segunda-feira, 24 de abril de 2017

Soul Eater vol.17 - Atsushi Ohkubo

   "The enemy of my enemy is...still my enemy?! As the madness of the Kishin continues to threaten the world, Noah and Medusa race to find Asura and ally themselves with him. With Noah reliant on demon tools and Medusa on her experimental black blood, DWMA must devise ways to combat both evils while trying to seek and destroy Asura themselves!"

   Boas Leitores!
   E esta semana temos a opinião de mais um mangá de Soul Eater, o 17º volume! Mais oito e acabará esta saga.
   Volume composto por cinco capítulos, sendo que o último deles é o início de um arco que parece ser bem comprido, até porque centra-se numa parte muito importante do enredo. No entanto, é só o último capítulo, os outros quatro vão dando pistas sobre o que estará para acontecer das várias frontes que existem. Quer do lado das bruxas, quer do lado da DWMA ou ainda do lado do Kid. Isso é, certamente, um ponto positivo para os leitores terem uma noção de tudo o que está para acontecer na história.
   Apesar disso, sinto que não há um foco nos protagonistas, mas sim nos desenrolar da história, não a um ritmo acelerado. Ou seja, os protagonistas aparecem, mas não fazem grande coisa, consequentemente não me faz querer saber mais deles ou querer ver a sua evolução. Há maior ribalta para personagens não-principais, mas que não me despertam tanto o interesse.
   A arte continua com o seu estilo estranho, mas bom para o género que é. Com toque especial em tudo o que se relaciona com loucura. Pontos extra por isso.
   A ver quantos capítulos durará o próximo arco e se valerá a pena a sua extensão. Até lá, caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.16
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

terça-feira, 18 de abril de 2017

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson

 "Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… 
   Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?"

   Boas Leitores!
   Antes de mais, tenho de pedir o vosso perdão por não ter dado qualquer notícia aqui no blogue durante um mês. Uma vida caótica e cheia de desafios levou-me a perder um pouco o contacto com este meu hobbie. Mas não que a leitura tenha sido prejudicada. Verão que nas próximas semanas as opiniões vão surgir a um ritmo adequado (pelo menos durante um mês, veremos depois disso).
   Falemos então da obra a que estamos a opinar. Último volume do que era a trilogia Millennium (que deixou de ser uma trilogia há bem pouco tempo, com o aparecimento de um quarto volume escrito por outro autor). Como não foi planeado o aparecimento do quarto volume, este terceiro tem tudo para ser considerado o fechar da história.
   E digo-vos já que a sinopse não faz jus à história. Eu até achava as obras anteriores relativamente boas, mas acho que este último volume melhorou em muito! Deixou de ser um policial como muitos que já li, mas não deixou de ser policial.
   O que aconteceu foi um alterar da história que foi feito gradualmente ao longo de toda a trilogia, mas de que o autor só se apercebe completamente neste último volume. De repente da-mo-nos conta do grande plano elaborado desde a primeira página e ficamos boquiabertos com cada revelação.
   Por outro lado, para quem mesmo assim gosta dos policiais clássicos, continua a haver como que uma "side-story" que vai agradar a esse público. E tenho de admitir que mesmo a mim, essa história à parte estava a interessar-me pela forma como me agarrava e criava tensão.
   O julgamento final foi, para mim, a melhor parte desta obra. Sempre tive um pequeno interesse por justiça e julgamentos, por isso, ler um que estava rodeado de tanta polémica, e da qual estava a torcer por certas personagens, tornou ainda mais interessante. E o autor foi brilhante na forma como conseguiu desenvolver tudo.
   É uma obra que vale bem a pena lê-la. E se são fãs de policiais, então esta é possivelmente uma das melhores escolhas para vocês. Caso queiram saber mais sobre a trilogia, podem clicar no seguinte link, que vos levará ao volume anterior: Crítica - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo.
   Boas Leituras... ;)
9/10

André

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Booking Through Thursday - Leitura

   Desculpem, tem passado tanto tempo!
   Portanto, aqui vai uma pergunta simples:
   O que é que tens lido ultimamente?

   André: Esta pergunta é realmente fácil. Tenho lido Soul Eater, contos do grupo Fantasy & Co e também livros fantásticos como Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. A obra que estou a ler neste momento é algo maravilhoso: Winter's Heart o nono volume da saga Wheel of Time.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O Voo da Águia - Simon Scarrow

   "Estamos no ano 43 antes de Cristo. As temíveis legiões do imperador Cláudio desembarcaram nas costas da Britânia e preparam-se para uma das mais terríveis e sanguinárias campanhas na história de Roma. Sob a águia da Segunda Legião, Macro - um centurião veterano, e Cato - o seu lugar-tenente, vão ter de ir ao encontro do inimigo antes que este cresça ainda mais. É que, a cada dia que passa, aumenta o número de bretões enfurecidos e dispostos a morrer pela sua ilha. Infelizmente, os selvagens da Britânia não são o único perigo que as legiões correm. Uma conspiração de poderosos aristocratas romanos procura minar o imperador Cláudio. Para tal, estão dispostos a sacrificar a campanha contra os bretões e, se necessário, a vida de todos os legionários. Para sobreviver, Macro e Cato vão ter que agir muito depressa. Mas quando a campanha ameaça transformar-se num desastre... as opções não são muitas!"

