quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Assustador

   Qual foi o livro mais assustador que já leste?

   André: Depende da altura em que foi lido... Li um livro no início da minha adolescência O Aprendiz do Mago que achei super assustador e entusiasmante. Mais tarde já no final da minha adolescência li contos de H. P. Lovecraft que também tinham algum terror lá metido que era capaz de assustar. Mais actual ainda li contos de George R. R. Martin que também causaram em mim algumas sensações estranhas não exactamente de medo mas acho que de ansiedade, mas isso são tudo sensações que adoro ter. Significa que a escrita é boa!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Forca - Joe Abercrombie

   "Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturados sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões.
   Segredos ancestrais serão expostos.
   Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas.
   Inimigos declarados serão perdoados...
   Mas não antes da Forca."

   Boas leitores...
   Já faltava aqui uma nova opinião não era? Pois bem aqui está ela. É a opinião do segundo livro da trilogia A Primeira Lei. O primeiro volume li já há imenso tempo então para retomar esta leitura custou um pouco.
   Mas não muito, passadas poucas páginas já me lembrava de quem era quem e quais os seus objetivos e relações com todos os outros.
   O livro teve altos e baixos, sendo que um dos altos foi o facto de ter três perspetivas diferentes ao longo da obra: Glokta, West e Logen, cada um num sítio diferente e com uma missão diferente. Isto dá uma certa sensação ao leitor de diversidade. No entanto acho que pode fazer também com que o leitor perca um pouco o entusiasmo pelo quantidade de coisas que estão sempre a acontecer, principalmente num livro que não é lá muito pequeno (650 páginas aproximadamente).
   As guerras estavam bem feitas, tal como a concepção do mundo e dos povos, no entanto houve uma altura em que capítulo atrás de capítulo tratava-se de batalhas em diferentes guerras com personagens diferentes e portanto tornava-se uma leitura não muito leve onde poderia perder o entusiasmo.
   Gostei da forma como o escritor descreve certas cenas, por vezes suavemente e por outras com brutalidade de um selvagem, como por exemplo as cenas eróticas ou mesmo as paisagens por onde os protagonistas andam.
   Claro que o fim teve de dar uma pitada de curiosidade para o leitor querer comprar o terceiro volume, para mim isso não acontecerá tão cedo visto que tenho ainda muitos outros livros para ler. Se ficaram com curiosidade e quiserem saber mais da colecção podem seguir o link para a crítica do primeiro livro: Crítica - A Lâmina
   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Para um Amigo

   Se alguém que conheces acabou de publicar um livro - sentes-te obrigado a comprar uma cópia? Mesmo que não seja do tipo que normalmente lerias? 

   André: Nunca me sentiria obrigado. Pelo contrário acho que compraria exactamente pela curiosidade que seria despertada por ter alguém que conheço a publicar um livro, afinal não é algo que toda a gente faça (pelo menos aqui em Portugal). Mesmo que não fosse do género que normalmente leio, como tenho uma política de "deve-se ler de tudo um pouco" aproveitaria a oportunidade.
   Além disso, é sempre uma honra termos convidados em nossa casa e podermos dizer "este livro que aqui tenho foi escrito por um amigo meu".

sábado, 18 de outubro de 2014

Bakuman vol.3 - Debut and Impatience - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   After losing to manga genius Eiji Nizuma, Moritaka and Akito make it their mission to beat this rival - even going so far as ignore their editor's wished! But will this decision ultimately help or harm their cause?"

   Hello people!
   Como já é costume, quando se trata de mangás, a opinião deste já está cá, pouco tempo depois de ter posto uma outra opinião no blogue. Voltamos à colecção Bakuman em que este é o terceiro de vinte e poucos volumes.
   O plot deste mangá continua o mesmo, apesar de neste volume me ter parecido que sofreu uma pequena interrupção. Não no sentido de terem mudado de enredo e terem deixo o enredo principal em hibernação mas sim porque todo o volume me pareceu um pouco morto de entusiasmo.
   Não aconteceu nada em que eu pensasse "Isto é espectacular, e agora? Como vão fazer?", as coisas aconteciam e eu ficava sempre na mesma (o que em parte pode ter sido devido a eu já ter visto o anime). Houve apenas um momento mais ou menos a meio em que sei que se tivesse lido primeiro teria ficado surpreendido.
   Achei até que faltou um pouco daquele humor característico que havia nos primeiros dois volumes. Mas fiquei com a sensação que tudo isso voltará no quarto volume, onde também acho que o enredo vai voltar a ganhar poder e ficar mais entusiasmante para os leitores.
   A minha hipótese para que tenha ficado tão pouco interessante este volume pode ser porque não desenvolveu nada na história nem no processo de como criar um mangá, daí que o entusiasmo não seja tanto. Vimos apenas como era o processo criativo do rival deles.
   Mas como já disse, esperemos pelo próximo, talvez seja melhor. Entretanto podem sempre ver a opinião do segundo volume através deste link: Crítica - Bakuman Vol.2 - Chocolate and Akamaru
   Boa Leitura... ;)
5,5/10

