quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Desculpa, Mas Quero Casar Contigo - Federico Moccia

   "Alex e Niki, mais apaixonados do que nunca, regressam do farol na Ilha Azul, onde passaram dias inesquecíveis.
   Niki reencontra as amigas, mas o seu grupo - as Ondas - vai deparar-se com grandes mudanças que irão pôr à prova a sua amizade.
   Alex retorna a sua antiga vida e os seus velhos amigos. Flavio, Enrico e Pedro passaram de maridos tranquilos e seguros a ter de enfrentar muitas dificuldades que têm vindo a abalar os seus casamentos.
   E todas estas pessoas - homens e mulheres de diferentes idades -, cada uma à sua maneira, vão reflectir sobre o amor. O amor existe? A crise dos sete anos será mesmo verdade? Aqueles que dizem que o amor não pode durar mais de três anos têm razão? E a pergunta mais difícil: O amor pode durar para sempre?
   É então que Alex decide arriscar e pedir Niki em casamento..."

   Boas leitores...
   Antes de começar a escrever sobre o livro deixem-me desejar-vos umas boas entradas no ano que aí vem e que 2015 seja um ano brilhante em leituras, não só para mim, mas também para todos vós!
   Agora sim, livros. Outro do autor italiano Federico Moccia, sim parece que ando a ler muitos livros dele, mas agora vai parar e vou direccionar-me para outros livros. Este é a continuação de uma primeira obra, que no final da crítica vai estar um link da opinião que tive sobre esse livro que podem espreitar à vontade.
   Já se tinham passado quatro belos anos desde que li o livro anterior pelo que a história já estava meia difusa na minha cabeça, lembrava-me vagamente do romance e dos pontos-chave da história. O que bastou porque facilmente consegui recordar-me das coisas, com grande ajuda da escrita simples do autor (apesar de de vez em quando ter uns parágrafos um pouco grandes que podiam ser divididos em mais, mas isso é um problema geral da escrita dele, já reparei).
   Relativamente a enredo, nada de especial, continua a ser um livro equivalente a um "filme de domingo à tarde" (apesar de cá em Portugal já não passarem muitos infelizmente). Uma comédia romântica quase, onde sabemos que tudo acaba por acabar bem.
   O interessante foi Federico Moccia ter ao mesmo tempo conseguido introduzir diversas histórias diferentes mas que no fundo se relacionam sempre com a mesma coisa, o amor. Vários pontos de vista que gerariam por certo imensa discussão, mas isso deixo ao vosso critério.
   Para o género, é um romance bem actual, sempre com imensas referências a músicas, marcas e outras coisas do século XXI, e que está razoável. Se quiserem saber mais sobre o livro anterior, sigam este link: Crítica - Desculpa, Mas Vou Chamar-te Amor
   Boas Leituras e boa passagem-de-ano! ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Booking Through Thursday - Presentes Festivos


   Recebeste alguns bons livros como presentes de Natal este ano? Já os leste?
   Se não, eram alguns dos que esperavas receber?
   André: De todo, recebi dois livros sim, mas foram completamente aleatórios e nada do que esperava receber (não que esperasse receber muitos livros). E ainda nem comecei a lê-los, só daqui a muito tempo, provavelmente. 
  

A Conspiração - Dan Brown

   "Quando um satélite da NASA descobre um estranho objecto enterrado nas profundezas do Árctico, a agência espacial vangloria-se de uma descoberta de que muito necessita. Para verificar a autenticidade da mesma, a Casa Branca chama Rachel Sexton, especialista dos serviços secretos, que se vai deparar com a maior conspiração de que há memória."

