quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Filha do Capitão - José Rodrigues dos Santos

   "O capitão Afonso Brandão mudou a vida, quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras de Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu pernoitar num castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.
   Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando Alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra e escolheu o vale de Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, encontrava-se o Corpo Expedicionário Português.
   Passado durante a odisseia trágica da participação portuguesa na primeira guerra mundial, o romance A Filha do Capitão narra-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e conta-nos a paixão impossível entre um oficial português e uma bela francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e a morte, sobre Deus e a contradição humana, sobre arte e a ciência, sobre o acaso e o destino.
   Com esta obra inesquecível, o grande romance está de volta às letras portuguesas."

   Boas Leitores!
   Há imenso tempo que não tínhamos uma leitura de um autor português (e agora vem uma catrefada deles, intercalados com autores estrangeiros e tal), e começamos esta tendência de leitura de autores portugueses com um dos mais famosos no nosso país, José Rodrigues dos Santos.
   Este é o oitavo livro do autor que leio. Alguns dos livros dele assemelham-se a Dan Brown, no sentido de ter uma personagem comum a alguns livros que são mais ou menos mistérios, mas onde cada obra pode ser lida isoladamente. Contudo, José Rodrigues dos Santos tem também vários livros isolados de variados temas. Dependendo do humor do leitor, estes podem ser bem recebidos caso se queira ler algo mais pesado ou menos "policial/mistério".
   O enredo do livro é extenso, começando na infância de dois jovens e indo até a vida adulta de ambos. Grande parte desta obra é passada, como diz a sinopse, na primeira guerra mundial. Mas que isso não vos demova. A sinopse diz também que neste livro não se fala só de amor ou de guerra e é bem verdade. Várias conversas entre personagens versam sobre imensos assuntos, e se querem uma leitura que vos faça pensar em questões essenciais à vida, mas que não seja o tema central do livro, então esta pode ser uma boa escolha.
   O desenvolvimento das personagens é boa para os protagonistas e algumas das personagens secundárias. Há imensas que são deixadas de lado, o que é normal, não se pode desenvolver todas as pessoas que entram na história. Mesmo assim há um par ou trio de personagens que achei uma falta de desenvolvimento, ainda para mais quando na história se passa assim tanto tempo desde o início ao fim.
   Não sei quanta pesquisa o autor fez para introduzir nesta história os conceitos e factos que introduz. Mas o certo é que o autor consegue não só dar um contexto da participação portuguesa na guerra como também mostrar o que se passava ao mesmo tempo em Portugal que estava em constante mudança e que, consequentemente, alterava também os planos na guerra. Foi um facto que gostei (mas aqui talvez entre a minha falta de livros sobre a primeira guerra mundial e o papel de Portugal nela).
   É uma obra interessante e que, como disse antes, pode apelar a um certo público que queira algo mais sério com um toque de romantismo (não muito forte e às vezes imprevisível).
   Boas Leituras... ;)
7/10

André

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Irmandade - Oliver Bowden

   "Roma, outrora poderosa, jaz em ruínas. A cidade está impregnada de sofrimento e degradação, os seus cidadãos vivem sob a sombra da impiedosa família dos Bórgia. Apenas um homem poderá libertar o povo da tirania Bórgia: Ezio Auditore, o Mestre Assassino.
   A demanda de Ezio irá testá-lo até aos seus limites. César Bórgia, um homem mais malévolo e perigoso que o seu pai, o Papa, não descansará enquanto não tiver conquistado Itália. Nestes tempos tão traiçoeiros, a conspiração está por todo o lado, até no meio da própria Irmandade..."

