quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Desculpa, Mas Quero Casar Contigo - Federico Moccia

   "Alex e Niki, mais apaixonados do que nunca, regressam do farol na Ilha Azul, onde passaram dias inesquecíveis.
   Niki reencontra as amigas, mas o seu grupo - as Ondas - vai deparar-se com grandes mudanças que irão pôr à prova a sua amizade.
   Alex retorna a sua antiga vida e os seus velhos amigos. Flavio, Enrico e Pedro passaram de maridos tranquilos e seguros a ter de enfrentar muitas dificuldades que têm vindo a abalar os seus casamentos.
   E todas estas pessoas - homens e mulheres de diferentes idades -, cada uma à sua maneira, vão reflectir sobre o amor. O amor existe? A crise dos sete anos será mesmo verdade? Aqueles que dizem que o amor não pode durar mais de três anos têm razão? E a pergunta mais difícil: O amor pode durar para sempre?
   É então que Alex decide arriscar e pedir Niki em casamento..."

   Boas leitores...
   Antes de começar a escrever sobre o livro deixem-me desejar-vos umas boas entradas no ano que aí vem e que 2015 seja um ano brilhante em leituras, não só para mim, mas também para todos vós!
   Agora sim, livros. Outro do autor italiano Federico Moccia, sim parece que ando a ler muitos livros dele, mas agora vai parar e vou direccionar-me para outros livros. Este é a continuação de uma primeira obra, que no final da crítica vai estar um link da opinião que tive sobre esse livro que podem espreitar à vontade.
   Já se tinham passado quatro belos anos desde que li o livro anterior pelo que a história já estava meia difusa na minha cabeça, lembrava-me vagamente do romance e dos pontos-chave da história. O que bastou porque facilmente consegui recordar-me das coisas, com grande ajuda da escrita simples do autor (apesar de de vez em quando ter uns parágrafos um pouco grandes que podiam ser divididos em mais, mas isso é um problema geral da escrita dele, já reparei).
   Relativamente a enredo, nada de especial, continua a ser um livro equivalente a um "filme de domingo à tarde" (apesar de cá em Portugal já não passarem muitos infelizmente). Uma comédia romântica quase, onde sabemos que tudo acaba por acabar bem.
   O interessante foi Federico Moccia ter ao mesmo tempo conseguido introduzir diversas histórias diferentes mas que no fundo se relacionam sempre com a mesma coisa, o amor. Vários pontos de vista que gerariam por certo imensa discussão, mas isso deixo ao vosso critério.
   Para o género, é um romance bem actual, sempre com imensas referências a músicas, marcas e outras coisas do século XXI, e que está razoável. Se quiserem saber mais sobre o livro anterior, sigam este link: Crítica - Desculpa, Mas Vou Chamar-te Amor
   Boas Leituras e boa passagem-de-ano! ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Booking Through Thursday - Presentes Festivos


   Recebeste alguns bons livros como presentes de Natal este ano? Já os leste?
   Se não, eram alguns dos que esperavas receber?
   André: De todo, recebi dois livros sim, mas foram completamente aleatórios e nada do que esperava receber (não que esperasse receber muitos livros). E ainda nem comecei a lê-los, só daqui a muito tempo, provavelmente. 
  

A Conspiração - Dan Brown

   "Quando um satélite da NASA descobre um estranho objecto enterrado nas profundezas do Árctico, a agência espacial vangloria-se de uma descoberta de que muito necessita. Para verificar a autenticidade da mesma, a Casa Branca chama Rachel Sexton, especialista dos serviços secretos, que se vai deparar com a maior conspiração de que há memória."

   Boas leitores...
   O Natal está quase a acabar e estamos a aproximar-nos a passos largos do Ano Novo. Em princípio ainda haverá mais duas críticas a contar com esta, por isso estejam atentos.
   Falando desta obra, outra do famoso escritor Dan Brown, que já conta com muitos livros (e nem todos com boa qualidade).
   Este não foi dos melhores dele digo já. Após ler todo o livro achei-o demasiado exaustivo e comprido para uma premissa que era bastante simples. Foi basicamente esticar a história até não poder mais.
   Outro problema foi que quando o enredo chega a meio, acaba por dar cabo de toda a história anterior fazendo com que perca toda a credibilidade possível. Considerando o background das personagens que aparecem, nenhuma delas consideraria fazer as coisas daquele modo se fossem cientistas especialistas. Como uma das personagens afirma mesmo, o Princípio da Parcimónia deve ser sempre aplicado, mas não neste livro pelos vistos.
   Mesmo tendo o autor uma escrita simples (neste livro foi por vezes um pouco cansativa nas descrições) os capítulos são sempre estruturados de forma a incentivar a leitura para se saber mais, mesmo que, com isso, o livro tenha mais de 130 capítulos.
   O "encontro final" como gosto de chamar, quando se descobre quem é o cabecilha por detrás de tudo, não pareceu de todo um encontro final. Só percebi que o era quando comecei a perceber que faltavam poucas páginas para o livro acabar. Claro que isso resultou numa coisa: fim apressado e sem muito nexo.
   Decididamente este não é dos melhores livros dele, não o aconselho muito.
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Guerra É Para os Velhos - John Scalzi

   "John Perry fez duas coisas no dia do seu septuagésimo quinto aniversário, primeiro visitou a campa da mulher e a seguir alistou-se no exército.
   A boa notícia é que a humanidade finalmente é capaz de viagens interestelares. A má notícia é que planetas capazes de sustentarem vida são escassos e que raças alienígenas, dispostas a lutarem para ficar com os planetas, são comuns. Sendo assim, nós lutamos para defender a Terra e para manter o direito aos planetas que descobrimos. Longe da Terra, a guerra dura há décadas. É brutal, sangrenta e não dá tréguas.
   A Terra é um planeta atrasado em termos de desenvolvimento. O grosso da tecnologia e do desenvolvimento da humanidade está nas mãos das Forças de Defesa Coloniais. O que todos sabem é que, quando se atinge a idade da reforma, pode-se juntar às FDC. Não querem gente jovem, mas quem tem os conhecimentos e a experiência de décadas de vida.
   O candidato será levado da Terra, onde nunca mais lhe é permitido voltar. Irá servir dois anos na frente de batalha. E, se sobreviver, receberá um pedaço de terra numa das, arduamente conquistadas, colónias novas.
   John Perry resolveu aceitar a proposta. Ele tem uma vaga ideia do que o espera. Porque a verdadeira luta, a anos-luz de casa, é muito mais dura que tudo aquilo que ele pode imaginar."

   Boas Leitores...
   O ano está quase a acabar e o meu desafio Goodreads ainda não está terminado (para grande vergonha minha) pelo que agora tenho de ler os últimos livros rápido. Felizmente este nem tive de ler apressadamente, o gosto pelo livro foi grande o suficiente para me querer fazer ler mais e mais.
   Mais uma vez (porque isto está sempre a acontecer-me) este é mais um livro com colecção de imensos volumes (nove para ser mais exacto) dos quais tentem advinhar quantos estão publicados em português... Um (como sempre).
   E infelizmente, porque achei este livro muito bom. A ideia é original (não que tenha um grande background de ficção científica, mas do que li até agora achei interessante) e a escrita foi bem concebida.
   Falando primeiro da escrita, é leve, sem grandes descrições exaustivas, por vezes irónica ou satírica e que consegue captar o leitor e deixá-lo levar sem se aperceber.
   O rumo da história passa rapidamente e quando acaba o leitor só tem tempo para pensar "Já? Mas então e agora? Queria mais um bocado.". Parecem poucas aventuras e ao mesmo tempo parece uma vida descrita num livro de 300 e poucas páginas.
   O único ponto negativo que tenho a apontar foi o final, achei-o um pouco abrupto, sem algo que me deixasse mesmo curioso para saber o resto, deveria ter mais umas páginazitas com pequenos "doces" para adoçar a curiosidade. De resto é um livro que estou desejoso de ler o 2º volume para poder entranhar-me um pouco mais naquele universo.
   Boa Leitura... ;)
8.5/10

André

Booking Through Thursday - Jovens Adultos

   Lês livros escritos para crianças ou adolescentes? Ou ficaste pelos livros dirigidos para adultos?