   Boas leitores...
   O Natal está quase a acabar e estamos a aproximar-nos a passos largos do Ano Novo. Em princípio ainda haverá mais duas críticas a contar com esta, por isso estejam atentos.
   Falando desta obra, outra do famoso escritor Dan Brown, que já conta com muitos livros (e nem todos com boa qualidade).
   Este não foi dos melhores dele digo já. Após ler todo o livro achei-o demasiado exaustivo e comprido para uma premissa que era bastante simples. Foi basicamente esticar a história até não poder mais.
   Outro problema foi que quando o enredo chega a meio, acaba por dar cabo de toda a história anterior fazendo com que perca toda a credibilidade possível. Considerando o background das personagens que aparecem, nenhuma delas consideraria fazer as coisas daquele modo se fossem cientistas especialistas. Como uma das personagens afirma mesmo, o Princípio da Parcimónia deve ser sempre aplicado, mas não neste livro pelos vistos.
   Mesmo tendo o autor uma escrita simples (neste livro foi por vezes um pouco cansativa nas descrições) os capítulos são sempre estruturados de forma a incentivar a leitura para se saber mais, mesmo que, com isso, o livro tenha mais de 130 capítulos.
   O "encontro final" como gosto de chamar, quando se descobre quem é o cabecilha por detrás de tudo, não pareceu de todo um encontro final. Só percebi que o era quando comecei a perceber que faltavam poucas páginas para o livro acabar. Claro que isso resultou numa coisa: fim apressado e sem muito nexo.
   Decididamente este não é dos melhores livros dele, não o aconselho muito.
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Guerra É Para os Velhos - John Scalzi

   "John Perry fez duas coisas no dia do seu septuagésimo quinto aniversário, primeiro visitou a campa da mulher e a seguir alistou-se no exército.
   A boa notícia é que a humanidade finalmente é capaz de viagens interestelares. A má notícia é que planetas capazes de sustentarem vida são escassos e que raças alienígenas, dispostas a lutarem para ficar com os planetas, são comuns. Sendo assim, nós lutamos para defender a Terra e para manter o direito aos planetas que descobrimos. Longe da Terra, a guerra dura há décadas. É brutal, sangrenta e não dá tréguas.
   A Terra é um planeta atrasado em termos de desenvolvimento. O grosso da tecnologia e do desenvolvimento da humanidade está nas mãos das Forças de Defesa Coloniais. O que todos sabem é que, quando se atinge a idade da reforma, pode-se juntar às FDC. Não querem gente jovem, mas quem tem os conhecimentos e a experiência de décadas de vida.
   O candidato será levado da Terra, onde nunca mais lhe é permitido voltar. Irá servir dois anos na frente de batalha. E, se sobreviver, receberá um pedaço de terra numa das, arduamente conquistadas, colónias novas.
   John Perry resolveu aceitar a proposta. Ele tem uma vaga ideia do que o espera. Porque a verdadeira luta, a anos-luz de casa, é muito mais dura que tudo aquilo que ele pode imaginar."

   Boas Leitores...
   O ano está quase a acabar e o meu desafio Goodreads ainda não está terminado (para grande vergonha minha) pelo que agora tenho de ler os últimos livros rápido. Felizmente este nem tive de ler apressadamente, o gosto pelo livro foi grande o suficiente para me querer fazer ler mais e mais.
   Mais uma vez (porque isto está sempre a acontecer-me) este é mais um livro com colecção de imensos volumes (nove para ser mais exacto) dos quais tentem advinhar quantos estão publicados em português... Um (como sempre).
   E infelizmente, porque achei este livro muito bom. A ideia é original (não que tenha um grande background de ficção científica, mas do que li até agora achei interessante) e a escrita foi bem concebida.
   Falando primeiro da escrita, é leve, sem grandes descrições exaustivas, por vezes irónica ou satírica e que consegue captar o leitor e deixá-lo levar sem se aperceber.
   O rumo da história passa rapidamente e quando acaba o leitor só tem tempo para pensar "Já? Mas então e agora? Queria mais um bocado.". Parecem poucas aventuras e ao mesmo tempo parece uma vida descrita num livro de 300 e poucas páginas.
   O único ponto negativo que tenho a apontar foi o final, achei-o um pouco abrupto, sem algo que me deixasse mesmo curioso para saber o resto, deveria ter mais umas páginazitas com pequenos "doces" para adoçar a curiosidade. De resto é um livro que estou desejoso de ler o 2º volume para poder entranhar-me um pouco mais naquele universo.
   Boa Leitura... ;)
8.5/10

André

Booking Through Thursday - Jovens Adultos

   Lês livros escritos para crianças ou adolescentes? Ou ficaste pelos livros dirigidos para adultos?