   Boas Leitores!
   Continuando as sagas, não acabando, mas pelo menos avançando pouco a pouco para esse rumo, temos aqui o segundo volume de A Saga da Águia. Ainda faltam alguns volumes para acabar (cerca de treze), mas como o grande ditado diz: grão a grão enche a galinha o papo.
   E que tenho aqui a dizer do segundo volume? Não muito. Já percebi o forte deste autor que são as batalhas, e digo isso por o livro estar repleto delas, no início, a meio, no fim, estão por todo o lado. Mas isso não quer dizer que torne o livro bom, aliás acho que acaba por ter o efeito oposto, batalhas a mais tornam-se aborrecidas e sem grande surpresa.
   Claro que parte desse aborrecimento deve-se ao enredo, que não é nada complexo e por vezes muito previsível. Baseou-se muito no primeiro livro, excepto que este passava-se num sítio diferente e com mais batalhas. O ponto positivo que tenho a dar é que, talvez, a longo prazo, o enredo seja melhor do que aquele que vemos em cada volume.
   Algo bom a dizer foi talvez a personagem principal, foi bem caracterizada, já o mesmo não se pode afirmar pelo resto das personagens. Ou eram pouco desenvolvidas ou então tomavam atitudes por vezes inesperadas. Mas, acho que isso se deve a transformações, mais uma vez, a longo-prazo. Ou pelo menos é essa a minha esperança.
   A qualidade diminuiu por certo, esperemos que nos treze volumes que ainda faltam a história melhore e não seja apenas repetição do que se viu nesta obra. Caso queiram saber mais acerca do livro anterior, é só clicarem no link seguinte: Crítica - A Águia do Império
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 1 de março de 2017

Bestas de Lugar Nenhum - Uzodinma Iweala

   "Bestas de Lugar Nenhum (Beasts of No Nation, 2005) conta a história na primeira pessoa de Agu, um menino que, num país africano sem nome, é obrigado a combater numa das muitas guerras civis que assolam o território.
   O que é original nesta história é a maneira como é contada, numa língua inventada, parte pidgin nigeriano, parte cunhagem do próprio autor, que nos transporta para dentro da cabeça e do coração de um menino a quem tiram a mãe e que, por isso, se sente já homem, sempre saudoso da infância. O relato impiedoso das atrocidades mais comuns é, pois, constantemente trespassado pela poesia nostálgica das recordações vívidas e felizes de criança, o que nos suscita simpatia e nos leva a questionar até que ponto estamos dispostos a perdoar. E também se afinal perdoamos porque, com as condições certas, «qualquer pessoa dá um homicida qualquer», ou porque nós próprios queremos livrar-nos desta culpa: estar passivamente sentados no sofá a ler uma história que se passa tão longe como um filme de acção no cinema ou as notícias na televisão."

   Boas leitores!
   Esta obra, singular, sem qualquer género de saga ou prequela associada, é pequena (não chega às 200 páginas), no entanto é tão poderosa como livros gigantescos.
   Antes de dar a opinião do livro, quero só referir o quão trabalhoso deve ter sido para o tradutor conseguir fazer este trabalho e transmitir de forma realista o que o autor queria transmitir. Pontos positivos para ele!
   Agora a obra. Como já disse, é pequena, mas trás imensos acontecimentos nela. É um daqueles livros que estão sempre coisas a acontecer, sem nunca parar. Não dão espaço para o leitor descansar. E muitos deles conseguem atingir as emoções do leitor de forma adequada, pelo menos foi isso que senti. Houve momentos que me senti desconfortável, o que é raro de acontecer e fico muito contente por ter acontecido, significa que tem boa qualidade de escrita!
   Quanto ao enredo, não há muito que pudesse enrolar e tornar complexo por isso este não é dos grandes fortes da obra. Mesmo assim, consegue ser melhor do que muitos livros comerciais que li.
   As personagens não são muito identificáveis, excepto o protagonista, esse cria uma ligação com o leitor, o resto fica em pano de fundo, talvez propositadamente, o autor pode não querer que quem leia sinta algo pelas outras personagens.
   É, em geral, um livro bom que aconselho para quem gosta deste género. Eu nunca teria lido se não tivesse sido oferecido, mas ainda bem que ofereceram-mo.
   Boas Leituras... ;)
8/10

André

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bakuman vol.17 - One-Shot Deal and Complete Story - Tsugumi Ohba & Takeshi Obata

   "Average student Moritaka Mashiro enjoys drawing for fun. When his classmate and aspiring writer Akito Takagi discovers his talent, he begs Moritaka to team up with him as a manga-creating duo. But what exactly does it take to make it in the manga-publishing world? 
   As the veteran manga artists start taking over Weekly Shonen Jump, the younger artists feel the pressure. But what is behind this sudden surge of older artists making a comeback in the magazine? And what is the connection between Azuma and Moritaka’s late uncle?"