   André: Eu leio de tudo um pouco. Tento sempre ler várias coisas diferentes para ter várias perspectivas do mundo. No entanto, não é tão habitual ler livros infantis ou para jovens adultos (estes últimos já são mais comuns que os primeiros). Afinal não podemos dizer que uma coisa não é nada de jeito se não tivermos a experiência dela não é?

domingo, 14 de dezembro de 2014

Quero-te Muito! - Federico Moccia

   "Step regressa de Nova Iorque, cidade onde se auto-exilou para se afastar da sua ex-namorada - Babi -, da memória da morte trágica de um amigo e da mãe, com quem tem um relacionamento conflituoso.
   Ao chegar a Roma, vai morar com o irmão, reencontra os amigos e, ajudado pelo pai, começa a trabalhar no mundo do espectáculo. Entretanto, conhece Gin, uma rapariga bonita e decidida, com quem inicia uma bela história de amor. Mas, quando tudo parecia estar a entrar nos eixos, Babi volta a aparecer na sua vida e na cabeça de Step despertam velhos sentimentos e dúvidas: Babi ou Gin... Diante da casa de qual delas irá Step escrever finalmente «QUERO-TE MUITO»?
   Neste belíssimo romance, Federico Moccia aponta-nos um caminho que irradia esperança; mesmo em momentos de crise, de desamor, a vida oferece-nos sempre uma nova oportunidade de amar. Como refere o próprio autor, «o jogo da vida não termina. Não pode terminar. E o amor tem as suas próprias regras, belas e sempre diferentes daquelas com que sonhamos»."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião a aparecer aqui no blogue. De um autor já lido por estes lados, mas já foi há imenso tempo. Pois é, um segundo romance de Federico Moccia que não tem nada haver com o que li pela primeira vez.
   Já não me lembro na perfeição da outra obra, e portanto, não posso compará-los muito, mas o certo é que este romance não me entusiasmou muito, por diversas razões:
   Primeiro as razões técnicas como capítulos seguidos, sem haver uma página de intervalo ou o resto da página onde o capítulo anterior acaba. Isto torna a leitura muito mais cansativa o que leva a perda de desinteresse. Outra questão mais técnica deve-se à escrita do autor, cheguei a ler um parágrafo que tinha duas páginas e meia. Os parágrafos nunca devem ser assim tão grandes, levam o leitor à exaustão e à perda de interesse pelo que acontece na altura, que neste exemplo era uma cena de luta que deveria ser intensa e que resultou apenas em ser confusa e sem nexo.
   Agora as outras questões, quanto a enredo, não tem quase nada relacionado com a sinopse. Além disso existem duas outras histórias que ocorrem em paralelo que não têm qualquer nexo de existência no livro, não fazem qualquer sentido e que podiam perfeitamente ser retiradas que ninguém perceberia a falta.
   Coisas boas que existam... Dá a conhecer várias partes de Roma. A parte amorosa está relativamente boa, as cenas eróticas nada de especial. O fim foi meio estranho e sem que desse uma certeza definitiva ao leitor, mas isso é compreensível, o autor pode apenas querer que quem o lê interprete da maneira que ache melhor.
   O livro por pouco não perdeu toda a credibilidade para mim quando uma das personagens defendeu a hipótese de (e agora podem vir spoilers!!) manter segredo de uma traição amorosa, algo que sou extremamente contra. Graças a deus que o protagonista decidiu manter a sua integridade e honestidade intactas.
   Não é um dos melhores romances que já li, de certeza. Nem sei se vale a pena lerem-no.
   Boa Leitura... ;)
3.5/10

André

domingo, 7 de dezembro de 2014

Bakuman vol.4 - Phone Call and The Night Before - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   When Akito is unable to come up with a storyboard within the time frame he promised, Moritaka decides to break up their partnership! As they go their separate ways to create manga, it may turn out that they're actually headed in the same direction..."

   Hello readers!
   Aqui estou mais uma vez hoje, agora para a crítica do quarto volume desta colecção de mangás, Bakuman. Temi que a qualidade do mangá não aumentasse e permanecesse nos níveis a que tava, nos 5, 6. Felizmente isso não aconteceu, a qualidade voltou a melhorar.
   Inicialmente estava um pouco parado, nos primeiros dois capítulos, onde ainda girava um pouco em torno do drama de amigos e ciúmes entre outros, mas depois quando voltou ao empenho deles e aos seus sonhos o interesse da história voltou a aumentar.
   E imagino que, se o leitor não viu o anime, o enredo seja ainda mais emocionante. Eu vi mas já não me lembrava de certas partes e quando apareciam eu ficava abismado e super surpreendido na mesma.
   A ânsia de ler mais deveria ser ainda pior quando este mangá estava a ser lançado na revista, em que saia apenas um capítulo por semana ou por mês. Nos capítulos que acabam com eles a receberem notícias sobre as suas publicações ou sobre concursos deixando o leitor em suspanse devem ser muito enervantes. Mas no fundo é isso que se quer, que o leitor vibre e sinta tudo enquanto lê. Acho que fizeram um bom trabalho neste volume.
   Estou curioso para saber como será o próximo volume. Espero que consiga pelo menos manter a qualidade se não mesmo aumentá-la! A história está boa e qualquer pessoa fica curiosa para saber o processo de publicação de um mangá. Com isto tem a curiosidade apaziguada.
   Não falei ainda da arte porque acho que tem estado sempre no mesmo nível que é relativamente boa. Sem grandes comentários sobre isso.
   Outro pormenor que me surpreendeu pela positiva foi eles terem feito algumas páginas de mangás que foram criados por personagens deste mangá (mangáception). Foi engraçado e alguns deles era mesmo capaz de os ler se houvesse na realidade!
   Se quiserem ver a opinião do volume anterior basta clicarem aqui: Crítica - Bakuman Vol.3 - Debut and Impatience
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

Bisturi - Paul Carson

   "Um assassino ensombra os corredores do Central Maternity Hospital, em Dublin.
   Uma jovem assistente de laboratório é encontrada brutalmente assassinada na sua bancada e a única pista é um bisturi manchado de sangue. A investigação da polícia conduzida pela Detective Sargento Kate Hamilton, é dificultada por um muro de silêncio do pessoal do hospital, que tenta desesperadamente proteger a sua reputação. A Detective Sargento Hamilton suspeita que o assassino está entre eles. Mal sabe ela, ao apertar o cerco ao assassino, que o caçador se converteu na presa.
   Na mesma semana, o recém-nascido de um dos maiores industriais da Irlanda, cujo parto decorreu no Central Maternity Hospital alguns dias antes, é raptado.
   Conseguirá Hamilton desmascarar o assassino antes de ele fazer mais uma vítima? Conseguirá a polícia encontrar o bebé antes que seja tarde demais?
   O pesadelo de qualquer doente está prestes a tornar-se realidade."

   Boas leitores...
   Uma nova opinião por cá, desta vez de algo que já não havia por aqui há muito tempo... Um policial. É um livro isolado, sem qualquer colecção de um autor que nunca tinha lido.
   Infelizmente não foi grande leitura. Pelo menos não para um policial que eu gostasse. Num policial procuro sempre que haja um bom enredo, cheio de suspanse, mistério e ação até ao final. Gosto imenso quando o autor consegue deixar-nos às escuras sobre o assassino até às últimas páginas e nessa altura faz-nos agarrar ao livro e ler para saber tudo, tudo tudo.
   Foi o contrário que aconteceu. Antes de ter lido cem páginas já sabia quem era o assassino e qual tinha sido o seu motivo para tal. A partir daí foi só aborrecido, o que foi muito mau visto que o livro tem à volta de 500 páginas e antes de 1/5 disso já se sabia o principal do enredo.
   Na minha opinião acho que reparei pela primeira vez que a profissão que os escritores levam em paralelo com a sua escrita (quando isso acontece) influencia em grande parte as suas histórias. E é bem verdade, este autor é médico, na sua profissão tem de ser meticuloso e sem grande espaço para improvisos e isso refletiu-se em grande parte na história, onde os pormenores estavam todos lá mas não deixavam o leitor a desconfiar ou a imaginar o que poderia acontecer. Para além claro do facto da maior parte da obra passar-se dentro de hospitais, um meio muito conhecido do autor.
   Por estas razões não é um livro que aconselha a lerem, muito menos se gostam de policiais da mesma forma que eu.
   Boas Leituras... ;)
3/10

André

sábado, 29 de novembro de 2014

Vidro Demónio - Rachel Hawkins

   "Sophie Mercer pensava que era uma bruxa.
   Foi por essa razão que foi enviada para Hex Hall, um reformatório para delinquentes Prodigium (bruxas, mutantes e fadas). Mas isso foi antes de ela descobrir o segredo da família, e que a sua paixão escaldante, Archer Cross, é um agente de O Olho, um grupo determinado em eliminar todos os Prodigium da face da Terra.
   Afinal Sophie é um demónio, um de dois que existem no mundo - sendo o outro seu pai. O pior é que os seus poderes ameaçam as vidas de todos aqueles que ela ama. É precisamente por isso que Sophie decide ir para Londres para a Remoção, um procedimento perigoso que irá destruir os seus poderes.
   Mas ao chegar Sophie faz uma descoberta terrível. Os seus novos amigos também são demónios, o que significa que alguém os anda a criar com planos para usar os seus poderes para o Mal. Entretanto O Olho está à caça de Sophie, e está a usar Archie para isso. E no meio de tudo isto Sophie ainda tem de lidar com os sentimentos que não deveria ter por Archie."