   André: Eu leio de tudo um pouco. Tento sempre ler várias coisas diferentes para ter várias perspectivas do mundo. No entanto, não é tão habitual ler livros infantis ou para jovens adultos (estes últimos já são mais comuns que os primeiros). Afinal não podemos dizer que uma coisa não é nada de jeito se não tivermos a experiência dela não é?

domingo, 14 de dezembro de 2014

Quero-te Muito! - Federico Moccia

   "Step regressa de Nova Iorque, cidade onde se auto-exilou para se afastar da sua ex-namorada - Babi -, da memória da morte trágica de um amigo e da mãe, com quem tem um relacionamento conflituoso.
   Ao chegar a Roma, vai morar com o irmão, reencontra os amigos e, ajudado pelo pai, começa a trabalhar no mundo do espectáculo. Entretanto, conhece Gin, uma rapariga bonita e decidida, com quem inicia uma bela história de amor. Mas, quando tudo parecia estar a entrar nos eixos, Babi volta a aparecer na sua vida e na cabeça de Step despertam velhos sentimentos e dúvidas: Babi ou Gin... Diante da casa de qual delas irá Step escrever finalmente «QUERO-TE MUITO»?
   Neste belíssimo romance, Federico Moccia aponta-nos um caminho que irradia esperança; mesmo em momentos de crise, de desamor, a vida oferece-nos sempre uma nova oportunidade de amar. Como refere o próprio autor, «o jogo da vida não termina. Não pode terminar. E o amor tem as suas próprias regras, belas e sempre diferentes daquelas com que sonhamos»."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião a aparecer aqui no blogue. De um autor já lido por estes lados, mas já foi há imenso tempo. Pois é, um segundo romance de Federico Moccia que não tem nada haver com o que li pela primeira vez.
   Já não me lembro na perfeição da outra obra, e portanto, não posso compará-los muito, mas o certo é que este romance não me entusiasmou muito, por diversas razões:
   Primeiro as razões técnicas como capítulos seguidos, sem haver uma página de intervalo ou o resto da página onde o capítulo anterior acaba. Isto torna a leitura muito mais cansativa o que leva a perda de desinteresse. Outra questão mais técnica deve-se à escrita do autor, cheguei a ler um parágrafo que tinha duas páginas e meia. Os parágrafos nunca devem ser assim tão grandes, levam o leitor à exaustão e à perda de interesse pelo que acontece na altura, que neste exemplo era uma cena de luta que deveria ser intensa e que resultou apenas em ser confusa e sem nexo.
   Agora as outras questões, quanto a enredo, não tem quase nada relacionado com a sinopse. Além disso existem duas outras histórias que ocorrem em paralelo que não têm qualquer nexo de existência no livro, não fazem qualquer sentido e que podiam perfeitamente ser retiradas que ninguém perceberia a falta.
   Coisas boas que existam... Dá a conhecer várias partes de Roma. A parte amorosa está relativamente boa, as cenas eróticas nada de especial. O fim foi meio estranho e sem que desse uma certeza definitiva ao leitor, mas isso é compreensível, o autor pode apenas querer que quem o lê interprete da maneira que ache melhor.
   O livro por pouco não perdeu toda a credibilidade para mim quando uma das personagens defendeu a hipótese de (e agora podem vir spoilers!!) manter segredo de uma traição amorosa, algo que sou extremamente contra. Graças a deus que o protagonista decidiu manter a sua integridade e honestidade intactas.
   Não é um dos melhores romances que já li, de certeza. Nem sei se vale a pena lerem-no.
   Boa Leitura... ;)
3.5/10

André

domingo, 7 de dezembro de 2014

Bakuman vol.4 - Phone Call and The Night Before - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   When Akito is unable to come up with a storyboard within the time frame he promised, Moritaka decides to break up their partnership! As they go their separate ways to create manga, it may turn out that they're actually headed in the same direction..."

