quarta-feira, 25 de abril de 2018

Sangue Mortífero - Charlaine Harris

   "Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha."

   Boas Leitores!
   Aqui estamos nós outra vez na saga Sangue Fresco, dez meses depois do último volume lido. Esta obra é o nono volume da saga, que conta com um total de treze volumes. Isto significa que faltam apenas mais 4 volumes e finalmente esta enorme saga estará terminada!
   Agora o que dizer desta história? Duas grandes constantes que esta obra tem são dilemas amorosos e acção a torto e a direito. Fazem sentido? Muitas vezes não.
   Comecemos pelos dilemas amorosos. Não foi nada inesperado visto que toda esta saga gira à volta da protagonista, Sookie Stackhouse apaixonar-se a torto e a direito por todo o tipo de seres. E acabar sempre por ficar indecisa sobre por qual estará realmente apaixonada. Neste volume temos um pouco mais de dilema centrado no Eric do que noutras personagens, mas quanto mais nos aproximamos do final, mais os dilemas amorosos voltam à superfície, criando este vai e não vai aborrecido que a autora devia terminar de uma vez por todas.
   E quanto ao segundo ponto, a acção explosiva a toda a hora. Muitas das vezes foram cenas de acção que não me captaram absolutamente nada, ou pareciam demasiado falsas, o seu contexto não fazia qualquer sentido, como estar rodeado de seres que morrem com uma borrifadela de limonada, mas nem sequer fazerem uso desse pormenor. E por outro lado, no início da obra temos um acontecimento que catalisa toda a acção para o resto do livro, mas que a protagonista quase não liga nenhuma. Vamos tendo de vez em quando um desenrolar disso, mas é quase como se tivesse em segundo plano. Pareceu-me que a autora quis empacotar demasiados acontecimentos num livro com pouco mais de duzentas páginas.
   Com isto tudo, talvez possa dizer que o desenvolvimento da personagem principal possa ter acontecido, talvez até fosse algo positivo do livro, no entanto, há ainda muita coisa a ser melhorada. E talvez se a autora não se focasse tanto nos dilemas amorosos, mas sim em temas como por exemplo os metamorfos virem a público e as consequências desse acto, a obra poderia ter sido muito melhor.
   Caso queiram saber mais sobre a saga, nomeadamente o volume anterior, basta clicarem no seguinte link: Crítica - Laços de Sangue
   Boas Leituras... ;)
4/10

André

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mulheres Perigosas - Vários Autores

   "Atenção: O perigo está à espreita perto destas mulheres!
   Se procura um livro em que as mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatale astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.
   Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson."

   Boas Leitores!
   Mais uma semana e mais um livro. E uma vez mais, uma antologia organizada por George R. R. Martin, parece que ultimamente é tudo o que leio. Mas este é o último por uns tempos, prometo! Esta obra, intitulada Mulheres Perigosas é apenas metade da obra original Dangerous Women. Mais uma vez a edição portuguesa decidiu dividir a obra em duas.
   Mesmo assim esta obra contém contos de onze autores diferentes, entre eles nomes conhecidos aqui no blogue como por exemplo Joe Abercrombie, Brandon Sanderson e George R. R. Martin. Um pormenor que me deixou curioso era saber se a edição portuguesa respeitava a ordem pela qual George R. R. Martin teria organizado os contos, mesmo que tivesse dividida em duas. Após alguma pesquisa consegui perceber que não. Para além de dividir a obra em duas, a ordem dos contos não é a mesma que a original. Não sei se considero uma opção acertada, e gostaria de saber o porquê de terem feito isto, visto que não me parece haver alguma explicação lógica.
   Quanto ao tema desta antologia, foi algo que à medida que lia ia percebendo que me tinha enganado, mas que não me desiludira, pelo contrário, ficara surpreendido pela positiva. Ao ler o título da antologia as ideias que vinham à cabeça eram algo como super-heroínas que salvavam mundos ou batalhavam com vilões maquiavélicos, as típicas badass que não me entusiasmam muito. Mas não. O titulo é literal, são mulheres que são perigosas, por vezes para elas, outras vezes perigosas para os que as rodeiam. Foi bom perceber isso com contos de Megan Abbott e Melinda M. Snodgrass que apesar de conhecer as autoras de nome, nunca tinha lido nada delas e fiquei surpreendido.
   E depois temos o lado mau. E esse lado foi uma única autora: Sharon Kay Penman. O conto desta autora foi lento, sem qualquer emoção e que, a meu ver, não cumpriu de todo o que esta antologia prometia: Mulheres Perigosas. O conto dela foi no género de romance histórico, mas isso não quer dizer nada, afinal temos Joana d'Arc como uma das mulheres mais perigosas da história, mas este romance histórico foi simplesmente aborrecido. A protagonista do conto não só não era perigosa como não trouxe nada de entusiasmante para o conto.
   Todos os outros contos foram ou bons, ou muito bons, Brandon Sanderson com o seu worldbuilding brilhante, ou Joe Abercrombie com a sua escrita crua, ou mesmo Megan Abbott com a sua escrita envolvente, todos eles foram brilhantes e espero que os editores portugueses não tenham metido todos os melhores no primeiro volume, porque estou desejoso de ler o próximo e não quero ser desiludido!
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Histórias de Vigaristas e Canalhas - Vários Autores