   Boas leitores...
   Eu a pensar que iria terminar este livro bem mais cedo, considerando que era uma leitura super comercial e fácil e para além disso pequena (nem 300 páginas tem), mas o tempo não me deixou terminar tal tarefa. Esta obra é a segunda da colecção Hex Hall e foi a última a ser publicada em português, não sei se publicarão o terceiro volume que completa a colecção.
   Este volume... Bem... Não é nada de estrondoso, isso é certo, não é que as cenas-chave que ocorrem ao longo do livro fossem uma surpresa total ou muito bem descritas. Mas também não se poderia esperar muito de um livro de fantasia urbana para jovens adolescentes, principalmente num público-alvo feminino.
   Acredito que haja muita gente que goste deste livro e ache que seja um máximo. Talvez por já estar um pouco farto do mesmo, e por este livro associar-se muito na minha cabeça a mistura da colecção Casa da Noite e Caçadores de Sombras entre outros acho a ideia já muito explorada e sem algo que me faça agarrar o livro e querer lê-lo o mais rápido possível pelo entusiasmo.
   Mas agora quanto a minha opinião mais ou menos imparcial, tem um desenvolvimento mediano, sendo que há lá uma ou duas partes que podemos considerar cliff hangers (ou momentos de suspanse) com alguma qualidade. O final é relativamente satisfatório mas por outro lado muito previsível. No geral, pouco melhorou do último volume.
   Se pudesse, comprava o terceiro volume só para saber onde é que a história acabaria. Mas não que seja a minha próxima compra imediata caso saia. Se quiserem ver a opinião do volume anterior da colecção é clicarem aqui: Crítica - Hex Hall
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Quantidade

   Quanto é que lês realmente? Poucos de nós têm tanto tempo quanto o que GOSTARIAM de ter para ler, mas fazemos o melhor que pudemos por isso... Quantos livros é que lês? Quantas horas por dia?

   André: Quanto ao número de horas não faço a mais pálida ideia, não é que ande a cronometrar sempre que leio. Quanto ao número de livros que leio, tento sempre desafiar-me a mim mesmo para ler mais, utilizo inclusive o site Goodreads em que se pode meter o Reading Challenge para que nos superemos todos os anos. O ano passado li 86 livros, infelizmente este ano ainda só li 68, mas como o ano ainda não acabou vou tentar ficar entre os 75/80, wish me luck!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

   "Pode dizer-se que, em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, Raphael Draccon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois?
   O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois do caçador ter matado o lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a bruxa? E qual foi a reação dos seus pais quando voltaram para casa? Teve a princesa realmente coragem de beijar o príncipe que se transformou num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter encontrado o seu príncipe?
   Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se questionou a esse respeito? De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas narra a história do que teria acontecido depois desses contos chegarem ao fim sem perder a perspetiva da eterna luta entre o bem e o mal.
   O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem."

   Boas leitores...
   Mais uma vez fui bem enganado, e o pior foi que eu é que me enganei a mim mesmo. E isto porquê? Comprei este livro a julgar que seria um livro isolado, baratinho e com uma boa história. Só a primeira é que não se concretizou, porque este é o primeiro de uma trilogia. O problema disto tudo é que só o primeiro é que está publicado no nosso país. E suspeito que não irá haver qualquer continuação de publicação.
   Não me importava muito se o livro não me tivesse interessado, mas o pior é que me interessou. E tudo por um pormenor que fez toda a diferença: A escrita. Foi a escrita totalmente diferente do que leio que me capturou e me fez querer ler mais. Era como se estivesse mesmo uma pessoa a ler para mim, todos os dias uma voz não só a narrar mas a dar a sua opinião sobre aquele mundo, e por vezes opiniões bem sarcásticas!
   Se não fosse por isso acho que acharia o livro entre o médio e o bom, mas a escrita subiu na minha fasquia. A história apesar de estar boa acho que não é uma ideia totalmente original, tanto que me fez lembrar um livro do autor Filipe Faria. O pressuposto de alterar as histórias dos contos infantis que todos conhecem e dar um "e depois?" já não é algo novo neste mundo. Apesar das personagens terem o seu quê de actualidade e época medieval misturado, fazendo com que as histórias deixassem de ser tão semelhantes com as originais.
   A forma como acabou também foi inesperada, houve bastantes momentos épicos que fiquei espantado, tal como o desfecho sem problemas do autor. E a revelação de quem é que era o narrador, não esperava que o autor fizesse isso logo no final do primeiro livro.
   Um livro que me espantou de muitas formas e que aconselho a lerem!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Finais Melhores

   Se pudesses mudar o final de qualquer livro que já tenhas lido, qual seria e como mudarias?

   André: Normalmente não tenho nada contra os finais, são como são, o autor fê-lo assim por alguma razão. Mas o certo é que fiquei um pouco desapontado com o final do livro Herança, mas não mudaria porque não sei como poderia mudar aquele final. A batalha final foi (para muitos) desapontante e entendo, mas entendo que o autor criou algo que seria impossível de destruir de qualquer outra forma. E entendo que a esperança de todos os leitores era que o amor juntasse tudo, mas pronto, nem sempre é assim a vida. Portanto apesar de ter ficado desapontado, acho que não mudaria nada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Areias Movediças - Emily Rodda

   "Lief, Barda e Jasmim já conseguiram recuperar três das sete pedras preciosas do Cinto Mágico de Deltora - o topázio, o rubi e a opala -, ficando assim mais perto de derrotar o tirânico Senhor das Trevas. Mas os servos do inimigo estão por toda a parte, determinados em impedir a sua missão. E se alguns são facilmente reconhecíveis, outros há que mantêm bem oculta a sua temível lealdade...
   Depois de a custo terem escapado com vida da Cidade dos Ratos, os três amigos encontram-se agora na árida planície que a rodeia, sem recursos pois perderam todos os seus mantimentos. E a opala deu a Lief uma visão terrível do seu próximo destino: as Areias Movediças..."

   Olá pessoal!
   Mais uma opinião aqui para o blogue. Desta vez é o quarto volume da Saga de Deltora.
   Acho que continuei com a mesma opinião que no volume anterior. Apesar de ser uma obra pequena que não chega às 170 páginas, achei que foi uma completa fantochada que aconteceu para encher chouriços como costumam dizer.
   Não só o local para onde tinham de se dirigir e que deu o nome ao livro foi suprimido a umas míseras 20 páginas se tanto, tudo o resto foi empatado sem qualquer sentido. Poderiam dizer que foi para introduzir uma nova personagem, mas o certo é que existiam formas mais simples e que dariam mais páginas para desenvolver o enredo final.
   De resto sendo um livro infanto-juvenil acho que tem algumas partes que deveria ter. Não sei se os infanto-juvenis actuais gostariam de ler algo como isto considerando que tem partes demasiado óbvias e no meu tempo gostava de algum mistério e algo que me desse em que pensar. Uma história envolvente que me agarrasse e me fizesse querer continuar até acabar não só aquele livro mas toda a colecção.
   Diminuiu de qualidade, sim de certeza, e não sei se vai melhorar muito mais. Acho que os "dias de ouro" desta colecção já passaram. Se quiserem saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link seguinte: Crítica - A Cidade dos Ratos
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

domingo, 16 de novembro de 2014

Soul Eater Vol.3 - Rip off the Pitch-Black Soul - Atsushi Ohkubo

   "Tsubaki and Black Star set off on their most difficult mission yet: a battle with the Uncanny Sword Masamune. But this fight holds personal significance for Tsubaki - their target is her older brother. Jealous of her inherited talents, Masamune is holding nothing back. Usually docile and complacent, Tsubaki must find the strength to overtake the Uncanny Sword before she too is sucked into the darkness."