   Hello readers!
   Aqui estou mais uma vez hoje, agora para a crítica do quarto volume desta colecção de mangás, Bakuman. Temi que a qualidade do mangá não aumentasse e permanecesse nos níveis a que tava, nos 5, 6. Felizmente isso não aconteceu, a qualidade voltou a melhorar.
   Inicialmente estava um pouco parado, nos primeiros dois capítulos, onde ainda girava um pouco em torno do drama de amigos e ciúmes entre outros, mas depois quando voltou ao empenho deles e aos seus sonhos o interesse da história voltou a aumentar.
   E imagino que, se o leitor não viu o anime, o enredo seja ainda mais emocionante. Eu vi mas já não me lembrava de certas partes e quando apareciam eu ficava abismado e super surpreendido na mesma.
   A ânsia de ler mais deveria ser ainda pior quando este mangá estava a ser lançado na revista, em que saia apenas um capítulo por semana ou por mês. Nos capítulos que acabam com eles a receberem notícias sobre as suas publicações ou sobre concursos deixando o leitor em suspanse devem ser muito enervantes. Mas no fundo é isso que se quer, que o leitor vibre e sinta tudo enquanto lê. Acho que fizeram um bom trabalho neste volume.
   Estou curioso para saber como será o próximo volume. Espero que consiga pelo menos manter a qualidade se não mesmo aumentá-la! A história está boa e qualquer pessoa fica curiosa para saber o processo de publicação de um mangá. Com isto tem a curiosidade apaziguada.
   Não falei ainda da arte porque acho que tem estado sempre no mesmo nível que é relativamente boa. Sem grandes comentários sobre isso.
   Outro pormenor que me surpreendeu pela positiva foi eles terem feito algumas páginas de mangás que foram criados por personagens deste mangá (mangáception). Foi engraçado e alguns deles era mesmo capaz de os ler se houvesse na realidade!
   Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem aqui: Crítica - Bakuman Vol.3 - Debut and Impatience
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

Bisturi - Paul Carson

   "Um assassino ensombra os corredores do Central Maternity Hospital, em Dublin.
   Uma jovem assistente de laboratório é encontrada brutalmente assassinada na sua bancada e a única pista é um bisturi manchado de sangue. A investigação da polícia conduzida pela Detective Sargento Kate Hamilton, é dificultada por um muro de silêncio do pessoal do hospital, que tenta desesperadamente proteger a sua reputação. A Detective Sargento Hamilton suspeita que o assassino está entre eles. Mal sabe ela, ao apertar o cerco ao assassino, que o caçador se converteu na presa.
   Na mesma semana, o recém-nascido de um dos maiores industriais da Irlanda, cujo parto decorreu no Central Maternity Hospital alguns dias antes, é raptado.
   Conseguirá Hamilton desmascarar o assassino antes de ele fazer mais uma vítima? Conseguirá a polícia encontrar o bebé antes que seja tarde demais?
   O pesadelo de qualquer doente está prestes a tornar-se realidade."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião por cá, desta vez de algo que já não havia por aqui há muito tempo... Um policial. É um livro isolado, sem qualquer colecção de um autor que nunca tinha lido.
   Infelizmente não foi grande leitura. Pelo menos não para um policial que eu gostasse. Num policial procuro sempre que haja um bom enredo, cheio de suspanse, mistério e ação até ao final. Gosto imenso quando o autor consegue deixar-nos às escuras sobre o assassino até às últimas páginas e nessa altura faz-nos agarrar ao livro e ler para saber tudo, tudo tudo.
   Foi o contrário que aconteceu. Antes de ter lido cem páginas já sabia quem era o assassino e qual tinha sido o seu motivo para tal. A partir daí foi só aborrecido, o que foi muito mau visto que o livro tem à volta de 500 páginas e antes de 1/5 disso já se sabia o principal do enredo.
   Na minha opinião acho que reparei pela primeira vez que a profissão que os escritores levam em paralelo com a sua escrita (quando isso acontece) influencia em grande parte as suas histórias. E é bem verdade, este autor é médico, na sua profissão tem de ser meticuloso e sem grande espaço para improvisos e isso refletiu-se em grande parte na história, onde os pormenores estavam todos lá mas não deixavam o leitor a desconfiar ou a imaginar o que poderia acontecer. Para além claro do facto da maior parte da obra passar-se dentro de hospitais, um meio muito conhecido do autor.
   Por estas razões não é um livro que aconselha a lerem, muito menos se gostam de policiais da mesma forma que eu.
   Boas Leituras... ;)
3/10

André