   Boas Leitores!
   Primeiro tivemos a Renascença, agora chegou Irmandade. É verdade, o segundo livro da saga Assassin's Creed já chegou ao blogue, permitindo-nos viajar para o mundo que é a Itália da época dos descobrimentos. Esta obra é uma adaptação do jogo com o mesmo nome.
   Curiosamente, eu não joguei esse jogo da saga (apenas a trilogia principal foi jogada), pelo que quando comecei a minha leitura pensava que iria seguir o mesmo plano que nos jogos. Fui surpreendido por não ser como esperava. Ler um livro cujo jogo nunca joguei deu-me assim a possibilidade de ler uma obra que é uma adaptação dum jogo sem estar spoilado pelo jogo como aconteceu com o primeiro volume.
   A história não é má, o enredo tem umas boas premissas que giram um pouco à volta dum género policial. No entanto a sensação de jogo continua lá. Enquanto lia conseguia discernir onde separar para criar "missões" do jogo e onde entrariam as partes cinemáticas. Claro que isto tirou-me um pouco do ambiente do livro e jogou contra a obra.
   Na minha opinião o autor deveria ter tentado separar um pouco mais o livro do jogo, não alterando o enredo, mas sim a maneira como as personagens falavam ou mesmo as descrições das ações. Parecia tudo já demasiado planeado, como se o autor tivesse apenas feito uma transcrição do jogo para o livro.
   No início parecia ainda haver uma evolução das personagens, com certos momentos de desenvolvimento psicológico, mas isso pareceu-me também estagnar a meio e só no final voltou a despertar.
   Outro ponto a referir no enredo é que esta história não contribui muito para o que é o enredo da saga. Normalmente os jogos seguem uma personagem diferente em cada jogo, esta obra seguiu a mesma personagem do primeiro livro, onde esta não seguiu a história principal mas tomou uma rota secundária para poder dar um final "como deve de ser" à personagem.
   Este volume esteve ligeiramente melhor que o anterior, não sei se pela minha ignorância quanto ou jogo, ou se o autor tomou mais liberdades, tornando-o melhor. Caso queiram saber mais sobre a primeira parte desta saga, sigam o link: Crítica - Renascença
   Boas Leituras... ;)
6.5/10

André

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Beijo da Noite - Sherrilyn Kenyon

   "O predador da noite Wulf é um antigo guerreiro viking com um poder útil mas muito irritante: amnésia. Ninguém que o conheça pessoalmente se lembra dele passados cinco minutos. Torna fáceis os engates de uma noite, mas difícil qualquer relacionamento mais sério e, sem encontrar o amor verdadeiro, não poderá recuperar a alma. Depois conhece Cassandra, a única mulher capaz de se lembrar de si. No entanto, enquanto princesa da raça amaldiçoada que Wulf jurou caçar, ela está-lhe proibida..."

   Boas leitores!
   E o quinto volume desta saga está aqui! Predadores da Noite, que conta com dezenas de volumes continua a ser lido aos poucos e poucos neste blogue. Veremos quanto tempo passará até ao próximo.
   E com isto até parece que os livros são completamente horríveis... Não completamente, mas certamente que há vários pormenores desnecessários e outros pontos que poderiam ser alterados. Este volume foi até um dos melhorzitos até agora.
   Comecemos pelo enredo que, apesar de ter o típico casal que acabará junto no final do livro, tem uma história background diferente. Este passado por ser diferente consegue apimentar a história um pouco com ação que não seria possível se fosse outro dos típicos enredos.
   Este passado serviu também para dar um pouco mais de informações sobre as mecânicas daquele universo e como é que tudo começou ou foi criado. Claro que o livro Acheron conta 90% desses pormenores, mas esse livro serve como um spin-off ou como um livro a ser lido muito depois destes.
   Acho que a protagonista deste volume foi melhor desenvolvida do que as outras nos volumes anteriores. Já o protagonista desta obra nem tanto. Pareceu uma vez mais, uma daquelas personagens ocas que tem os seus problemas estereotipados e que só se apaixonando poderá resolvê-los.
   Tendo em conta o público-alvo destes livros e todos os livros anteriores que li desta saga, este volume até que nem está mau, decididamente melhor do que o último. Caso queiram saber mais sobre as opiniões desta saga, basta seguirem o link: Crítica - Dança com o Diabo
   Boas Leituras... ;)
6/10

André

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Soul Eater vol.19 - Atsushi Ohkubo

   "In his madness, Death the Kid has embraced a new notion of "order": Only in nothingness can there be true balance and equilibrium. But for Black*Star, being on equal footing with anyone is not his style. Black*Star has always wanted to "transcend the gods"-now his only chance may be to overpower his shinigami friend and take Death down if he wants to save him...!"