   Hello people all around the world!
   Parece que foi há uma eternidade que li algum mangá principalmente Soul Eater (se formos a ver já se passaram dois meses portanto...). Este é então o terceiro volume da saga.
   Tenho sempre imensa pena devido aos volumes terem poucos capítulos, sinto sempre vontade de ler mais e mais. É certo que os capítulos são maiores do que nos outros mangás que li, mas mesmo assim, poderiam ter mais um ou dois por volume.
   Neste volume estamos um pouco mais centrados em duas personagens, Tsubaki e Black Star e vemos um pouco do seu passado. Achei deveras interessante e cheio de acção. Consegue captar a atenção do leitor e fazer com que queira ler mais e saber mais dos próximos capítulos.
Não estava tão intenso como no anime, mas acho que isso será sempre um pouco assim, uma coisa é ver o anime e outra é o mangá. Mas mesmo assim achei relativamente bom.
   Outra coisa boa é que não houve quase fanservice nenhum, melhorou nesse aspecto, achava um pouco decadente terem de recorrer a isso para obterem leitores. Agora pelos vistos já não o fazem tanto.
   Quanto à arte, que nos primeiros dois volumes achava um pouco infantil demais, e muito diferente do anime, agora acho que já está um pouco melhor. Pelo menos algumas personagens pareceram-me diferentes dos primeiros volumes e mais parecidas com o anime (que era a minha preferência).
   Estou a achar esta saga boa, e está a crescer pouco a pouco. Esperemos que a certa altura não caia pela pontuação abaixo. Aceitarei se tiver algumas oscilações, é normal não se conseguir manter excelente sempre. Mas logo veremos, se quiserem ler sobre o volume anterior, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Soul Eater vol.2 - The Jet-Black Soul, Walk With Me
   Boa Leitura... ;)
7.5/10

André

sábado, 15 de novembro de 2014

Cornos - Joe Hill

   "Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis.
   Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta... e um par de cornos a sair-lhe das têmporas.
   No início Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela furia e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais.
   Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados: nascido numa família privilegiada, segundo filho de um músico de renome e o irmão mais novo de uma estrela televisiva em ascensão, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. Ele tinha tudo isto e ainda mais: Merrin e um amor assente em fantasias partilhadas, audácia e a improvável magia do Verão.
   Mas a morte de Merrin destruiu tudo. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal de opinião pública de Gideo, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si...
   E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador - um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida. Ser bom e rezar para que tudo corresse bem não o levou a lado nenhum. Chegou a altura de pôr em prática uma pequena vingança... Chegou a altura de o Diabo clamar o que lhe é devido..."

   Boas leitores!
   Bem que tento ler mais rápido mas parece que o mundo impede-me de fazê-lo, interpondo entre mim e a leitura mil e uma tarefas diferentes. Mas lá consegui terminar este livro, que digo com alegria que é um livro isolado, sem qualquer colecção, de um novo autor.
   A adaptação cinematográfica deste livro estreou há relativamente pouco tempo cá em Portugal e ainda não a vi, mas após ler o livro fiquei curioso em saber como estará feito, quão fiel será ao livro.
   Uma palavra para descrever esta obra: estranha. Mas acho que é daquela estranheza que segue o ditado "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Inicialmente achava aquilo um pouco como se tivesse andado a tomar substâncias ilícitas, mas ao fim de alguns capítulos já achava interessante e uma ideia engraçada.
   Gostei do esquema de escrita, passar-se no presente e depois a certa altura conhecer-se parte do passado que desencadeou tudo mas sempre na perspectiva de uma pessoa diferente e que contribuiu para a causa.
   Só tive um pouco de pena pelo final estar um pouco dramatizado demais para o que o livro era. Acho que estava muito cru e natural a escrita e a história e depois tornou-se apenas algo comercial que terminou de forma a que todos ficassem felizes.
   Agora só em resta ver o filme e ver se a adaptação está boa. Quanto a vocês, aconselho-vos a lerem, é algo... diferente!
   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Útil

   Qual foi o livro mais útil que leste?

   André: Não sei bem o que responder a esta pergunta. Os mais úteis possivelmente foram aqueles de "Preparação para exames 11º/12º", ajudaram-me imenso a preparar-me para os exames do secundário. Agora livros dos que aparecem aqui no blogue não posso dizer que me tenham ajudado muito. Talvez a relaxar ou a sair do nosso mundo quando precisava, mas isso não é utilidade para mim, é uma coisa inerente aos livros que não utilizo, desfruto.

domingo, 9 de novembro de 2014

Avatar de Kushiel - Jacqueline Carey

   "Phèdre nó Delaunay é uma mulher atingida pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. O seu caminho tem sido estranho e perigoso, e ao longo de todo ele o devotado espadachim Joscelin tem estado a seu lado. A natureza dela é uma tortura para ambos, mas ele jamais violou o seu voto: proteger e servir.
   Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses - tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar - nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.
   A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo.
   E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome."

   Boas leitores!
   Lá voltamos nós a ter uma vez mais a autora Jacqueline Carey no blogue, desta vez com o quinto e penúltimo volume desta Saga de Kushiel.
   Fez-se onze meses desde que li o volume anterior da saga, mas isso não foi grande impedimento para me recordar da história, não devido a ser uma obra de arte fantástica que me ficasse na memória mas sim porque os livros começavam a ser sempre a mesma coisa e portanto o enredo era memorizado.
   E foi mais ou menos o que aconteceu agora. Nesta obra continuam a acontecer sempre as mesmas coisas onde há intrigas mas sem qualquer espécie de emoção ou acção. As personagens principais viajam para aqui e acolá sem qualquer verdadeiro propósito, tornando toda a leitura aborrecida e sem qualquer piada.
   Tenho também de falar que há certas partes que começam a raiar o ridículo como a contínua reverência que a protagonista tem por outra personagem que massacrou-a em todos os livros. Entendia se ela sentisse alguma coisa devido ao seu "dom" mas ao ponto de fazer promessas e tarefas por ela já passou o meu limite de razoabilidade. Entendia que isso acontecesse durante um ou dois livros, e não que fosse uma coisa contínua que perde o sentido.
   Outro pormenor foi que a suposta "aventura" que falam na sinopse não acontece de todo. A protagonista quer imenso salvar o seu amigo, mas depois chega a um cruzamento e basicamente adia o salvamento do amigo para ir salvar o filho da inimiga (de forma muito simplificada) o que é ridículo na minha opinião.
   Não obstante, acho certas partes bem descritas, a autora tem talento para escrever cenas eróticas românticas e cenas eróticas brutais de crueldade, mas afinal, se não o fosse toda esta colecção deixaria de ter qualquer sentido.
   Espero que o último volume desta colecção crie um bom final e não mais um livro para vender (que não teve assim tantas vendas cá em Portugal). Se quiserem saber mais do livro anterior da colecção podem ver por este link: Crítica - A Promessa de Kushiel
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Booking Through Thursday - Aniversário

   É o meu aniversário hoje, e sabem o que é que seria excelente? Perguntas! Eu posso sempre usar boas perguntas para vos fazer pessoal, por isso... Ponham algumas nos comentários por mim?

   André: Não tenho originalidade nenhuma para perguntas... Por isso é que reclamo com metade das que aparecem por aqui! Acho que uma pergunta que gostaria de fazer seria: Que obra escrita num mundo épico/medieval gostarias de ver escrita num mundo futurístico ou steampunk? (ou vice-versa).

domingo, 2 de novembro de 2014

A Floresta de Mãos e Dentes - Carrie Ryan

   "No mundo de Mary há verdades simples. A Irmandade sabe sempre o que é melhor. Os Guardiães protegem e servem. Os Excomungados nunca desistem. E tu nunca deves esquecer a cerca que rodeia a aldeia. A cerca que protege a aldeia da Floresta de Mãos e Dentes. Mas, aos poucos, Mary começa a pôr em causa as suas verdades. Ela está a conhecer coisas que nunca quis saber sobre a Irmandade e os seus segredos, sobre os Guardiães e os seus poderes. E quando há uma brecha na cerca e o seu mundo se transforma em caos, ela fica a conhecer melhor os Excomungados e percebe o quão implacáveis são. Agora, Mary tem de optar entre a sua aldeia ou o seu futuro, entre aquele que ama e aquele que a ama.
   E também tem de enfrentar a verdade em relação à Floresta de Mãos e Dentes.
   Poderá haver vida para lá de um mundo rodeado por tanta morte?"