   "Recomendamos cautela ao ler estes contos: Há muitos vigaristas e canalhas à solta. 
   Se gostou de ler Histórias de Aventureiros e Patifes, então não vai querer perder novas histórias com alguns dos maiores vigaristas e canalhas. São personagens infames que se recusam a agir preto no branco, e escolhem trilhar os seus próprios caminhos, à margem das leis dos homens. Personagens carismáticas, eloquentes, sem escrúpulos, que chegam até nós através de um formidável elenco de autores. 
   Com organização de George R. R. Martin, um nome que já dispensa apresentações, e Gardner Dozois, tem nas mãos uma antologia de géneros multifacetados e que reúne algumas das mentes mais perversas da literatura fantástica."

   Boas Leitores!
   Aqui temos uma nova opinião que, estava eu já a meio desta obra quando me apercebi que o livro que eu lia não era mais do que a segunda metade de um que eu já tinha lido. A antologia de nome original Rogues é, em português, a junção desta obra com a obra Histórias de Aventureiros e Patifes. Ou seja, temos uma vez mais, a clássica estratégia portuguesa de dividir as obras em dois volumes. Um pormenor que me questiono é se a edição portuguesa respeitou a ordem em que George R. R. Martin e Gardner Dozois puseram os contos, ou se os volumes portugueses têm a sua própria ordem de contos.
   O certo é que este volume teve muito menos contos que gostasse muito. Aliás, houve apenas dois autores, Joe Abercrombie e Daniel Abraham que gostei imenso dos seus contos. Joe Abercrombie pela actividade e criatividade que o seu conto tem, lendo-se em poucos instantes mas sentindo-nos como se tivéssemos tido uma aventura. Quanto a Daniel Abraham foi mais pelo mundo criado que era simples e, no entanto, tinha o seu quê de complexidade e originalidade, o enredo foi também engraçado e com os seus pequenos twists que valeram muito a pena.
   A seguir a estes favoritos houve dois que estavam bons também, eram de Garth Nix e Matthew Hughes. Tinham o seu quê de interessante, e por certo captaram a atenção, mas não foi o suficiente para chegarem ao patamar de "estrondoso" ou "genial", mesmo assim, os quatro acima escolhidos foram definitivamente os melhores.
   Na categoria a seguir, os que chamaria "meh" ou "simplesmente ok" foram contos de Cherie Priest, Carrie Vaughn, Steven Saylor e Michael Swanwick. O problema destes foi muitas vezes não terem sido originais ou chamativos o suficiente para me agarrar neste formato de contos. Talvez se lesse estas histórias mas num formato de livro, onde houvesse mais desenvolvimento e enredo ficasse mais interessado. Aqui foi por vezes demasiado rápido ou sem conexão aos protagonistas.
   Por fim, na pior categoria estão Bradley Denton, Walter Jon Williams e Lisa Tuttle. Os dois primeiros nomes foram postos nesta categoria de "não gostei mesmo nada" por achar que não cumpriram com o que o livro propunha (caso do Bradley Denton) ou então o conto era mesmo sem sentido ou mau (como o de Walter Jon Williams), nenhum deles era de ficção ou fantasia, o que possa ter contribuído para não gostar ainda mais dos contos. No caso da Lisa Tuttle, acho que foi mais uma pequena desilusão. Anteriormente tinha lido Windhaven, uma contribuição dela e de George R. R. Martin e tinha achado absolutamente genial, e esperava algo do género e o que saiu foi uma espécie de Sherlock Holmes feminino relativamente básico. As expectativas foram desiludidas e portanto todo o conto foi lido lentamente e a arrastar.
   Estou curioso para saber se acharam o mesmo, ou se os vossos favoritos foram os que eu menos gostei, qual gostaram mais? Para saberem da opinião da primeira parte do Rogues, basta seguirem o link: Crítica - Histórias de Aventureiros e Patifes
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Magi Vol. 2 - Shinobu Ohtaka

   "Aladdin and Alibaba have entered the Dungeon of Qishan hoping to find hidden treasure - but danger's found them!
   A horde of slimes closes in on them, while Lord Jamil and his slaves head into the dungeon looking to intercept Aladdin and grab any riches he may have found! But these rivals have more to worry about than each other, and new friends, new enemies and amazing riches are yet to be discovered!"

