido para o público-alvo, atinge perfeitamente os objectivos. E se calhar atribui-se alguns pontos pelo desenvolvimento da protagonista e de uma ou outra personagem. Já outras ficam em branco, sem qualquer informação para criar ligação com o leitor.
   Não sei se esta trilogia terá capacidade para melhorar. A maneira como acaba deixou-me meio agridoce. Por um lado tem algo que é completamente previsível e que deixou-me desanimado por espetar nos olhos do leitor "o próximo livro vai ser mais do mesmo". Mas por outro lado há uma justiça meio poética para algumas personagens, que admito que me fez sorrir quando li. Terei de esperar para ler o segundo volume...
   Boas Leituras! ;)
4/10

André

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Metamorfose - Franz Kafka

   "«Quando Gregos Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto.»
   Com esta frase de abertura, Kafka revela ao homem moderno a sua sinistra condição. Depois de descobrir, ao despertar, que se transformou num enorme insecto, Gregor Samsa torna-se um objecto repugnante, e é obrigado a esconder-se no interior dos seus aposentos. Pouco a pouco, sob pressão das exigências da vida prática, a família ir-lhe-á dando cada vez menos atenção, até que um dia, no termo de um episódio particularmente trágico, a irmã declara que têm de deixar de reconhecer Gregor como um dos seus. A Metamorfose é uma parábola terrível sobre a alienação humana, uma narrativa sobre o absurdo da vida e sobretudo sobre os processos de exclusão, que conserva ainda hoje toda a sua carga revolucionária."

   Hallo leitores!
   E aqui estamos nós com outro clássico. Este blogue ultimamente é só grandes leituras (mas claro que isto não se vai manter por muito tempo). Se estão interessados neste livro NÃO LEIAM A SINOPSE. De forma alguma. Este é um livro isolado.
   Porque digo para não lerem a sinopse? Porque é o maior spoiler de sempre. Se já sabem a história porque alguém vos contou não devem ler também. Acaba por revelar-vos quase o enredo todo. Ainda bem que só o li depois (como faço com grande parte dos livros).
   É um livro bem pequeno, esta edição passava das cento e poucas páginas (fiquei mesmo muito tempo a pensar se não teria adquirido uma edição que não contivesse a história toda, por menos sentido que isso fizesse. Espero que isso não tenha acontecido.). No entanto até traz uma história bem engraçada.
   Sendo curto não há tempo para criar ligação com nenhuma personagem nem para exigir um grande desenvolvimento das mesmas. No entanto acho que conforme a leitura vai avançado o absurdo e a estranheza de tudo aquilo vai entranhando-se em nós até que fiquemos a pensar realmente no que estamos a ler.
   Nota-se claramente as ligações que são feitas entre a obra e a realidade, muitas delas relacionadas com a vida pessoal do autor. Podem não entendê-las à primeira mas se fizerem um pouco de pesquisa sobre a biografia do autor compreenderão melhor a obra que é.
   Fiquei curioso para ler mais coisas do mesmo autor, desta vez algo que seja maior e mais desenvolvido. Talvez o faça.
   Boas Leituras... ;)
7/10
André