   Boas Leitores!
   Um passo mais próximo de acabar esta saga! Faltam três volumes! O décimo sétimo volume dos vinte já está lido e passo agora a dar-vos a minha opinião sobre ele.
   Mixed feelings. Sabem o que é? Quando lemos algo que gostamos, mas ao mesmo tempo sentimos que algo não está completamente de acordo com o nosso gosto. Foi isso que aconteceu neste volume.
   De início foi até um desgosto que aumentava com cada capítulo que avançava. Parecia-me apenas uma repetição de um arco que já tinha acontecido há pouco tempo atrás, como se os autores tivessem ficado com falta de imaginação, ou talvez quisessem prolongar o mangá sem acrescentar algo de valioso. As mesmas personagens, o mesmo enredo, só alguns pormenores variavam. Por sorte o final desse arco foi neste volume também (ainda bem que não o prolongaram por mais um volume, se não iria ser apenas mau) e acabou de forma até agradável, com uma ligeira surpresa.
   E foi desse modo que avançámos para o que, suponho, seja o arco final deste mangá. Pelo menos está a atingir as proporções épicas de um final com a típica batalha dos protagonistas contra o mau-da-fita, apesar de neste mangá não haver propriamente alguém com esse papel. O certo é que pelo menos os autores conseguem agarrar os leitores uma vez mais, quer pela escrita quer pela arte. E continuam a fazer a mesma coisa de criar curiosidade sobre as histórias que os protagonistas inventam para outros mangás.
   Outro pequeno pormenor que acho que fez falta, foi o romance. Já há imensos capítulos que essa vertente não existe, e considerando que foi o romance o catalisador de toda a história, acho que os autores podiam ter incluído algo mais.
   Não foi dos melhores volumes, até porque mais de metade dele foi quase uma repetição, mas a partir de agora será como deve de ser! (espero eu). Caso queiram ler a opinião do volume anterior, basta seguirem o link: Crítica - Bakuman Vol.16 - Newcomers and Veterans
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Ilha - Aldous Huxley

   "O derradeiro romance de Aldous Huxley, e contraponto utópico de Admirável Mundo Novo, apresenta-nos Pala, uma ilha onde uma sociedade ideal, regida por crenças assentes no budismo e no hinduísmo, floresce há cento e vinte anos, atraindo inevitavelmente a inveja do mundo circundante. Está em curso uma conspiração para invadir Pala, rica em petróleo, e os acontecimentos precipitam-se quando Will Farnaby, inicialmente um dos conspiradores, chega à ilha. É talvez o livro mais desencantado de Huxley, e inscreve-se nele a firme convicção de que, entre ganância e a avidez dos homens, comunidades pacíficas como Pala estão condenadas. Publicada em 1962, A Ilha é um espelho que permite ao homem modesto ver tudo o que está podre em si próprio e na sociedade."

   Boas Leitores...
   Mais uma obra de um grande autor, Aldous Huxley, que criou obras como Admirável Mundo Novo, que aconselho a lerem.
   Esta obra é, como diz na sinopse, o contraponto da outra famosa obra dele. Fala-nos de uma sociedade pacífica e ideal. Com várias associações a religiões mais pacíficas e com grandes introspecções.
    Mas não se enganem, este livro quase não tem enredo. O leitor percebe que existe uma espécie de tema associado ao livro, mas esse tema não é seguido constantemente. Em vez disso temos divagações sobre os mais variados assuntos. Não que seja mau. Esses mesmos assuntos fazem sentido no livro, visto que são a sucessão de sítios dessa sociedade. Cada um dos sítios leva a uma discussão meio filosófica que faz o leitor pensar, e por vezes aperceber-se das verdades ditas, e assustadores, que apesar de terem sido escritas há uns bons anos, continuam presentes na nossa sociedade.
   Por não ter enredo, faria sentido também não haver desenvolvimento de personagens, porque no fundo não as queremos para nada além de discursar profundamente. Mas o engraçado é que reparamos numa certa evolução psicológica no protagonista, e isso torna não só a história mais cativante como os discursos mais interessantes por mostrarem um efeito, nem que seja numa personagem do livro.
   Como já disse, não achei que estivesse tão bom como o Admirável Mundo Novo, mas continua a ser uma boa obra para lerem, caso estejam interessados nas críticas à sociedade capitalista que observamos nos dias de hoje.
   Boas Leituras... ;)
7.5/10

André