   Hey readers!
   A contagem decrescente continua, agora apenas 6 volumes faltam para acabarmos esta saga. E falando em acabar, este volume acabou finalmente o arco gigantesco que estávamos a ler nos últimos tempos.
   Este volume tem cinco capítulos, o que foi uma festa, e provavelmente aconteceu para que o arco pudesse acabar aqui e não ficar com apenas o final no volume seguinte. E ainda bem que tomaram essa decisão. Assim quando o próximo volume começar será como começar de novo, nova história e novos arcos.
   Qual a minha opinião sobre o final do arco? Um pouco anti-climático para ser sincero. Esperava uma batalha mais emocionante e com imensas dificuldades e no fim foi quase um abraçar a ti mesmo e usar a tua força para derrotar o mal duma só vez. Talvez por ser um arco tão grande a expectativa tenha aumentado, e como não foi realizada, foi um pouco desolador. Mesmo que Kid seja filho de um Shinigami, esperava que a grande luta fosse um pouco mais longa, visto que o inimigo era realmente poderoso ao ponto de ter apanhado todas as personagens, mais nem isso.
   E nem as personagens foram desenvolvidas para além do volume anterior, o que não foi muito, considerando que no anterior não tinha havido grande coisa também. O que é estranho, visto que estes dois volumes abrangem 9 capítulos longos de um longo arco. O único protagonista que teve desenvolvimento foi Kid, e faz sentido ele ser desenvolvido em termos psicológicos, visto que é nele que se centra esta última parte do arco. No entanto, esperava um pouco mais dos outros protagonistas, que ficaram só a olhar quase.
   Foi um volume que deixou muito a desejar, mesmo considerando as desculpas que poderia ter. Caso queiram saber mais sobre esta saga, basta seguirem o link: Crítica - Soul Eater vol.18
   Boas Leituras... ;)
5/10

André

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Escondida - P.C. Cast + Kristin Cast

   "Finalmente Zoey conseguiu o que queria. A verdade sobre Neferet é revelada e o mal é exposto, mas a vampyra está longe de se dar por derrotada e inicia uma série de ataques devastadores.
   Ao serem lançadas as sementes da discórdia e caos na Casa da Noite, todos terão que se unir para enfrentar o mal, uma tarefa que se revela mais difícil do que o planeado. E para dificultar as coisas, Zoey receia estar a perder a sanidade pois suspeita que Heath poderá estar de volta… Ela sabe que deve seguir os seus instintos para derrotar o mal, mas se estiver errada, as consequências serão desastrosas para todos.
   Com a tensão a chegar a um ponto culminante e as amizades a serem testadas, conseguirá o grupo de amigos enfrentar em conjunto o mal que alastra e impedi-lo antes que seja tarde demais?"

   Boas Leitores!
   Mais uma semana, mais uma obra. E continuamos com a saga Casa da Noite, volume dez de doze, ou seja, só mais dois e esta saga acaba! E já não era sem tempo.
   Comparando com o volume anterior, onde dizia que o enredo não parecia avançar nada em direcção ao final da história, este avançou um pouco. Mas de uma maneira completamente desagradável e previsível. Mas comecemos do início.
    Não há muito a acontecer no início, para além da protagonista estar a ruminar nos seus pensamentos sobre o quão desgraçada/sortuda é ao mesmo tempo, como acontece em vários volumes para trás. Não temos uma grande variação desse ponto.
   À medida que avançamos, o enredo não se desenvolve rapidamente, pelo contrário fica como melaço, viscoso e nada fluído. Por vezes é como se estivéssemos a ler uma versão vampírica (e às vezes nem isso) dos livros "Os Cinco" ou "Uma Aventura". Sabemos qual é o início e o fim do livro e sabemos que o meio vai ser só eles a andarem dum lado para o outro.
   Nem as personagens foram desenvolvidas como deve de ser neste volume. O truque das várias perspectivas não teve o mesmo efeito que no livro anterior, e a única personagem que teve algum desenvolvimento foi a personagem em que grande parte do enredo se centrava. Faz sentido ele ser desenvolvido, mas não faz assim tanto sentido todo o resto das personagens estagnarem ou congelarem como se nada se passasse.
   Foi uma obra que pensei que pudesse continuar a aumentar a pontuação para a saga, mas parece que voltou aos valores habituais. Caso queiram saber mais sobre o volume anterior basta seguirem o link: Crítica - Destinada
   Boas Leituras... ;)
3/10