   Boas Leitores!
   Já voltámos a ter mais um volume de Magi no blogue! Ainda o último foi lido há pouco mais de um mês atrás e já estamos com o segundo volume de trinta e seis por agora.
   O que falei no volume anterior já começou a realizar-se. Se bem se lembram (ou se não se lembram, podem ver no link disponível no final desta opinião) o primeiro volume era de uma qualidade um pouco duvidosa. Muito acriançado, e como tal, previsível, tinha fanservice como se não houvesse mais nada no mundo, MAS que isso era só de início, e que se o anime tivesse sido fiel ao mangá, então a qualidade iria aumentar muito ao longo do tempo. Pois assim foi. Neste volume começamos a ter uma maior intimidade com os protagonistas, a saber mais pormenores não só deles no presente, mas também do passado de ambos. O desenvolvimento dos protagonistas está muito bem feito misturando um pouco de comédia nos momentos certos com a seriedade noutros momentos.
   Quanto a enredo, também ficou um pouco melhor, apesar de ainda não estar bem no seu crescendo. Consegue ser ideal na junção de mistério com aventura, ação e comédia entre muitos mais. No final do volume temos não um cliff-hanger gigantesco, mas digamos que temos um certo mistério que nos deixa curiosos para saber mais do próximo volume. Achei esse fim especialmente delicioso porque após uma aventura (e arco) ter terminado, o leitor não espera que voltem logo a outra aventura, ainda para mais da maneira que acaba a anterior, e deixar nesta espécie de mistério, não bem mistério, foi uma jogada de mestre.
   Agora a história está a melhorar, e com ela a pontuação do volume, desejoso de ler mais ainda, mal posso esperar pelo próximo volume. E agora o link do volume anterior: Crítica - Magi Vol.1
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

quarta-feira, 28 de março de 2018

Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft Volume 6 - Howard Phillips Lovecraft

   "Sexto Volume de Os Melhores Contos de Howard Phillips Lovecraft 
   O mestre do horror clássico está de volta com contos que ajudaram a moldar a definição de horror na literatura. Com tradução do Prof. José Manuel Lopes, este é mais um volume que ficará para a história do género em Portugal."

   Boas Leitores!
   Surpresa! Pensavam que esta saga terminava no quinto volume? Pois saímos todos enganados! Esse era o plano inicial da editora, mas como esta colectânea teve tanto sucesso eles acabaram por negociar mais dois livros, desta vez com contos de H.P. Lovecraft e contos que ele ajudou a escrever e que por vezes são associados a outros autores. Portanto esta colectânea passará a ter sete livros (na qual o sétimo é o único que ainda não está publicado, deve ser para breve) e este que aqui temos é o sexto.
   Esta obra é composta por oito contos, e tem cerca de 290 páginas, o que dá uma média de 36 páginas por conto. Para quê estas contas? Só para termos uma pequena noção se os contos são grandes ou não. Claro que há alguma variação, contos bem mais pequenos que isso ou contos um pouco maiores. No entanto o interessante foi que reparei que eram aqueles contos que ultrapassavam o número de páginas médio que me captavam mais o interesse.
   A maior parte dos contos foi interessante. Acho que apenas um ou dois é que achei aborrecidos. Os contos mais curtos captavam mais emoção imediata, em poucas páginas, Lovecraft conseguia agarrar-nos e meter os nossos níveis de ansiedade altos e a pensar "o que é que irá acontecer a seguir?". Epor outro lado os contos maiores tinham uma vertente que era a de criar um tipo diferente de ansiedade, algo que crescia com o tempo e ia aumentando com o suspense que se ia criando com o enredo. De qualquer das maneiras acho que este autor foi verdadeiramente um mestre na sua arte.
   E não nos podemos esquecer que estes contos foram escritos há quase cem anos atrás. Poderiam ter ficado tão desactualizados ou tão irreais que não surtiriam nenhum efeito no leitor da actualidade, mas o certo é que surte. A sua mitologia é tão real que torna-se intemporal.
   O único pormenor que tenho a apontar aqui e que reparei apenas neste volume (e de certo poderia ter reparado nos outros se tivesse um pouco mais de atenção) é a quantidade de vezes que Lovecraft usa palavras como "inexplicável", "indescritível", "inominável" e por aí fora para evitar descrever ou monstros ou divisões ou mesmo certas ações. Uma pequena ajuda que usa constantemente e que após repararmos é impossível não termos noção durante todos os contos.
   É definitivamente uma obra aconselhada a quem gosta de terror, nada melhor do que voltar às origens e ler um dos grandes autores do género do século XX. Caso queiram saber mais sobre a saga basta seguirem o link: Crítica - Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft Volume 5
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André

quarta-feira, 21 de março de 2018

Soul Eater vol.21 - Keep the Discipline All Over the World - Atsushi Ohkubo

   "Crona's crimes have become too terrible to ignore, and the troubled youth is added to Shinigami's list. Hoping to reach her friend first, Maka extends her soul perception ability to engulf the entire planet. But the sweep delivers even more than she had bargained for - the location of the Kishin's hideout!"

