segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lady Barberina/ A Outra Volta do Parafuso – Henry James

   “Sem sinopse”

   Boas Pessoal...
   Este livro que me ofereceram nasceu em 1980, veio do Brasil e não gostei lá muito.
   Começando pelo primeiro conto Lady Barberina, posso dizer que este conto não tem pés nem cabeça, começa de forma abstracta e acaba sem explicação, parece que decidiram escrever um acontecimento de há 30 anos atrás e pronto ficaram-se por aí. Em 10, se este livro contivesse apenas este conto teria um mísero 1.
   Em relação ao segundo conto A Outra Volta do Parafuso, começa também de forma estranha mas vai ganhando forma pouco depois e até se torna num conto apetecível se não tivesse tão resumido, acontecendo tudo umas coisas em cima das outras e não se explicando metade. Mas há certos momentos que o autor consegue impor emoções ao leitor como terror, embora seja por tão pouco tempo. Para este conto, em 10, teria 4.
   Em suma, posso dizer que não aconselho lá muito o livro, mas também não sei se o encontrarão em muitos sítios, foi-me dado por uma alfarrabista.
   Quero dizer ainda que a nota deste livro será dada como uma média de pontuações.

   Boa Leitura... ;)
2,5/10

André

Felizmente Há Luar! – Luís de Sttau Monteiro

   “Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peça Felizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
   Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (...) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espectáculo.
   Estas são palavras proferidas por Luís de Sttau Monteiro, publicadas em Le théatre sous la contrainte, Actas do Colóquio Internacional realizado em Aix-en-Provence, de 4 a 5 de Dezembro de 1985, publicadas pela Universidade de Provence, em 1988.
   É com esta citação que o Professor José Oliveira Barata, autor de Para Compreender Felizmente Há Luar!, estudo publicado também por Areal Editores, ilustra o facto de o texto dramático constituir apenas o primeiro passo para fomentar, em quem ensina e em quem aprende, o gosto pelo Teatro, entendido como expressão cultural socialmente condividida.”

   Boas pessoal...
   Este livro não estava na mesa de cabeceira até que eu tive de lê-lo e analisá-lo para a escola, por isso aproveitei e pu-lo aqui.
   Então, este livro é feito para teatro, adorei o esquema de leitura, com as várias formas de didascálias de lado a dar várias “dicas” sobre o que se estava a passar.
   Em relação à história em si, achei-a um pouco resumida de mais, a acontecer tudo de repente, talvez isso se deva ao facto de ser feito para teatro e eles não terem muito tempo. Mas, mesmo assim os dois actos que o livro tem têm uma data de simbolismos e representações da sociedade da altura.
   Apesar disto tudo, aposto que se este livro não fosse para a escola, eu nunca o teria lido, tal como muitos outros. Se quiserem comprar o livro comprem-no aqui: Wook

   Boa Leitura... ;)
5,5/10

André

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não Contes a Ninguém – Karen Rose

   “Não olhes. Não confies. Não contes a ninguém.
   Mary Grace Winters sabia que a única forma de ela e o filho escaparem ao marido, um agente da polícia, que os maltratava, era a simulação das suas mortes. Agora, tudo o que resta da sua antiga vida jaz no fundo do lago... Com uma nova identidade, numa nova cidade, encontraram um refúgio a centenas de quilómetros de distância. Quase se esqueceu do pesadelo vivido há nove anos. Até resolveu tentar a sua sorte ao amor com Max Hunter, um homem que também carrega as suas próprias feridas. Contudo, o marido descobre-os e, pouco a pouco, o perigo aproxima-se e ameaça tudo e todos.”

   Boas pessoal...
   Eu sei demorei um bocado demais a ler o livro mas já sabem, viagem de finalistas e tudo, enfim...
   Primeiro, tem um título bastante apelativo, fiquei interessado no livro logo pelo título e pela capa, bastante bem desenhada.
   Em relação ao enredo em si, bem eu já li outros policiais de Karen Rose e tenho a dizer que os policiais têm um grande problema, são basicamente iguais, têm todos o mesmo plano de fundo, mauzão, rapariga, rapaz bonzão, um amor e um final feliz, fim.
   As personagens estão boas, e isso deve-se em parte ao facto de Karen Rose ter pedido a opinião a várias raparigas que sofreram realmente violência doméstica, o que acho muito bom.
   De resto não tenho muito mais a dizer, é um livro razoável, semelhante a muitos outros da mesma autora.

   Boa Leitura   ;)
6/10

André

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Memorial do Convento - José Saramago

   "Era uma vez um rei
Que fez promessa de levantar
Um convento em Mafra.
Era uma vez a gente
Que construiu esse convento.
Era uma vez um soldado
Maneta e uma mulher
Que tinha poderes.
Era uma vez um padre
Que queria voar e morreu doido.
Era uma vez."

   Boas pessoal.
   Consegui ultrapassar-me a mim mesmo e ler este livro em pouco menos de duas semanas, fazer apontamentos e tudo.
   Este foi o segundo livro de José Saramago que li, e até agora preferi o primeiro Caím em vez deste. Talvez por este ter de ser para a escola e, impressionantemente, só escolhem livros chatos.
   Como mostra a sinopse, um pouco curta mas explícita, isto fala da construção do Convento de Mafra e da vida de certas pessoas nessa altura.
   A concepção das personagens está um pouco original, mas também já é da forma de escrita de Saramago que torna as personagens mais verdadeiras do que realmente são.
   E a mais famosa característica de Saramago e também a que menos graça acho que é a forma de escrita bastante esquisita, voltou a surpreender-me, principalmente quando via parágrafos de 4 páginas seguidas.
   Enfim, se não fosse obrigatório para a escola este não seria um livro escolhido por mim para ler. Se quiserem comprar o livro o melhor sítio é aqui: Wook

   Agora vou começar um livro de Karen Rose, já li 5 da mesma autora, vou levar o livro para Andorra para lê-lo.

   Boa Leitura... ;)
3,5/10

André