André

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Se Acordar Antes de Morrer - João Barreiros

   "Sinto-me honrado por poder apresentar-vos este livro. Por várias razões, entre as quais avulta não só o respeito e admiração que tenho pelo autor e sua obra, mas também pela oportunidade do momento em que este volume nos é oferecido. A literatura de Ficção Científica portuguesa, a par de todo o género comum do fantástico, necessita de um instante destes, de uma publicação que nos faça pensar no passado, no presente e no futuro, em que a comunidade de leitores do género possa e deva ser confrontada com o que tem, com o que é, e com o que pode vir a ser. E é também uma boa altura para certos sectores repararem que algo de legítimo se passa fora dos cânones convencionais do realismo contemporâneo, para dar a conhecer um pouco mais ao grande público, este importante vislumbre de um corpus e de uma carreira dedicados à Ficção Científica, made in Portugal.

   Como todos concordarão, Barreiros é o nosso grande autor de FC; o único português que publica com alguma regularidade na distopia periférica do Cá-Dentro, que vai sendo, aos poucos, conhecido nesse mundo tecno-místico do Lá-Fora, e que se mantém sempre e irredutivelmente leal à FC Pura. Isto, embora não desdenhe usar de outros elementos típicos do fantástico, nomeadamente na área do horror. Mas para o ler da melhor forma, há que saber compreender as referências pop da nossa cultura ou da que estamos a perder."
in Prefácio de n. fonseca"

   Boas pessoal!
   Sei que já não dava notícias há algum tempo mas tem sido um pouco caótica a semana e como não houve nenhum BTT esta semana... Mas já cá estou com uma nova opinião.
   Este livro adquiri-o na Feira do Livro por diversas razões: estava a um preço baratíssimo, era de um autor português (temos de publicitar a literatura nacional não é?) e por último (e esta é um pouco fútil para alguém que lê tanto) porque achei a capa interessante.
   Portanto não sabia nada do autor, não sabia em que género iria calhar o livro e muito menos que seria uma colectânea de contos. Fiquei surpreendido mas não desiludido quando percebi isto. Mas apanhei algumas desilusões depois.
   A primeira veio com a forte opinião crítica que o autor tem contra a fantasia. Como escritor de ficção científica entendi em parte visto ser um género sempre em batalha com a fantasia. No entanto quando li um dos contos, em que percebi num instante que o autor não só criticava a fantasia numa sátira de certa forma engraçada, mas criticava um autor português (que é o mais grave de tudo) por escrever fantasia e, com isso, estar no Plano Nacional de Leitura Português. É lógico que não há prova nenhuma que sejam a mesma pessoa, mas acho que só quem não tiver dois dedos de testa não entenderá isso. E portanto para mim o escritor foi muito abaixo do nível que deveria ter ido, numa atitude bastante infantil.
   E o mais ridículo disto tudo é que apesar deste autor ser um tão defensor ávido da FC grande parte dos contos dele encaixam-se na minha consideração do que é fantasia e horror, o que de certa forma é um pouco contraditório, mas isso deixo à opinião de cada um sobre o que é fantasia e o que é FC.
   Apesar de tudo isto, não posso deixar de dizer que sim, alguns contos são originais e estão muito bem escritos, captando a atenção do leitor, e as explicações de como surgiram os contos como prefácios é uma boa ideia. Só é pena o autor pecar tanto pelo seu ódio aficcionado pela fantasia.
   Boa Leitura... ;)
5/10

André

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Demanda do Visionário - Robin Hobb

   "O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.
   Fitz sabe que a única forma de pôr fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo.
   Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?"