   Hello readers!
   E a contagem decrescente para chegarmos ao final desta saga já está em andamento. Contando com este, faltavam cinco volumes. Agora quatro. Por outro lado voltámos a ter apenas cinco capítulos neste volume e é nele que começa um dos maiores e últimos arcos (acho que, pelo menos, o próximo volume e o seguinte a esse conterão este arco também).
   A loucura nesta história continua. Para quem chegou a este ponto e fica chocado ou chateado com o rumo que a história está a tomar é porque não entende o estilo deste autor. Extremo e absurdo por vezes, o autor consegue mesmo assim agarrar o leitor e guiá-lo pela história de forma divertida. A partir do momento em que personagens vão lutar para uma lua que sorri temos de ignorar critérios que daríamos a outras obras.
   Agora houve também mais um pouco de desenvolvimento de personagens. Não foi em todos os protagonistas, mas consegui sentir-me mais satisfeito do que com o volume anterior. Talvez parte disso seja pela saga estar a terminar em breve então o autor pode ter tentado direccionar a história para algo que pudesse dar um fim satisfatório a todas as personagens.
   Tive um ligeiro entrave nos capítulos com o grande arco, com a entrada súbita de personagens que não fazia a mínima de quem eram, mas que parecia que todas as personagens já as conheciam. Até que percebi que eram parceiros de um dos vilões e então as peças começaram a encaixar. Havia também novas personagens do lado dos "bons-da-fita", mas foi engraçado que essas não me pareceram tão externas à obra como as do lado oposto do enredo.
   É uma obra que aumentou de qualidade de certeza e agora só posso esperar que continue a aumentar daqui em diante até chegar ao climáx do volume final! Caso queiram saber mais sobre os outros volumes é só clicar no seguinte link: Crítica - Soul Eater Vol.20
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quarta-feira, 14 de março de 2018

A Cidade de Vidro - Cassandra Clare

   "Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais - obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times. Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva."

   Boas Leitores!
   Quatro anos e meio. Esse foi o tempo entre ler a segunda obra desta pentalogia e ler o terceiro volume. A Cidade de Vidro é o terceiro volume desta saga cujos cinco livros estão todos publicados já na língua portuguesa.
   O que dizer desta obra...? Foi uma grande desvantagem ter lido o volume anterior há muito tempo? Nem por isso, passadas poucas páginas já me lembrava perfeitamente de quem era quem e do que tinha acontecido para trás. Se isso é uma vantagem ou desvantagem? Depende de que tipo de leitura se quer, para quem quer ler algo para jovens adultos bastante leve esta talvez seja uma boa escolha, para quem queira algo mais denso e pesado, talvez não.
   A escrita era muitas vezes superficial. A típica personagem adolescente que diz coisas adolescentes. Às vezes chegava a um ponto em que o discurso era demasiado superficial, mesmo para adolescentes, e não foi uma ou duas vezes em que senti que estava a ser retirado do mundo pelo tipo de escrita supérflua. Esse foi um dos poucos pontos negativos que tive. Quando estás envolvido num mundo não queres algo que te tire dele por ser contrastante.
   No entanto o enredo que temos nesta obra não está má de todo para o público-alvo que o livro quer atingir. Ao ler a obra senti por várias vezes a previsibilidade a atingir-me, ainda faltava muito para o livro acabar. Outras vezes até foi satisfatório e surpreendente com algumas ações.
   Já o desenvolvimento das personagens acho que ficou aquém. Mesmo tendo lido a última obra há mais de quatro anos, havia certas personagens que me lembrava perfeitamente de serem repetitivas nos seus pensamentos, e isso não mudou de todo nesta obra. Talvez na próxima mude, visto ter havido grandes alterações em termos de relações entre personagens nesta obra.
   Tem um bom desenvolvimento de enredo, mas as personagens precisam de ser mais trabalhadas. Se calhar nos últimos dois volumes é onde vemos isso a acontecer. Esperemos é que não fique mais quatro anos e meio até ler o próximo! Caso queiram saber mais sobre a saga, basta seguirem o link: Crítica - A Cidade das Cinzas
   Boas Leituras... ;)
5.5/10

André