   Boas leitores...
   Nova opinião que trouxe algumas surpresas (uma não tão boa). Primeira coisa que me surpreendeu foi descobrir que este livro é sobre zombies, sim, mortos-vivos. A sinopse não dá nada a indicar isso a não ser depois de ler, aí tudo faz sentido. A segunda surpresa e essa não foi tão boa, foi descobrir que comecei uma nova colecção inadvertidamente. Este é o primeiro livro de uma trilogia da qual tentem advinhar... Só o primeiro está publicado em português. Lá vamos nós outra vez para a mesma lenga-lenga.
   Quanto a história deste primeiro volume. Boa, não sei se completamente original, porque nunca li grande coisa sobre zombies portanto a minha experiência não é muita nesse campo. No entanto, até achei engraçada.
   Houve partes totalmente comerciais como a velha cantiga do "eu tenho dois amores" que eram dispensáveis ou que poderiam ser feitas de outra forma.
   O enredo passa-se depressa numa escrita fácil (o livro tem pouco mais de 250 páginas por isso lê-se relativamente rápido) e antes de nos darmos conta já chegou ao final do primeiro livro e ficamos com um pouco de curiosidade sobre o que se passará no segundo.
   Mas acho que essa curiosidade depressa passa, não achei que o livro conseguisse criar expectativa no leitor de forma a que ele quisesse devorar o livro de uma assentada. Está bom, mas não fantástico.
   Boa Leitura... ;)
6/10

André

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Assustador

   Qual foi o livro mais assustador que já leste?

   André: Depende da altura em que foi lido... Li um livro no início da minha adolescência O Aprendiz do Mago que achei super assustador e entusiasmante. Mais tarde já no final da minha adolescência li contos de H. P. Lovecraft que também tinham algum terror lá metido que era capaz de assustar. Mais actual ainda li contos de George R. R. Martin que também causaram em mim algumas sensações estranhas não exactamente de medo mas acho que de ansiedade, mas isso são tudo sensações que adoro ter. Significa que a escrita é boa!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Forca - Joe Abercrombie

   "Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturados sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões.
   Segredos ancestrais serão expostos.
   Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas.
   Inimigos declarados serão perdoados...
   Mas não antes da Forca."

   Boas leitores...
   Já faltava aqui uma nova opinião não era? Pois bem aqui está ela. É a opinião do segundo livro da trilogia A Primeira Lei. O primeiro volume li já há imenso tempo então para retomar esta leitura custou um pouco.
   Mas não muito, passadas poucas páginas já me lembrava de quem era quem e quais os seus objetivos e relações com todos os outros.
   O livro teve altos e baixos, sendo que um dos altos foi o facto de ter três perspetivas diferentes ao longo da obra: Glokta, West e Logen, cada um num sítio diferente e com uma missão diferente. Isto dá uma certa sensação ao leitor de diversidade. No entanto acho que pode fazer também com que o leitor perca um pouco o entusiasmo pelo quantidade de coisas que estão sempre a acontecer, principalmente num livro que não é lá muito pequeno (650 páginas aproximadamente).
   As guerras estavam bem feitas, tal como a concepção do mundo e dos povos, no entanto houve uma altura em que capítulo atrás de capítulo tratava-se de batalhas em diferentes guerras com personagens diferentes e portanto tornava-se uma leitura não muito leve onde poderia perder o entusiasmo.
   Gostei da forma como o escritor descreve certas cenas, por vezes suavemente e por outras com brutalidade de um selvagem, como por exemplo as cenas eróticas ou mesmo as paisagens por onde os protagonistas andam.
   Claro que o fim teve de dar uma pitada de curiosidade para o leitor querer comprar o terceiro volume, para mim isso não acontecerá tão cedo visto que tenho ainda muitos outros livros para ler. Se ficaram com curiosidade e quiserem saber mais da colecção podem seguir o link para a crítica do primeiro livro: Crítica - A Lâmina
   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Para um Amigo

   Se alguém que conheces acabou de publicar um livro - sentes-te obrigado a comprar uma cópia? Mesmo que não seja do tipo que normalmente lerias? 

   André: Nunca me sentiria obrigado. Pelo contrário acho que compraria exactamente pela curiosidade que seria despertada por ter alguém que conheço a publicar um livro, afinal não é algo que toda a gente faça (pelo menos aqui em Portugal). Mesmo que não fosse do género que normalmente leio, como tenho uma política de "deve-se ler de tudo um pouco" aproveitaria a oportunidade.
   Além disso, é sempre uma honra termos convidados em nossa casa e podermos dizer "este livro que aqui tenho foi escrito por um amigo meu".

sábado, 18 de outubro de 2014

Bakuman vol.3 - Debut and Impatience - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Is becoming a successful manga artist an achievable dream or just one big gamble?
   Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world?
   After losing to manga genius Eiji Nizuma, Moritaka and Akito make it their mission to beat this rival - even going so far as ignore their editor's wished! But will this decision ultimately help or harm their cause?"

   Hello people!
   Como já é costume, quando se trata de mangás, a opinião deste já está cá, pouco tempo depois de ter posto uma outra opinião no blogue. Voltamos à colecção Bakuman em que este é o terceiro de vinte e poucos volumes.
   O plot deste mangá continua o mesmo, apesar de neste volume me ter parecido que sofreu uma pequena interrupção. Não no sentido de terem mudado de enredo e terem deixo o enredo principal em hibernação mas sim porque todo o volume me pareceu um pouco morto de entusiasmo.
   Não aconteceu nada em que eu pensasse "Isto é espectacular, e agora? Como vão fazer?", as coisas aconteciam e eu ficava sempre na mesma (o que em parte pode ter sido devido a eu já ter visto o anime). Houve apenas um momento mais ou menos a meio em que sei que se tivesse lido primeiro teria ficado surpreendido.
   Achei até que faltou um pouco daquele humor característico que havia nos primeiros dois volumes. Mas fiquei com a sensação que tudo isso voltará no quarto volume, onde também acho que o enredo vai voltar a ganhar poder e ficar mais entusiasmante para os leitores.
   A minha hipótese para que tenha ficado tão pouco interessante este volume pode ser porque não desenvolveu nada na história nem no processo de como criar um mangá, daí que o entusiasmo não seja tanto. Vimos apenas como era o processo criativo do rival deles.
   Mas como já disse, esperemos pelo próximo, talvez seja melhor. Entretanto podem sempre ver a opinião do segundo volume através deste link: Crítica - Bakuman Vol.2 - Chocolate and Akamaru
   Boa Leitura... ;)
5,5/10

André

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Se Acordar Antes de Morrer - João Barreiros

   "Sinto-me honrado por poder apresentar-vos este livro. Por várias razões, entre as quais avulta não só o respeito e admiração que tenho pelo autor e sua obra, mas também pela oportunidade do momento em que este volume nos é oferecido. A literatura de Ficção Científica portuguesa, a par de todo o género comum do fantástico, necessita de um instante destes, de uma publicação que nos faça pensar no passado, no presente e no futuro, em que a comunidade de leitores do género possa e deva ser confrontada com o que tem, com o que é, e com o que pode vir a ser. E é também uma boa altura para certos sectores repararem que algo de legítimo se passa fora dos cânones convencionais do realismo contemporâneo, para dar a conhecer um pouco mais ao grande público, este importante vislumbre de um corpus e de uma carreira dedicados à Ficção Científica, made in Portugal.