   Olá leitores!
   Isto andava abandonado de críticas. Até eu já sentia vontade de estar aqui a dar-vos a minha opinião sobre mais um livro. Mas aqui está outro livro lido e opinado.
   E uma boa notícia é que esta obra é a última da saga denominada A Saga do Assassino que conta com cinco obras todas elas publicadas no nosso pequeno país. É certo que após esta colecção existe ainda uma outra que se passa algum tempo depois, que eu comecei e não avancei até ter terminado esta, mas o certo é que pelo menos tenho outra saga completa.
   Quanto a este livro em si... Bem... Não foi o que esperava. Com o acumular dos outros livros (e em parte com o meu conhecimento do final da história) pensava que iria haver uma parte de mistério e uma outra parte, bem maior de acção e batalhas contra os tão mal-afamados Navios Vermelhos.
   Mas não. O livro foi passado grande parte dele como se fosse um livro de aventuras com alguns perigos e alguns problemas dentro do grupo. Depois há a tal parte de mistério, até um pouco interessante, se não se prolongasse tanto e de forma a que a leitura fosse perdendo a sua fome de devorar páginas.
   O fim então achei algo mau porque basicamente foi aquilo que as personagens não conseguiram em 420 páginas, conseguiram nas 20 seguintes magicamente de um momento para o outro de forma a salvarem o seu país. O que é certamente ridículo. Achei mesmo que a história precisava de uma lavagem literária aqui e remodelar um pouco, talvez fazer com que o trabalho que eles tiveram fosse mais visível e mais descritivo do que duas páginas a dizer que no fim salvaram tudo. Afinal esta é suposta ser a obra que termina a colecção, tem de terminar em grande.
   Mas nem tudo é mau e achei bom que a autora não se poupasse a sentimentos fantasiosos e pusesse alguma crueldade também com as personagens. Nesse sentido, na história emocional das diversas personagens acho que está bem feito e portanto essa é das poucas coisas que salva.
   Se quiserem saber mais da colecção, que atingiu o pico no terceiro livro na minha opinião, podem seguir os links e ler tudo: Crítica - A Vingança do Assassino
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Obscuro

   Qual é o teu género favorito que outras pessoas podem não ler? Quero dizer, mistérios, romances, policiais... estas são todas categorias bem disseminadas. Mas os verdadeiros leitores normalmente não se limitam apenas a "grandes" géneros... Por isso qual é o teu tipo de livro pouco-conhecido? Livros de cães? Livros de tricô? Histórias acerca de corridas espaciais? Teoria matemática?

   André: Hmmm.... É verdade que eu tento ler sempre um pouco de tudo, mas a minha área está sempre mais focada na fantasia. Mas normalmente os géneros pouco conhecidos não me dizem muito. Livros de auto-ajuda não são de todo algo que goste imenso. Mas há certos livros que não encontro normalmente categoria para eles e que nos fazem pensar bastante, quase filosóficos... Acho que esse género é a minha resposta final.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Doente

   O que é que lês quando estás doente e só queres algo fácil e confortável? Ou vês televisão em vez de ler? (Assumindo que não estás a dormir uma sesta claro.)

   André: Normalmente não leio nada diferente de quando estou saudável. Mas curiosamente se não estiver a dormir acho que é das poucas vezes em que vejo um pouco de televisão. Se o livro já me tiver despertado o interesse aí não me importo de abdicar da TV e ler uma grande obra.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sangue-do-Coração - Juliet Marillier

   "Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza de um chefe tribal cujo nome se pronuncia na região com repulsa e amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que prenuncia desgraças a cada sussurro.
   No entanto, a fortaleza solitária é um porto seguro para Caitrin, uma jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa. À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do atormentado jovem e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Só através do seu amor e determinação é que a maldição poderá ser desfeita e Anluan e a sua gente libertados..."

   Boas pessoal!
   Bem isto ultimamente anda lento quanto a novidades. Mas a ver se melhoramos! Aqui está uma nova crítica, duma autora já conhecida deste blogue, Juliet Marillier. Este livro não pertence a nenhuma colecção, é um livro isolado, felizmente que colecções inacabadas é o que não me falta.
   Infelizmente a autora não me surpreendeu de maneira nenhuma com este livro. Quando o comecei a ler bastaram cinquenta páginas se tanto para perder o interesse. Porquê? Porque eu lia e a primeira coisa que me vinha à cabeça era que a história era uma versão ligeiramente do conto infantil da Disney "A Bela e o Monstro". Havia um homem deformado, uma rapariga muito interessada em livros, um castelo meio abandonado e em ruínas, vários "espíritos" que eram amigos do homem deformado e uma maldição que, curiosamente, o amor conseguiu quebrar.
   Para além disso o facto de bastar uma das personagens aparecer duas vezes no início da história para perceber que era a pessoa por detrás de todos os problemas foi uma desilusão enorme. Não houve qualquer mistério nessa parte ou curiosidade em saber quem seria responsável por tudo.
   Acho que a melhor parte foi mesmo as páginas finais quando há batalhas e desafios entre personagens, teve algumas coisas menos esperadas e que entusiasmaram ligeiramente o leitor, de resto foi muito monótono e pouco realista dentro da fantasia que é o livro.
   Não é de todo dos melhores livros da autora, se têm uma boa imagem da escrita dela então não vos aconselho a lerem este. Esperemos que melhores leituras venham.
   Boa Leitura... ;)
4/10

André