André

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Destinada - P.C. Cast + Kristin Cast

   "As forças da Luz e das Trevas colidem numa luta épica que se desenrola na Casa da Noite. Zoey está finalmente na casa onde pertence, protegida por Stark, o seu Guerreiro Guardião, e preparada para enfrentar Neferet de uma vez por todas. Kalona libertou o seu domínio sobre Refaim e, através do dom da Deusa, ele e Stevie Rae poderão finalmente estar juntos - mas apenas se Refaim se mantiver no caminho da Deusa e se afastar da sombra do seu pai. 
   Mas estará Zoey verdadeiramente em segurança? Conhecerá mesmo todos os seus amigos? E conseguirá o amor triunfar ao ser testado pela própria alma da Escuridão? Venham descobrir em mais um volume da Saga da Casa da Noite o destino que aguarda Zoey…"

   Boas Leitores!
   Passou-se um ano e meio desde que o último volume desta saga foi lido, eu sei. Para compensar, em menos de um mês, aliás, em menos de meio mês, são dois livros da mesma saga a serem lidos, de seguida! (Não que tenha sido feito de propósito, mas isso é outra história)
   Este é o nono volume da saga, que é constituída por doze volumes no total. E de alguma forma, isso poderia significar que o enredo estaria a dar os passos finais para que o último volume fosse o grande final da saga. Porque é que digo isto? Bem, em obras como Wheel of Time não esperaríamos um desenvolvimento rápido nos últimos 3 volumes, mas isso também porque cada volume dessa saga tem mais de 500 páginas. Já a saga Casa da Noite ronda as 200 ou 300 páginas, logo cada volume tem menos para contar e, portanto, menos espaço para longos desenvolvimentos.
   Por outro lado, o enredo desta obra não se compara com fantasias épicas. Até porque não tem assim tão grande enredo. Passamos sempre pelos mesmos dilemas dos outros volumes, mudando só a fonte do problema. Mas, sejamos justos, em romances de fantasia cujo público-alvo sejam os jovens adultos, este livro pode até ser bom (quando comecei esta saga, era um deles, já lá vão uns muitos bons anos), por isso em termos jovens o enredo pode nem ter muitas falhas.
   As autoras fazem uma coisa certa, criar várias perspectivas, sendo livros pequenos é difícil desenvolver personagens, mas mudando as perspectivas ao longo do livro e entre livros vai libertando um laço que se fortalece com o leitor (a não ser que ele só leia um volume por ano, como é o meu caso).
   Quanto ao feeling geral desta obra: não é uma das melhores, e tirando a referência ÓBVIA a outras sagas de outras autoras e publicidade descarada, podia ser bem melhor. Mesmo assim continua a ser um pouco melhor do que o oitavo volume. Caso queiram saber mais sobre esse volume, basta seguirem o link: Crítica - Despertada
   Boas Leituras... ;)
4.5/10

André
   

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Booking Through Thursday - Novas Coisas

   Todas as pessoas precisam de uma mudança de vez em quando, portanto quais são os novos tópicos ou autores em que estás interessado nestes dias? Ou quais são os novos tipos de livros que gostarias de ter mais tempo para ler?

   André: O meu tempo diminuiu, e com isso a seleção de livros tornou-se mais criteriosa. Um dos critérios que foi aparecendo ao longo do tempo foi a existência dos prémios Hugo e Nébula, estou muito mais inclinado a ler livros que ganharam ou estiveram nomeados para estes prémios para poder apreciar grandes obras. Gostava de ter muito mais tempo para ler estes, sem qualquer dúvida.