   Como todos concordarão, Barreiros é o nosso grande autor de FC; o único português que publica com alguma regularidade na distopia periférica do Cá-Dentro, que vai sendo, aos poucos, conhecido nesse mundo tecno-místico do Lá-Fora, e que se mantém sempre e irredutivelmente leal à FC Pura. Isto, embora não desdenhe usar de outros elementos típicos do fantástico, nomeadamente na área do horror. Mas para o ler da melhor forma, há que saber compreender as referências pop da nossa cultura ou da que estamos a perder."
in Prefácio de n. fonseca"

   Boas pessoal!
   Sei que já não dava notícias há algum tempo mas tem sido um pouco caótica a semana e como não houve nenhum BTT esta semana... Mas já cá estou com uma nova opinião.
   Este livro adquiri-o na Feira do Livro por diversas razões: estava a um preço baratíssimo, era de um autor português (temos de publicitar a literatura nacional não é?) e por último (e esta é um pouco fútil para alguém que lê tanto) porque achei a capa interessante.
   Portanto não sabia nada do autor, não sabia em que género iria calhar o livro e muito menos que seria uma colectânea de contos. Fiquei surpreendido mas não desiludido quando percebi isto. Mas apanhei algumas desilusões depois.
   A primeira veio com a forte opinião crítica que o autor tem contra a fantasia. Como escritor de ficção científica entendi em parte visto ser um género sempre em batalha com a fantasia. No entanto quando li um dos contos, em que percebi num instante que o autor não só criticava a fantasia numa sátira de certa forma engraçada, mas criticava um autor português (que é o mais grave de tudo) por escrever fantasia e, com isso, estar no Plano Nacional de Leitura Português. É lógico que não há prova nenhuma que sejam a mesma pessoa, mas acho que só quem não tiver dois dedos de testa não entenderá isso. E portanto para mim o escritor foi muito abaixo do nível que deveria ter ido, numa atitude bastante infantil.
   E o mais ridículo disto tudo é que apesar deste autor ser um tão defensor ávido da FC grande parte dos contos dele encaixam-se na minha consideração do que é fantasia e horror, o que de certa forma é um pouco contraditório, mas isso deixo à opinião de cada um sobre o que é fantasia e o que é FC.
   Apesar de tudo isto, não posso deixar de dizer que sim, alguns contos são originais e estão muito bem escritos, captando a atenção do leitor, e as explicações de como surgiram os contos como prefácios é uma boa ideia. Só é pena o autor pecar tanto pelo seu ódio aficcionado pela fantasia.
   Boa Leitura... ;)
5/10

André

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Demanda do Visionário - Robin Hobb

   "O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.
   Fitz sabe que a única forma de pôr fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo.
   Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?"

   Olá leitores!
   Isto andava abandonado de críticas. Até eu já sentia vontade de estar aqui a dar-vos a minha opinião sobre mais um livro. Mas aqui está outro livro lido e opinado.
   E uma boa notícia é que esta obra é a última da saga denominada A Saga do Assassino que conta com cinco obras todas elas publicadas no nosso pequeno país. É certo que após esta colecção existe ainda uma outra que se passa algum tempo depois, que eu comecei e não avancei até ter terminado esta, mas o certo é que pelo menos tenho outra saga completa.
   Quanto a este livro em si... Bem... Não foi o que esperava. Com o acumular dos outros livros (e em parte com o meu conhecimento do final da história) pensava que iria haver uma parte de mistério e uma outra parte, bem maior de acção e batalhas contra os tão mal-afamados Navios Vermelhos.
   Mas não. O livro foi passado grande parte dele como se fosse um livro de aventuras com alguns perigos e alguns problemas dentro do grupo. Depois há a tal parte de mistério, até um pouco interessante, se não se prolongasse tanto e de forma a que a leitura fosse perdendo a sua fome de devorar páginas.
   O fim então achei algo mau porque basicamente foi aquilo que as personagens não conseguiram em 420 páginas, conseguiram nas 20 seguintes magicamente de um momento para o outro de forma a salvarem o seu país. O que é certamente ridículo. Achei mesmo que a história precisava de uma lavagem literária aqui e remodelar um pouco, talvez fazer com que o trabalho que eles tiveram fosse mais visível e mais descritivo do que duas páginas a dizer que no fim salvaram tudo. Afinal esta é suposta ser a obra que termina a colecção, tem de terminar em grande.
   Mas nem tudo é mau e achei bom que a autora não se poupasse a sentimentos fantasiosos e pusesse alguma crueldade também com as personagens. Nesse sentido, na história emocional das diversas personagens acho que está bem feito e portanto essa é das poucas coisas que salva.
   Se quiserem saber mais da colecção, que atingiu o pico no terceiro livro na minha opinião, podem seguir os links e ler tudo: Crítica - A Vingança do Assassino
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Obscuro

   Qual é o teu género favorito que outras pessoas podem não ler? Quero dizer, mistérios, romances, policiais... estas são todas categorias bem disseminadas. Mas os verdadeiros leitores normalmente não se limitam apenas a "grandes" géneros... Por isso qual é o teu tipo de livro pouco-conhecido? Livros de cães? Livros de tricô? Histórias acerca de corridas espaciais? Teoria matemática?

   André: Hmmm.... É verdade que eu tento ler sempre um pouco de tudo, mas a minha área está sempre mais focada na fantasia. Mas normalmente os géneros pouco conhecidos não me dizem muito. Livros de auto-ajuda não são de todo algo que goste imenso. Mas há certos livros que não encontro normalmente categoria para eles e que nos fazem pensar bastante, quase filosóficos... Acho que esse género é a minha resposta final.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Booking Through Thursday - Doente

   O que é que lês quando estás doente e só queres algo fácil e confortável? Ou vês televisão em vez de ler? (Assumindo que não estás a dormir uma sesta claro.)

   André: Normalmente não leio nada diferente de quando estou saudável. Mas curiosamente se não estiver a dormir acho que é das poucas vezes em que vejo um pouco de televisão. Se o livro já me tiver despertado o interesse aí não me importo de abdicar da TV e ler uma grande obra.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sangue-do-Coração - Juliet Marillier

   "Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza de um chefe tribal cujo nome se pronuncia na região com repulsa e amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que prenuncia desgraças a cada sussurro.
   No entanto, a fortaleza solitária é um porto seguro para Caitrin, uma jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa. À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do atormentado jovem e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Só através do seu amor e determinação é que a maldição poderá ser desfeita e Anluan e a sua gente libertados..."

   Boas pessoal!
   Bem isto ultimamente anda lento quanto a novidades. Mas a ver se melhoramos! Aqui está uma nova crítica, duma autora já conhecida deste blogue, Juliet Marillier. Este livro não pertence a nenhuma colecção, é um livro isolado, felizmente que colecções inacabadas é o que não me falta.
   Infelizmente a autora não me surpreendeu de maneira nenhuma com este livro. Quando o comecei a ler bastaram cinquenta páginas se tanto para perder o interesse. Porquê? Porque eu lia e a primeira coisa que me vinha à cabeça era que a história era uma versão ligeiramente do conto infantil da Disney "A Bela e o Monstro". Havia um homem deformado, uma rapariga muito interessada em livros, um castelo meio abandonado e em ruínas, vários "espíritos" que eram amigos do homem deformado e uma maldição que, curiosamente, o amor conseguiu quebrar.
   Para além disso o facto de bastar uma das personagens aparecer duas vezes no início da história para perceber que era a pessoa por detrás de todos os problemas foi uma desilusão enorme. Não houve qualquer mistério nessa parte ou curiosidade em saber quem seria responsável por tudo.
   Acho que a melhor parte foi mesmo as páginas finais quando há batalhas e desafios entre personagens, teve algumas coisas menos esperadas e que entusiasmaram ligeiramente o leitor, de resto foi muito monótono e pouco realista dentro da fantasia que é o livro.
   Não é de todo dos melhores livros da autora, se têm uma boa imagem da escrita dela então não vos aconselho a lerem este. Esperemos que melhores leituras venham.
   Boa Leitura... ;)
4/10

André

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Booking Through Thursday - Shakespeare

   Okay mostrem as vossas cartas... quem leu Shakespeare (no caso de Portugal José Saramago ou Eça de Queiroz) FORA da leitura obrigatória escolar? Vês as peças de teatro? E os filmes? Amam-nos? Pensam que são sobrestimados?

   André: Sim já li livros de José Saramago fora da leitura obrigatória, li o livro Caím. Quanto a Eça de Queiroz não li mais nada dele. Já vi a peça de teatro de Os Maias, já filmes nem por isso. Quanto a serem sobrestimados, não acho. Foram bons autores, José Saramago ganhou o Nobel da Literatura o que não é para todos portanto, acho que merecem a fama. (E se falarmos de Shakespeare acho o mesmo, apesar de nunca ter lido uma obra inteira dele)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Voz do Fogo - Alan Moore

   "Doze narrativas entrelaçadas de eventos recorrentes, estranhas tradições e visões assombrosas.
   Num livro repleto de luxúria e êxtase, encontramos doze personagens distintas que viveram na região de Northampton, em Inglaterra, durante um período de seis mil anos. Na tradição de Kipling e Borges, Moore viaja pela História misturando verdade e conjectura, num romance assombroso, comovente, por vezes trágico, mas sempre empolgante."

   Boas leitores...
   A semana já começou e com ela comecei a ler um novo livro. Acabei então este que é um livro isolado de um autor já muito conhecido mas que ainda não tinha tido o prazer de ler nada dele.
   E arrependo-me agora porque pelo menos este livro está genial de muitas maneiras. Os doze capítulos passam-se cada um numa época histórica diferente, desde 4000 anos a.c. até 1995. Sempre histórias diferentes por vezes com modos de escrita muito diferentes e maravilhosos.
   Há certos capítulos em que o autor dedicou-se afincadamente para retratar aquela época e resultou duma forma muito boa. Para além de engenhosa é cativante.
   Outro pormenor que acabou por resultar numa obra estrondosa foi o facto de em todos os capítulos vai havendo pequenas "lembranças" de outras histórias. Um colar com contas azuis, uma igreja circular, enfim tantas outras que mais vale lerem.
   Só tive pena do último capítulo, de todos os que houve foi para mim o mais aborrecido, quando podia ter muito potencial visto tratar-se da perspectiva do próprio escrito. Metade do capítulo foi a descrição da cidade e das suas ruas e não uma história em si.
   Bem é um livro de certa forma estranho e de certa forma cativante, acho que vale a pena lerem, pela experiência. Fez-me lembrar um pouco de outro livro que li: Cloud Atlas mas numa versão mais virada para o passado. Mas agora vem outro livro... Da famosa Juliet Marillier.
   Boas leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Booking Through Thursday - Família

   As outras pessoas da tua família também gostam de ler? Ou estás por tua conta?

   André: Neste assunto estou por minha conta. Bem tento converter muitos familiares meus à literatura, mas não os consigo convencer, infelizmente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Soul Eater Vol.2 - The Jet-Black Soul, Walk With Me - Atsushi Ohkubo

   "The remedial assignment continues as Soul and Maka confront Dr. Franken Stein, the man behind Sid-sensei's unfortunate transformation and the strongest meister ever to graduate from Death Weapon Meister Academy. Even without a weapon, his massive soul dwarfs them all - even big shot Black Star! Can Maka rally ger strength to face Stein in battle, or will despair be her downfall?"

   Hello readers!
   Como sempre, os mangás são lidos num instante, até me sabem a pouco, apetece-me sempre ler mais e mais. Mas não tenho por isso... Bem falemos então do segundo volume da colecção Soul Eater.
   Relativamente ao primeiro volume, acho que melhorou em vários aspectos. A história continua igual ao anime por enquanto, MAS teve algumas coisas diferentes já, pequenos pormenores, o que pode indicar que quanto mais avançar mais divergente vai ficar (e o que seria melhor para obter coisas novas, mas pior porque não se mantiveram fiéis ao mangá). Se nunca viram o anime então tenho a dizer que a história é interessante e consegue ter as suas surpresas boas e más de vez em quando.
   O fanservice também diminuiu, graças a deus. Mesmo assim teve ainda algumas partes desnecessárias mas como não foram em todos os capítulos até se consegue aceitar como algo normal. (Como podemos ver na capa deste volume.)
   A arte, infelizmente não mudou muito, as personagens principais parecem ainda muito infantis. Já as outras personagens (que são adultos sempre) não são muito diferentes do anime.
   Tenho a referir ainda que este é um mangá brilhante quanto à leveza de leitura, calhou mesmo bem por ser algo cheio de piadas e conversa leve. Não teve um grande mistério ou enredos de baralhar o leitor e isso por vezes é o que calha mesmo bem.
   Se têm curiosidade em ler esta colecção tenho a dizer-vos que aconselho, o primeiro volume até que nem está mau, mas este melhorou um pouco, vamos ver se os próximos fazem o mesmo. Se quiserem saber mais do primeiro volume sigam o link: Crítica - Soul Eater Vol.1 - Listen to the Beat of the Soul
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

domingo, 14 de setembro de 2014

Marés Negras - Filipe Faria

   "Nova incursão na fervilhante Allaryia, neste terceiro volume das suas crónicas, contadas pelo fiel escriba, Pearnon. Reencontramos Aewyre e os seus companheiros na cidade de Val-Oryth em Tanarch, a um passo do seu destino último: Asmodeon. Aí, Aewyre espera poder por fim descortinar o destino de seu pai Aezrel, o desaparecido campeão de Allaryia. O jovem príncipe e seus companheiros aprofundaram entretanto os laços de amizade que os unem, mas não sem duros sacrifícios, dos quais resultaram feridas profundas que dificilmente sararão. Velhos inimigos regressam para atormentar o grupo, e nas sombras da própria Val-Oryth residem perigosos adversários que os companheiros desconhecem e que os submeterão a rudes provações.
   Não muito longe de Tanarch, as Marés Negras sobem uma vez mais, trazendo consigo memórias de um passado sombrio e pressagiando tempos conturbados para Allaryia e todos os seus habitantes. O mistério adensa-se, a adrenalina sobre e Filipe Faria conquista cada vez mais adeptos entusiastas.
   Mais um romance de fantasia épica fascinante e absorvente, do autor dos títulos A Manopla de Karasthan e Os Filhos do Flagelo, ambos publicados na colecção «Via Láctea»."

   Boas a todos os leitores...
   Já estava com saudades de publicar aqui uma nova crítica, parece que se passaram semanas, tudo devido a este livro. Aqui temos o terceiro de sete livros desta colecção a que chamam Crónicas de Allaryia, de um autor português (que temos de publicitar sempre).
   E qual a minha opinião sobre esta obra? Tenho vários pontos a tratar. Posso começar pela escrita. A escrita deste autor é extremamente rica quanto a vocabulário e expressões. O trabalho que ele teve em "inventar" uma nova língua que não passava do português arcaico foi um "golpe" de génio.
   No entanto, a escrita dele tem uma falha que quase se tornou mortal para mim. É demasiado descritiva e acrescentado ao facto da escrita ser demasiado longa (parágrafos muito grandes) tem um efeito sinergético que acaba com a vontade do leitor em muitas partes.
   O certo é que o enredo compensa em parte isto, visto que está muito bom e envolvente com surpresas, mistério e batalhas suficientes para agradarem o típico fã de fantasia épica. Houve alguns capítulos um pouco desnecessários a meu ver, normalmente capítulos que não envolviam as personagens principais.
   Já o final do livro foi muito repentino e arrebatador, passo a explicar. O livro tem uma batalha final que já é o culminar de duas batalhas anteriores, pelo que a escrita sobre batalhas, duelos e assuntos relacionados já está muito explorado ao ponto de cansar, mas depois como ocorrem acontecimentos chave para a história o autor é agarrado uma vez mais àquela confusão de parágrafos gigantescos e suspanse imenso até que acabe o capítulo.
   É interessante mas não uma grande obra-prima, com pena minha porque a história tinha capacidade para isso. Veremos como são os próximos volumes. Entretanto se quiserem saber da opinião ao livro anterior da colecção, sigam o link: Crítica - Os Filhos do Flagelo
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Booking Through Thursday - A Tua Recomendação

   Se um amigo teu pede-te para recomendares um livro mesmo bom - boa escrita, boas personagens, boa história - mas sem qualquer outras qualificações... o que é que recomendarias?

   André: Iria depender muito da pessoa, mas talvez Eragon, O Homem Pintado ou O Nome do Vento entre tantos outros para quem gosta de fantasia. Mas algo mais sério também recomendava com facilidade, O Perfume por exemplo é uma dessas recomendações. Se pudesse ser algo em inglês, era a saga Wheel of Time. Tantas opções, e ainda procuro as próximas obras-primas que possa ler e recomendar.

sábado, 6 de setembro de 2014

Akkarin - Trudi Canavan

   "Sonea percorreu um longo caminho desde que era apenas uma criança pobre, detentora de um incrível poder por explorar. Conquistou o respeito, ainda que amargo, dos seus colegas noviços e um lugar na Guilda dos Mágicos. Mas há muita coisa que gostaria de nunca ter descoberto - aquilo que testemunhou, por exemplo, na câmara subterrânea do misterioso Senhor Akkarin... e o conhecimento de que a Guilda era observada de perto por um antigo e temível inimigo.
   Ainda assim, não ousará ignorar as terríveis verdades que o Supremo Lorde partilhará com ela, mesmo temendo que possa ser um truque, um esquema de modo a poder usar os seus fantásticos poderes para realizar os seus mais obscuros objectivos. Pois Sonea sabe que o seu futuo está nas mãos de Akkarin e que só na escuridão conseguirá atingir a verdadeira grandeza... se sobreviver."

   Boas Leitores...
   Estou a acabar uma colecção! Sim é verdade, menos uma coisa em aberto que deixo pelo blogue. Esta trilogia fica oficialmente terminada com esta crítica.
   E como terminou então este trio? Nada mal, conseguiu recuperar do segundo livro. A história deixou de ser tão comercial como estava e passou a ter uma vertente de mistério, aventura e acção muito maior do que tinha antes.
   Houve certos pormenores um pouco discordantes a meu ver, a protagonista alterou a sua opinião depressa de mais, num assunto que para ela era o mais absoluto dos horrores, pensamentos que ela nunca teria apareceram ao fim de poucas páginas de lhe ser apresentado um problema.
   A batalha final (sim porque nestes livros tem de haver sempre uma batalha final) esteve particularmente boa na parte de armadilhas e estratégia, porque o último confronto não foi tão satisfatório como podia ter sido, com a quantidade e qualidade das coisas que tinham acontecido antes, a autora deveria ter melhorado esta parte.
   Quanto ao epílogo... Era mais ou menos o que esperava, agradando-me assim, e chegando a surpreender-me e a tirar um mini-riso da boca. Foi um fecho da trilogia agradável mas não perfeito.
   Caso queiram saber mais desta colecção, cliquem no link seguinte e ele levar-vos-á ao volume anterior: Crítica - A Iniciação
   Boa Leitura... ;)
7/10

André

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Booking Through Thursday - Descobertas da Escola

   Todos nós já tivemos de ler muitas coisas diferentes na escola - algumas que gostámos, algumas que não tanto. Há algum autor que começaste a gostar quando te foi introduzido nas aulas de Português? Ou - o contrário. Há algum que odeies porque foste forçado a ler na altura? Alguma vez voltaste a tentar lê-lo outra vez?

   André:  Acho que quando tive de ler livros para as aulas não me vi a odiar ou adorar algum autor. Estava curioso sobre José Saramago, pela forma de escrita e pelas críticas à sociedade, mas antes de ler o Memorial do Convento li o livro Caím, também dele, pelo que fui para a aula já adaptado à escrita dele. Esse é dos únicos autores que li quando estava na escola que tenho pena de não ler mais nada dele.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Arcanum - Thomas Wheeler

   "O Livro de Enoque, o mais poderoso artefacto do mundo, é uma crónica dos erros de Deus e contém nas suas páginas a chave para o fim do mundo. Infelizmente acaba de ser roubado.
   Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Arcanum.
   Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desapareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é o crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno.
   Arcanum é um thriller brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, suspense e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovecraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes."

   Boas leitores!
   Chegámos a Setembro, lá se estão a acabar as férias para todos. Mas haverá sempre tempo para ler um pouco. Para começarmos o mês logo pelo dia 1 cá está uma nova crítica. É um livro isolado, sem colecções (graças a deus porque colecções inacabadas é o que não me falta).
   Nunca tinha lido nada deste autor, o que vendo agora até é uma pena, porque ele não escreve nada mal. Foi surpreendente perceber que o livro tinha como protagonistas pessoas reais e mundialmente famosas, acho que para isso é preciso ter cuidado para se manter fiel ao que os registos afirmam e, no entanto, conseguir dar a sua personalidade para a história em si.
   É como o facto do enredo passar-se em 1919, não sei de todo se está fiel à época, mas parece-me que o autor esforçou-se para isso, o que só por si vale alguns pontos.
   Já o enredo esteve um pouco agridoce, estava interessante e empolgante a escrita o suficiente para ficar curioso para ler mais, mas tratar-se de sociedades secretas (o que não é mau de todo) mas depois aparecerem anjos e demónios foi um pouco exagerado e fantasioso demais para o livro que era.
   Uma coisa boa foi que como este era um livro único, o autor teve de criar mistérios e resolvê-los a todos até ao final do livro, pelo que não houve grandes perguntas que ficaram sem resposta, que é algo que eu odeio que façam.
   Acho que era um bom livro para ser adaptado a filme, seria algo diferente e deveras engraçado. Principalmente com as personagens que tem, o quanto me ri ao ler sobre H. P. Lovecraft quando na realidade já li os 5 livros de contos publicados em Portugal e tinha uma imagem mental dele um pouco... diferente
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   Boa Leitura... ;)
6.5/10

André

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Booking Through Thursday - Inimizade

   Há algum livro ou autor que odeies? Porquê? É a escrita? A história? A personalidade do autor? E lerias na mesma as suas obras?

   André: Não há nenhum livro que odeie plenamente. De certo existem obras que não gosto mesmo nada como foi o caso de Espírito das Luzes e do seu autor Octávio dos Santos. Não só pela obra que não achei nada de espantoso como pela falta de humildade e respeito que o autor teve para comigo quando viu a crítica da sua obra aqui neste blogue.
   Apesar disso, como sempre achei que um ponto não faz um recta, muito provavelmente leria uma outra obra dele, na esperança que a minha opinião sobre a escrita dele sofresse algumas mudanças. No entanto a opinião que tenho sobre a personalidade do autor não muda.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Rios de Prata - R. A. Salvatore

   "Drizzt do'Urden está de volta. O temível elfo negro Drizzt do'Urden, o anão Bruenor, o bárbaro Wulfgar e o halfling Regis, iniciam uma demanda por Mithrall Hall, o lar dos antepassados de Bruenor.
   E à medida que os companheiros prosseguem o seu caminho, enfrentam novos desafios: Wulfgar começa a ultrapassar a aversão da sua tribo à magia, Regis está em fuga de um assassino implacável, o temível Artemis Enteri. E todos os sonhos de Bruenor em regastar a sua antiga pátria dependem de uma rapariga corajosa. Mas é Drizzt quem enfrenta o maior teste. Cansado da desconfiança e discriminação dos habitantes da superfície, pensa em regressar ao submundo tenebroso que o viu nascer e que abandonara anos antes.
   Conseguirá o elfo negro ser aceite pelo mundo da superfície ou regressará às suas tão temidas origens?"

   Olá caros leitores...
   Sim, podem dizê-lo, ando a continuar colecções que ficaram paradas há muito tempo, estavam a ver que não? Pois é está aqui o segundo livro da Trilogia das Planícies Geladas com todos os volumes publicados em português, para aqueles que preferem ler nesta língua.
   Quanto à história, já se passaram dois anos desde que li o livro anterior, então fui rever um pouco o que tinha acontecido, não era muito necessário, o certo é que o início da narrativa consegue colocar o leitor ao corrente do que se passa. O enredo em si não está muito forte, ainda para mais num livro semelhante a um filme de acção num mundo medieval, acontecem demasiadas coisas que acabam por perder a importância visto que conseguem sempre salvar-se nos últimos instantes.
   As personagens não sofrem tantas crises de personalidade como a sinopse dá a crer, muito pelo contrário, achei que o desenvolvimento estava pobre e incompleto, pouco aprofundamento houve relativamente ao que as personagens pensavam dos seus futuros ou das mudanças à volta deles.
   A única coisa que estava bem feita foi o final da história, criou suspanse suficiente para que os leitores desejem ler o próximo livro rapidamente, com todos os pormenores certos onde deveriam estar, por vezes um pouco cliché mas às vezes até cai bem.
   Está razoável, não é uma grande obra-prima, se quiserem saber do livro anterior basta seguirem o link seguinte: Crítica - Fragmento de Cristal
   Boa Leitura... ;)
5.5/10

André